Órgão Oficial da Liga Marxista Internacional. Direção editorial: Roberto Bergoci. Nasce preocupado com os caminhos do proletariado em geral, porém, especialmente, o brasileiro.
sábado, 22 de junho de 2024
NOITE LONGA * Pedro Cesar Batista/DF
sábado, 22 de abril de 2023
ANIVERSÁRIO DE LÊNIN * Observatório Proletários / BR
ANIVERSÁRIO DE LÊNIN
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Marxismo do Século XXI e Marxismo do Terceiro Milênio * Guilherme Monteiro Jr. / ES
Marxismo do Século XXI e Marxismo do Terceiro Milênio
Uma das coisas que eu aprendi durante as aulas de desenvolvimento sustentável foi a necessidade de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. E pensando bastante nisso, e refletindo bastante nisso. Vemos que realmente precisamos de uma versão marxista do desenvolvimento sustentável. Que eu descrevi como desenvolvimento sustentável marxista, também desenvolvimento marxista sustentável. E que eu descrevi nos conceitos de marxismo do século XXI e de marxismo do terceiro milênio.
Talvez eu não seja a melhor pessoa para escrever sobre estes conceitos de marxismo do século XXI e de marxismo do terceiro milênio, pois não sei como e o que escrever sobre este tema. Eu digo que o marxismo do século XXI e o marxismo do terceiro milênio podem ser considerados como uma evolução natural do marxismo.
Vou apenas colocar os conceitos aqui que escrevi horas atrás e vou elaborar um pouco sobre.
Marxismo do Século XXI: O marxismo do século XXI é um conceito e teoria marxista utilizado para se referir a análise marxista dos séculos XX e XXI, principalmente em relação aos temas em relação com o desenvolvimento sustentável, paradigma das TICs, ciência do século XXI, terceira revolução industrial, quarta revolução industrial, inteligência artificial, singularidade tecnológica, robótica, nanotecnologia, microchips humanos, transumanismo clássico, pós-humanismo, cultura popular, mídia popular, mídia de massa, Internet, conhecimento, informação e afins. O marxismo do século XXI também defende uma análise marxista sobre a direita do século XXI, do capitalismo do século XXI, do neoliberalismo do século XXI e sobre o direitismo do século XXI. Defendendo que a direita do século XXI está cada vez mais próxima do neofascismo e que o capitalismo, neoliberalismo e direitismo do século XXI estão cada vez mais se mostrando serem próximos do neofascismo ou mesmo formas de neofascismo. O marxismo do século XXI também defende alguns conceitos como "a cultura popular (também mídia de massa) é o ópio das massas do século XXI", e "a ciência do século XXI e a tecnologia do século XXI são ideologias e religiões".
Marxismo do Terceiro Milênio: O marxismo do terceiro milênio, também marxismo do terceiro milênio DC, é um conceito e teoria marxista, derivada do marxismo do século XXI, que se trata de uma análise marxista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e de temas focados no desenvolvimento sustentável. Diferente do marxismo do século XXI. O marxismo do terceiro milênio possui um foco ainda mais profundo nos temas do desenvolvimento sustentável e busca a criação de meios marxistas de tornar as metas do desenvolvimento sustentável em realidade, e também a sobrevivência da espécie humana e do planeta Terra durante o período do terceiro milênio. O marxismo do terceiro milênio também busca fazer uma análise ainda mais marxista sobre a terceira revolução industrial e a quarta revolução industrial mas com um foco mais dentro do desenvolvimento sustentável marxista e de forma a pensar no médio prazo e no longo prazo, diferente do marxismo do século XXI que foca apenas no curto prazo e no médio prazo.
Ambos, marxismo do século XXI e marxismo do terceiro milênio podem ser considerados como uma evolução natural do marxismo. Que podem levar a elaboração de teorias marxistas como economia marxista ecológica, economia marxista ambiental, economia marxista dos recursos naturais, economia marxista da poluição, desenvolvimento sustentável marxista (também desenvolvimento marxista sustentável), crítica marxista da cultura popular, crítica marxista da mídia popular, crítica marxista da mídia de massa, paradigma marxista das TICs, crítica marxista da ciência e da tecnologia, crítica marxista da IA, entre outros conceitos, teorias e ideias marxistas.
Como disse antes, não sou o melhor para escrever sobre este tema, pois é um tema que requer muito esforço, teorização, análise e idealização sobre o marxismo do século XXI e sobre o marxismo do terceiro milênio. Precisaríamos de ter vários atores marxistas para elaborar melhor sobre os mesmos. Mas a ideia deste artigo é começar a ideia e começar com a teoria dos mesmos.
O marxismo do século XXI e o marxismo do terceiro milênio já estão aqui e acontecendo, podemos ver isso muito bem em alguns artigos nos blogs da Frente Revolucionária dos Trabalhadores e do Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros, como na parte que se trata de ciência, tecnologia, e de crítica a direita, ao capitalismo, neoliberalismo, neofascismo e direitismo. A questão é elaborar a teoria e os conceitos do marxismo do século XXI e do marxismo do terceiro milênio.
E outra forma de marxismo do século XXI e de marxismo do terceiro milênio, são críticas marxistas à sociedade do século XXI como "a cultura popular (também mídia de massa) é o ópio das massas do século XXI", e "a ciência do século XXI e a tecnologia do século XXI são ideologias e religiões". Não preciso muito elaborar sobre ambas frases aqui, pois já escrevi vários comentários sobre e qualquer marxista do século XXI e marxista do terceiro milênio é capaz de entender e elaborar sobre as mesmas, pelo menos teoricamente.
Enfim, esse foi a minha introdução-manifesto ao marxismo do século XXI e do marxismo do terceiro milênio e espero que este artigo-introdução seja o primeiro de vários outros artigos sobre o marxismo do século XXI e sobre o marxismo do terceiro milênio.
sexta-feira, 2 de outubro de 2020
COMUNISTAS, UNI-VOS! * Antonio Cabral Filho / RJ
Essa esquerda vem contando ao longo da história, desde que Marx e Engels publicaram o Manifesto comunista, com a vaga idéia de que pelo fato de se denominar como tal, é o suficiente para desfrutar da credibilidade necessária na hora de manipular os oprimidos.
Lá no Manifesto Comunista está escrito que os comunistas participarão das eleições burguesas. Até aí... Mas esquerda é sinônimo de comunista? Claro que não. Para resolver isso, propagaram a palavra socialista. E em nome de uma denominação vaga, todo oportunismo tem castigado os oprimidos, os trabalhadores e demais camadas da sociedade capitalista.
A pilantragem reside aí. Todo
oportunista se faz passar por socialista. Se formos puxar pela história, vamos
gastar muito fosfato para passarmos isso a limpo. Mas vamos limpar o campo.
Basta diferenciarmos socialismo de comunismo. E o que é SOCIALISMO?
Bom, vamos historiar a nossa resposta,
senão vão nos acusar de reducionismo. Vejamos a primeira revolução feita no
mundo sob a marca do comunismo: A REVOLUÇÃO RUSSA. Ela foi comunista ou
socialista? A bem da verdade, nem uma coisa nem a outra. Porque a simples
tentativa de democratização das relações de poder após a tomada do aparato
estatal em 1917, foi totalmente travada pela direção do POSDR – Partido
Operário Social Democrata Russo, com a intervenção nos Conselhos Operários e
Populares, os SOVIETS, decidindo quem poderia ou não fazer parte dos seus
quadros. Esse foi o primeiro e primordial problema ocorrido na tenra revolução.
O segundo foi quanto à gestão administrativa. Os SOVIETS não mandaram em nada.
Todas as decisões saiam da cúpula montada pelo partido para cuidar disso. Esse
foi o terreno fértil do qual saiu a NEP – Nova Política Econômica,
que deu rumos capitalistas à economia soviética, acusada em larga escala pela mídia burguesa de burocrática e estatal. E essa foi a grande contribuição do “estado soviético” para a caracterização do seu modus operandi como CAPITALISMO DE ESTADO.
A segunda experiência foi a China. Alguém tem dúvida de que é o mesmo modelo? Eu não tenho, até porque Mao foi beber na mão de Stálin.
A terceira experiência foi Cuba. Esta, desde a “crise dos mísseis”, ainda depende da ajuda externa. Não desenvolveu nada próprio. Sequer no campo militar e ainda agora não passa de uma feira de produtos de quinta vindos da China, que substituiu a URSS, em aliança com a Rússia.
Quer mais exemplos? Eu acho que basta. Em nenhum desses países, o povo decide coisa alguma, até porque o “cerco do imperialismo” funciona como espantalho para justificar a presença e repressão do “estado” a tudo que se imagina.
E aí, será que podemos perguntar: é socialismo ou comunismo? Nem uma coisa nem outra. Simplesmente capitalismo.
No entanto, uma certa “esquerda” propaga uma carreta de valores sobre esses países. O poderio militar russo, o avanço tecnológico chinês, a saúde e a educação cubanas, justificam suas posturas pseudo-esquerdistas. Só que nada disso sustenta suas políticas de conciliação de classes nos países massacrados pelo imperialismo. Ser social-democrata lá na Europa, com os altos padrões de vida sustentados às custas das colônias, é fácil. Dizer-se socialista lá na França nas rodas intelectuais do quartier latim, é lindo. Dizer-se de esquerda por ser persona non grata nos EUA, dá voto. Mas tudo isso não vai além de um “aval” nas altas camadas gestoras do capital para ser nomeado gerente setorial das multinacionais em algum continente cheio de cobiças. A América Latina que o diga. Todos os dirigentes de esquerda dessa região são abonados por algum “Tio” europeu ou norte-americano.
Então? O que é socialismo? O que é comunismo? Para responder a isso, podemos ir aos livros, inclusive os manuais. Porque nem um nem o outro existiram até agora entre os viventes. O que chamam de socialismo, não passa de política de compensação, ou seja, o estado reduz a carga de impostos contanto que o empresariado invista em melhores condições de vida para a sociedade. Ora veja, ninguém precisa de Marx para resolver isso. Basta um Keynes. Políticas sociais sustentadas com os impostos arrecadados do setor privado só geram mais riqueza para o setor privado. E não vai além de um círculo vicioso. Ninguém precisa ser socialista nem comunista por causa disso. Qualquer populista de direita faz isso muito bem...e ainda chama patrão de companheiro.
Ao longo de toda a história política ocidental existem centenas de entidades, denominadas atualmente como ONGs, que são disfarces de partidos políticos, em sua maioria de direita. Mas a social-democracia não fica para trás. Sempre que um partido social-democrata chega ao governo, terceiriza um conjunto de serviços para suas entidades a fim de fazer caixa. Aí entram seus apaniguados, todos credenciados como “socialistas”, ou de “esquerda”. Há inclusive uns tipos que se empinam todos em posição de sentido com a mãozinha direita sobre o lado esquerdo do peito para cantar a Internacional e arrotam: “Sou comunista!”
Mas, e aí? Já podemos diferenciar quem é
ESQUERDA de quem é COMUNISTA?
Vamos lá. Primeiro, o que conhecemos como ESQUERDA tem até folclore, e originado lá na França. E aconteceu porque no período da França revolucionária, os monarquistas e seus asseclas sentaram-se do lado direito do parlamento, arrastando consigo todos os estratos elitistas. Do outro lado, sentaram-se os restantes. Esses, reuniam diversos segmentos sócio-econômicos, tais como burgueses descontentes com os impostos, urbanos e rurais, pequenos ofícios e as camadas operárias. Ou seja, a ralé. Só que dentre ela tinha uma parte revolucionária, gente organizada e dirigida politicamente, pelo menos para aquele contexto: eram os Jacobinos. E assim, aquele lado em que se sentavam e atitude combativa dos Jacobinos ficaram conhecidas como uma posição política. Por isso, hoje, um bando de calça frouxa, fundilhos surrados, mãos-leves de todo tipo, se diz ESQUERDA, e até se ilustra com a palavra SOCIALISTA.
Quem não presenciou ainda um burguês
gordo, corrupto e “flatolento”, gritando vivas ao socialismo? No Brasil, temos
até o termo “socialaite” para se referir às burguesas mais boêmias. Mas e o que
isso tudo chamado de ESQUERDA, SOCIALISMO tem a ver com ideologia? O socialismo
seria uma caracterização ideológica? Será que as experiências denominadas
socialistas são caracterizações ideológicas?
Vejamos: existem duas ideologias historicamente comprovadas, a capitalista e a comunista. Ambas se opõem em tudo que diz respeito à propriedade privada capitalista. Enquanto a ideologia capitalista defende a apropriação unilateral dos frutos do trabalha coletivo, a ideologia comunista propõe a distribuição desse resultado equitativamente. Daí resulta a grande questão, aonde entra o socialismo? Qual sua posição sobre a propriedade privada capitalista? Sabemos que o conceito comunista de revolução implica na expropriação da propriedade privada capitalista, e nas experiências “socialistas” conhecidas até agora tem havido, no máximo, somente uma troca de patrões. Então, qual é a essência de tais caracterizações?
E A ESQUERDA...
E em relação à esquerda nem vale a pena discutir, uma vez que a mesma se caracteriza, apenas, por fazer oposição dentro da ordem. A esquerda não existe fora da ordem burguesa, até porque isso não lhe interessa, senão ela deixaria de ser uma esquerda do sistema, dócil, adestrada, parlamentar, eleitoreira, e passaria a ser um instrumento de ruptura com o sistema capitalista, o que a transformaria numa força revolucionária a serviço do comunismo. Por isso, ninguém vai encontrar os ditos partidos de esquerda combatendo no campo da revolução proletária. Por isso, ser de esquerda virou moda, moda dos oportunistas, ludibriadores da massa explorada e oprimida, para arrumar mandatos às custas dela e nunca mais baterem cartão de ponto, nunca mais comerem marmita requentada ou viajarem de trem ou ônibus lotados, muito menos suarem suas camisas importadas às custas da peãozada. Dentre esses tipos há os que se dizem socialistas, diferenciando-se dos simplesmente de esquerda só para justificarem seus diplomas lá das universidades públicas bancadas com o suor do povo.
MAS DIZER-SE COMUNISTA...
Comunista, é coisa séria. É opor-se ao
capitalismo, à propriedade privada capitalista, ao roubo da força de trabalho
do operário, ao lucro fruto do roubo, enfim, opor-se à exploração do trabalho
alheio.
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sexta-feira, 26 de junho de 2020
Manifesto Maranhense Pela Democracia / Observatório Proletários / BR
MANIFESTO MARANHENSE PELA DEMOCRACIA
Manifesto Maranhense de Artistas,
Intelectuais e lideranças religiosas em defesa da Democracia e contra o
fascismo
O
Maranhão é a terra da liberdade. A palmeira indigenista, onde canta o sabiá
convive com o guriatã, inspirador de matracas e pandeirões. A terra que gerou
Negro Cosme, na extraordinária resistência dos balaios, também acalentou Maria
Firmina e seu pioneirismo de mulher romancista e libertária.
O
Maranhão é a terra da cultura que incorpora em sua expressão os pensares, os
sentires e os fazeres de raças e etnias que, sem abrir mão de suas
singularidades, souberam construir um Estado plural e encantador.
É
este Maranhão que, consciente de seu papel frente à nacionalidade brasileira,
vem aqui reafirmar seu compromisso com a democracia e dizer não ao
protofascismo que ronda a realidade nacional.
O
Maranhão se levantou contra a ditadura militar, instituída em 1964. Homens e
mulheres se uniram para devolver ao País um Estado Democrático de Direito, que
se expressou no pacto social que é a Constituição de 1988. Este pacto vem sendo
rompido pelo governo Bolsonaro, que sonha com um golpe de Estado, e que, a cada
dia, avança em suas provocações, demolindo o arcabouço democrático e retirando
os direitos dos trabalhadores.
Tudo
isso acontece no meio de uma pandemia que uniu brasileiras e brasileiros em
defesa da vida e que tem como polo contrário o governo Bolsonaro, que aposta na
morte.
A
necessidade de nos unirmos para preservar a vida e a democracia como
manifestação maior da própria existência humana se soma neste Manifesto que
congrega todos aqueles e aquelas que tem a democracia como um bem maior da vida
e da soberania nacional. Assim, a substituição do governo Bolsonaro torna-se um
imperativo.
Por
estas e outras razões, o Maranhão novamente se levanta com seus tambores e
zabumbas, dá seu grito de unidade e rebeldia contra o protofascismo, pela vida
e pela democracia.
ASSINAM: seguem 350 assinaturas.
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