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sábado, 22 de junho de 2024

NOITE LONGA * Pedro Cesar Batista/DF

NOITE LONGA
Foto: Danilo Lins
PREFÁCIO

Um militante em tempo integral
Hélio Doyle

Na longa noite insone de Gregório, o personagem deste conto, manifestam-se as reflexões, angústias, memórias, decepções e desabafos do jornalista e militante político Pedro Batista. O pensamento noturno de Gregório flutua entre acontecimentos recentes e mais distantes que marcaram não só o mundo e o Brasil como a vida agitada e intensa de Pedro.

Pedro deu a seu personagem, que tudo indica ser ele próprio, o nome de Gregório, o que imagino possa ser uma homenagem ao militante exemplar Gregório Bezerra, um dos maiores quadros do Partido Comunista do Brasil, em 1962 denominado Partido Comunista Brasileiro.

O autor de “Noite Longa” é um militante político ao estilo dos leninistas, dos comunistas retratados por Jorge Amado em “Subterrâneos da Liberdade” e dos que lutaram contra a ditadura em que vivemos por 21 anos. Está inteiramente dedicado à causa do socialismo e de seus pressupostos humanitários e libertadores, sacrificando para isso sua vida pessoal e profissional. É agitador e propagandista. É um internacionalista na plena acepção do termo. Combate em tempo integral o imperialismo, o colonialismo e o neocolonialismo. Domina a teoria revolucionária e a leva à sua prática.

Não à toa, Pedro foi um dos jornalistas e militantes espionados ilegalmente pela Abin do governo que felizmente é agora passado. A propósito, seu irmão, o deputado estadual João Carlos Batista, militante das causas populares no Pará, foi assassinado em 1988 por seus inimigos políticos.

É natural, pois, que Pedro faça uma reflexão sobre o que aconteceu e vem acontecendo com a esquerda, suas contradições, ilusões, erros e deformações. Desde as ilusões diante de um sindicalista polonês que parecia lutar por liberdade, mas que na verdade era um instrumento do anticomunismo, até a deformação de um dirigente partidário milionário que se satisfazia com debates teóricos e inúteis. Pelo pensamento de Gregório, Pedro fala dos erros cometidos pelos republicanos de diversos matizes na luta contra o fascismo na Espanha e das consequências do fim da União Soviética, aplaudido por muitos comunistas e socialistas.

Cita ainda episódios importantes da vida política, dos tempos da ditadura até a recente tentativa de impor ao país um regime autoritário e fascista. Fala da militância quando jovem. Mostra, no texto, uma de suas características: a firmeza de suas convicções, o que o faz respeitado inclusive pelos que discordam de algumas de suas ideias. Não é preciso concordar com tudo o que pensa para admirar sua persistência, dedicação e trabalho.

Diz-se que os verdadeiros comunistas combinam o realismo da análise concreta da situação concreta com o otimismo diante da construção de uma nova sociedade. Gregório – ou Pedro – manifesta esse otimismo, apesar de todos os percalços enfrentados por ele e da difícil realidade em que vivemos hoje, com a ascensão do fascismo e do nazismo, o avanço da desigualdade social e as guerras provocadas pelos países imperialistas e colonialistas. Depois da noite longa de Gregório, a longa noite acaba e um novo dia desponta no horizonte.

As cores do anoitecer
Capa e ilustração: Camila Hardt

Gabriela Gomes

Neste livro, Gregório nos convida a uma aventura nos céus da memória de uma noite longa, enquanto Pedro atenciosamente registra e nos conta nestas páginas. Noite Longa é uma mistura de emoções e sentimentos de uma vida de lutas. Pedro carrega o sentimento dos céus e dele se faz inteiro coração. Um combatente incansável, que vê na luz da noite a força da resistência para que o amanhecer desperte toda humanidade. Juntos compartilhamos a integridade do ser humano, com sangue pulsante, com veias que nos irradiam, carne e osso. Somos inteiros diante toda a perversidade que busca nos fragmentar. Todos nós somos Gregório, somos a resistência, somos noite e dia.

Admiramos as cores do amanhecer, nelas estão refletidas o novo dia em seu mais avermelhado tom. Sabemos que estão lá; o lilás, laranja, o vermelho, enquanto os pássaros nos anunciam o despertar de cidades e campo, quando o orvalho abre espaço para o florescer. Talvez a dúvida que não nos deixa dormir seja a paleta de cores de uma noite longa, quando se tem a lua refletindo a luz do sol e quando os pássaros já repousam em seus ninhos. Somos movidos pelos nossos questionamentos que um novo dia nos traz e que a noite resguarda.

A noite de Gregório é a noite de todos nós que resistimos perante a dor, a solidão, o preço da clareza dos males que assolam nossa humanidade, a inquietude das injustiças, da violência que usurpa nossos direitos, do sangue do entardecer. Sinto que ainda estou ao lado de Gregório, em sua sacada, que já não cabe tantos pensamentos. Compartilhando com ele a dúvida de um café a mais, de um cigarro não fumado, e sentindo sua inquietação de pensamento em pensamento.

A noite longa é de todos nós que sentimos as injustiças, as opressões, as traições, os amores perdidos e as lutas que marcam a história dos nossos povos em todas as partes do mundo. Desde a Revolução de Outubro, à Guerra civil espanhola, à ascensão do fascismo na Europa e o fim da URSS com a proliferação do consumismo e do individualismo, germes do capitalismo.

Ando para lá e para cá, junto a Gregório, pensando em como a opressão do Estado calou e escravizou nossos povos, em como discurso contra o socialismo foi impulsionado pela mídia e esteve na boca de tantos que prometiam liberdade como Lech Walesa, mas que algemaram a luta popular em seus calcanhares, traindo nossas noites e dias.

Ando e procuro por Zuleida, que assim como Gregório carrega a perseverança e a clareza de dias melhores, que tem ao seu lado a dignidade e o brilho do amanhecer da luta.

Viver para a luta é se desafiar pelos dias e noites. É a busca incansável pelas respostas de tanta mentira e manipulação. Como vivemos o que restou de dias tão gloriosos? Como amanhecemos nesta realidade tão cruel, desigual, que implode a emancipação dos povos? São noites longas pensando, tentando entender. São dias de memórias que não cessam na sacada do apartamento de Gregório, que não deixa a tristeza e a solidão cegarem seu horizonte.

Somos Gregório, somos Pedro, inteiros corações. Temos o sentimento da aventura dos céus. São muitas lutas e vitórias para contar, derrotas para cicatrizar. Para um novo dia raiar é preciso que venha a noite, que venham os pensamentos para que enxergarmos as cores e tons da memória das lutas e batalhas fincadas, do sangue dos povos, da história viva do que foi, do que poderia ter sido e do que virá. O tempo matura enquanto a história nos revela e o céu colore. Gregório é feito disso. Assim como a vida, assim como é este conto, assim como é nossa luta. Sempre lutando por um novo amanhecer, esperando que o céu avermelhado irradie nossos dias de vitória. Desejo que este conto lhe irradie tal como nossas veias, tal como o raio do sol numa caminhada de domingo, tal como a lua que reflete a luz das nossas lutas durante uma noite longa.

APRESENTAÇÃO

Sempre vem a manhã

O autor.
A escuridão da noite é a garantia de que chegará o amanhecer. Nem importa a duração que tenha, muitas vezes as horas, minutos e segundos se transformam em séculos, especialmente quando se sofre a solidão do tempo em que a violência e a mentira parecem não ter fim, quando os opressores avançam na exploração e opressão, deixando massas enormes felizes por se tornarem escravas, sem nem imaginarem que caminham ao abatedouro.

Noite longa é isso, apesar da tristeza, dos questionamentos, de tantas derrotas e dúvidas, o protagonista não desiste de buscar entender as causas de tantas manipulações, retrocessos e de seus questionamentos, tantos que lhe impedem de conseguir dormir.

Gregório em seus pensamentos faz uma síntese de quem enfrenta noites longas, o arbítrio, a tortura imposta pela lei do Estado, que usa toda sua força para manter a dominação. Gregório em sua permanente busca e confiança de que viverá um novo tempo, que poderá ter a felicidade e a justiça plena a todos, sem exceção. Zuleida, paixão de Gregório, sempre é lembrada, perderam-se pelas estradas da vida, acredita que a reencontrará, depois de terem tido momentos de tanta magia e ousadia no enfrentamento ao abuso da burguesia e seus lacaios.

A noite é para descansar, repousar e poder recuperar as forças para seguir o dia que virá. Gregório não consegue. Como dormir?

Tudo foi pensado e executado nos mínimos detalhes. Criaram um papa e um líder sindical, os dois do mesmo país, a Polônia. Vieram com tarefas bem definidas: destruir a URSS, confundir a juventude e as massas, acusando o socialismo, usando um discurso aparentemente moderno e democrático. Quantos não se deixaram enganar e colocaram o broche do Solidarnosc na lapela acreditando que falavam em liberdade e justiça? Quatro décadas depois Lech Walesa se tornou uma das principais lideranças da extrema direita a percorrer o mundo propagando o fascismo e combatendo o socialismo. Será que Gregório conseguirá dormir? Nunca ele leu ou escutou alguma autocrítica de quem defendeu esse movimento anticomunista.

Gregório é só, não tem ninguém ao seu lado, quando em uma manhã cruza com sua família, endinheirada e reacionária. Tomam um café, conversam amenidades e se despedem. Ele sofre por não ter ao seu lado na defesa do que acredita ninguém de sua família. Isso o deixa triste, pensa nas contradições que formam as famílias, as manipulações e o uso da religiosidade para criar verdadeiras escolas de maldades, individualismo e egoísmo, a partir da infância. As contradições geracionais, políticas, ideológicas e culturais. Ainda assim ele gostaria de ter uma família.

E a ditadura de 1964, que tem gente do povo, pessoas humildes, desempregadas ou operários e camponeses pobres que repetem o discurso de que a ditadura foi boa e precisa voltar. Não é apenas desinformação, ignorância política, certamente há um sentimento de maldade, de perversidade e de crença de que é preciso prender, torturar e matar quem não pensa igual a eles. Creem que os comunistas precisam ser mortos, repetem tudo que a burguesia propaga em suas mentiras, confiantes de que aquilo de fato é verdade.

Uma noite infindável segue. Gregório tenta dormir, mas a noite é longa, enquanto uma vontade irresistível de ver Zuleida, de acender um cigarro e poder receber o carinho do vento lhe apodera. Ele está só, não acende o cigarro, parou de fumar há tempos.

Como explicar ainda haver pessoas que apoiem o nazismo e são anticomunistas? Se não fosse a URSS derrotar Hitler o que seria da humanidade? Quem é propagado como os responsáveis por derrotar o nazismo, os EUA e outros países europeus, foram apoiadores da Alemanha nazista. O objetivo era derrotar os comunistas soviéticos. Deu errado, os nazis foram derrotados pelos comunistas, mas a propaganda nega e esconde isso. A mentira segue sendo disseminada como verdade, enquanto massas ignaras, ou mesmo acadêmicas, repetem as mentiras. O discurso anticomunista vem de todos os lados, inclusive de quem se auto intitula esquerda. Como combater isso? Gregório se aflige em sua solidão histórica na noite que tem apenas uma lua crescente e as estrelas em sua companhia.

É período da pandemia. Mortes acontecem aos milhares, não são bombas, mas a propaganda de que é apenas uma “gripezinha”, que “os fortes viverão”, que a “economia não pode parar”. Isso tudo é mostrado na prática por um presidente que anima a morte sem nenhuma vergonha, inclusive arrastando multidões. O que fazer? Como enfrentar isso sem resistência, sem unidade e sem organização?

Gregório segue entre sua cama, a cozinha e o parapeito da sacada de seu apartamento na cidade de Brasília, não consegue relaxar. Seus pensamentos são atribulados, somente a lembrança de Zuleida o acalma. Onde ela andará? Lembra do Soma, que mesmo não sendo distribuído ao entardecer ajudaria a descontrair e manter as pessoas manipuladas. Huxley previu este tempo.

A noite não acaba, parece não ter fim, diante de tantas indagações e dúvidas. Como perder o poder na Espanha Republicana? As divisões seguem em cada ação, pensamento e lutas. Como explicar a queda da URSS? Derrotas que poderiam ser evitadas.

A luta contra a ditadura foi vitoriosa? Como explicar todos os torturadores e assassinos livres e ainda propagando que são bons e justos ao preço de tantas perdas, tristezas e assassinatos? O que faltou para derrotar definitivamente os terroristas fardados e civis, organizados e financiados pelos EUA, que deram o golpe em 1964 e ficaram por 21 anos no poder e ainda hoje seguem impunes e livres? Gregório lembra da infância, milhares de soldados seguindo para o Araguaia para assassinarem os jovens que lutavam por um país justo e livre, iam também perseguir a população que acreditava que seria possível viver um mundo de justiça. Os caminhões com os soldados pareciam uma grande serpente na floresta nas estradas empoeiradas.

Gregório não duvida, a humanidade já descobriu o caminho do paraíso em terra. Assim foi na Comuna de Paris ou com a Revolução Rússia. Ainda haverá tempo de retomar a linha vermelha da história, onde a dignidade, o amor e a poesia entejam efetivamente integradas e possam fazer a felicidade existir?

O dia está para amanhecer. A aurora começa a despontar. Gregório observa o sol nascer. Nasce uma nova manhã.

sábado, 22 de abril de 2023

ANIVERSÁRIO DE LÊNIN * Observatório Proletários / BR

 ANIVERSÁRIO DE LÊNIN


ODA A LENIN

PABLO NERUDA - CHILE




I

Lenin para cantarte/debo decir adiós a las palabras;
debo escribir con árboles, con ruedas, con arados, con cereales.
Eres concreto como/los hechos y la tierra.
No existió nunca/un hombre más terrestre
que V. Ulianov.
Hay otros hombres altos/que como las iglesias acostumbran
conversar con las nubes/son altos hombres solitarios.
Lenin sostuvo un pacto con la tierra
Vio más lejos que nadie.
Los hombres, /los ríos/las colinas/las estepas,
eran un libro abierto/y él leía/leía más lejos que todos/más claro que
ninguno.
Él miraba profundo/en el pueblo, /en el hombre,
miraba al hombre como a un pozo
lo examinaba como/si fuera un mineral desconocido/que hubiera descubierto.
Había que sacar las aguas del pozo,
había que elevar la luz dinámica,
el tesoro secreto
de los pueblos,
para que todo germinara y naciera,
para ser dignos del tiempo y de la tierra.
II
Cuidad de confundirlo con un frío ingeniero,
cuidad de confundirlo con un místico ardiente.
Su inteligencia ardió sin ser jamás cenizas,
la muerte no ha helado aún su corazón de fuego.
III
Me gusta ver a Lenin pescando en la transparencia
del lago Razliv, y aquellas aguas son
como un pequeño espejo perdido entre la hierba
del vasto Norte frío y plateado:
soledades aquellas, hurañas soledades,
plantas martirizadas por la noche y la nieve,
el ártico silbido del viento en su cabaña.
Me gusta verlo allí solitario escuchando
el aguacero, el tembloroso vuelo
de las tórtolas,
la intensa pulsación del bosque puro.
Lenin atento al bosque y a la vida,
escuchando los pasos del viento y de la historia
en la solemnidad de la naturaleza.
IV
Fueron algunos hombres solo estudio
libro profundo, apasionada ciencia,
y otros hombres tuvieron
como virtud del alma el movimiento.
Lenin tuvo dos alas,
el movimiento y la sabiduría.
Creó en el pensamiento,
descifró los enigmas,
fue rompiendo las máscaras
de la verdad y del hombre
y estaba en todas partes,
estaba al mismo tiempo en todas partes.
V
Así, Lenin, tus manos trabajaron
y tu razón no conoció el descanso
hasta que desde todo el horizonte
se divisó una nueva forma,
era una estatua ensangrentada,
era una victoriosa con harapos,
era una niña bella como la luz,
llena de cicatrices, manchada por el humo.
Desde remotas tierras los pueblos la miraron:
era ella, no cabía duda,
era la Revolución.
El viejo corazón del mundo latió de otra manera.
VI
Lenin, hombre terrestre,
tu hija ha llegado al cielo.
Tu mano/mueve ahora/claras constelaciones.
La misma mano/que firmó decretos
sobre el pan y la tierra/para el pueblo,
la misma mano/se convirtió en planeta:
el hombre que tú hiciste se construyó una estrella.
VII
Todo ha cambiado, pero
fue duro el tiempo/y ásperos los días.
Durante cuarenta años aullaron
los lobos junto a las fronteras:
quisieron derribar la estatua viva,
quisieron calcinar sus ojos verdes,
por hambre y fuego/y gas y muerte
quisieron que muriera
tu hija, Lenin,
la victoria
la extensa, firme, dulce, fuerte y alta
Unión Soviética.
No pudieron.
Faltó el pan, el carbón, faltó la vida
del cielo cayó la lluvia, nieve, sangre,
sobre las pobres casas incendiadas,
pero entre el humo/y a la luz del fuego
los pueblos más remotos vieron la estatua viva
defenderse y crecer crecer crecer
hasta que su valiente corazón
se transformó en metal invulnerable.
VIII
Lenin, gracias te damos los lejanos.
Desde entonces, tus decisiones,
desde tus pasos rápidos y tus rápidos ojos
no están los pueblos solos
en la lucha por la alegría.

La inmensa patria dura,
la que aguantó el asedio,
la guerra, la amenaza,
es torre inquebrantable.
Ya no pueden matarla.
Y así viven los hombres otra vida,
y comen otro pan
con esperanza,
porque en el centro de la tierra existe
la hija de Lenin, clara y decisiva.
IX
Gracias, Lenin,
por la energía y la enseñanza,
gracias por la firmeza! 


ODE A LÊNIN


Lênin para cantar para você / devo dizer adeus às palavras;
Devo escrever com árvores, com rodas, com arados, com cereais.
Você é concreto como/os fatos e a terra.
Nunca houve/homem mais terrestre
aquele V. Ulyanov.
Há outros homens altos/que, como as igrejas, costumam
converse com as nuvens/eles são homens altos e solitários.
Lenin fez um pacto com a terra
Ele viu mais longe do que qualquer um.
Os homens, / os rios / as colinas / as estepes,
eles eram um livro aberto/e ele leu/leu mais longe do que todos/mais claro do que
nenhum.
Ele olhou profundamente/para a cidade,/para o homem,
Eu olhei para o homem como um poço
ele examinou como/se fosse um mineral desconhecido/que ele tivesse descoberto.
A água tinha que ser retirada do poço.
a luz dinâmica teve que ser aumentada,
o tesouro secreto
das cidades,
para que tudo germine e nasça,
para ser digno de tempo e terra.
II
Cuidado para não confundi-lo com um engenheiro frio,
Tenha cuidado para não confundi-lo com um místico ardente.
Sua inteligência queimou sem nunca ser cinzas,
a morte ainda não esfriou seu coração de fogo.
II
Gosto de ver Lênin pescando na transparência
do Lago Razliv, e essas águas são
como um pequeno espelho perdido na grama
Do vasto norte frio e prateado:
aquelas solidões, solidões taciturnas,
plantas martirizadas pela noite e pela neve,
o assobio ártico do vento em sua cabine.
gosto de ver ele ali sozinho ouvindo
o aguaceiro, o vôo trêmulo
das rolas,
a pulsação intensa da floresta pura.
Lenin atento à floresta e à vida,
ouvindo os passos do vento e da história
na solenidade da natureza.
4.
Eram alguns homens só estudam
livro profundo, ciência apaixonada,
e outros homens tinham
movimento como uma virtude da alma.
Lênin tinha duas asas
movimento e sabedoria.
criado em pensamento
decifrou os enigmas,
estava quebrando as máscaras
da verdade e do homem
e estava em todo lugar
Ele estava em todos os lugares ao mesmo tempo.
V
Então, Lenin, suas mãos trabalharam
e sua razão não conheceu descanso
até de todo o horizonte
uma nova forma foi descoberta,
Era uma estátua sangrenta
ela era uma mulher vitoriosa em trapos,
ela era uma menina bonita como a luz,
cicatrizado, manchado de fumaça.
De terras remotas os povos a olhavam:
Era ela, não havia dúvida.
foi a Revolução.
O velho coração do mundo batia de forma diferente.
SERRA
Lênin, homem terrestre,
sua filha alcançou o céu.
Sua mão / mova agora / limpe as constelações.
A mesma mão/que assinou decretos
no pão e na terra/para o povo,
a mesma mão/tornou-se um planeta:
o homem que você fez construiu para si uma estrela.
VII
tudo mudou mas
O tempo era difícil / e os dias difíceis.
Por quarenta anos eles uivaram
os lobos ao longo das fronteiras:
eles queriam derrubar a estátua viva,
eles queriam queimar seus olhos verdes,
por fome e fogo/e gás e morte
eles queriam que eu morresse
sua filha, Lênin,
a vitória
o extenso, firme, doce, forte e alto
União Soviética.
Não puderam.
Faltou o pão, faltou o carvão, faltou a vida
Do céu caiu chuva, neve, sangue,
nas pobres casas incendiadas,
mas na fumaça/e na luz do fogo
as cidades mais remotas viram a estátua viva
defenda-se e cresça, cresça, cresça
até que seu coração corajoso
ele se transformou em metal invulnerável.
VIII
Lênin, agradecemos aos distantes.
Desde então, suas decisões,
De seus passos rápidos e seus olhos rápidos
o povo não está sozinho
na luta pela alegria.
A imensa pátria dura,
aquele que suportou o cerco,
a guerra, a ameaça,
É uma torre inquebrável.
Eles não podem mais matá-la.
E assim os homens vivem outra vida,
e comer outro pão
com esperança,
porque no centro da terra existe
A filha de Lenin, clara e decidida.
IX
Obrigado Lênin!
para energia e ensino,
obrigado pela firmeza!
ICONOGRAFIA










quarta-feira, 1 de junho de 2022

Marxismo do Século XXI e Marxismo do Terceiro Milênio * Guilherme Monteiro Jr. / ES

 Marxismo do Século XXI e Marxismo do Terceiro Milênio

Guilherme Monteiro Jr. / ES


Uma das coisas que eu aprendi durante as aulas de desenvolvimento sustentável foi a necessidade de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. E pensando bastante nisso, e refletindo bastante nisso. Vemos que realmente precisamos de uma versão marxista do desenvolvimento sustentável. Que eu descrevi como desenvolvimento sustentável marxista, também desenvolvimento marxista sustentável. E que eu descrevi nos conceitos de marxismo do século XXI e de marxismo do terceiro milênio.


Talvez eu não seja a melhor pessoa para escrever sobre estes conceitos de marxismo do século XXI e de marxismo do terceiro milênio, pois não sei como e o que escrever sobre este tema. Eu digo que o marxismo do século XXI e o marxismo do terceiro milênio podem ser considerados como uma evolução natural do marxismo.


Vou apenas colocar os conceitos aqui que escrevi horas atrás e vou elaborar um pouco sobre.


Marxismo do Século XXI: O marxismo do século XXI é um conceito e teoria marxista utilizado para se referir a análise marxista dos séculos XX e XXI, principalmente em relação aos temas em relação com o desenvolvimento sustentável, paradigma das TICs, ciência do século XXI, terceira revolução industrial, quarta revolução industrial, inteligência artificial, singularidade tecnológica, robótica, nanotecnologia, microchips humanos, transumanismo clássico, pós-humanismo, cultura popular, mídia popular, mídia de massa, Internet, conhecimento, informação e afins. O marxismo do século XXI também defende uma análise marxista sobre a direita do século XXI, do capitalismo do século XXI, do neoliberalismo do século XXI e sobre o direitismo do século XXI. Defendendo que a direita do século XXI está cada vez mais próxima do neofascismo e que o capitalismo, neoliberalismo e direitismo do século XXI estão cada vez mais se mostrando serem próximos do neofascismo ou mesmo formas de neofascismo. O marxismo do século XXI também defende alguns conceitos como "a cultura popular (também mídia de massa) é o ópio das massas do século XXI", e "a ciência do século XXI e a tecnologia do século XXI são ideologias e religiões".


Marxismo do Terceiro Milênio: O marxismo do terceiro milênio, também marxismo do terceiro milênio DC, é um conceito e teoria marxista, derivada do marxismo do século XXI, que se trata de uma análise marxista dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e de temas focados no desenvolvimento sustentável. Diferente do marxismo do século XXI. O marxismo do terceiro milênio possui um foco ainda mais profundo nos temas do desenvolvimento sustentável e busca a criação de meios marxistas de tornar as metas do desenvolvimento sustentável em realidade, e também a sobrevivência da espécie humana e do planeta Terra durante o período do terceiro milênio. O marxismo do terceiro milênio também busca fazer uma análise ainda mais marxista sobre a terceira revolução industrial e a quarta revolução industrial mas com um foco mais dentro do desenvolvimento sustentável marxista e de forma a pensar no médio prazo e no longo prazo, diferente do marxismo do século XXI que foca apenas no curto prazo e no médio prazo.


Ambos, marxismo do século XXI e marxismo do terceiro milênio podem ser considerados como uma evolução natural do marxismo. Que podem levar a elaboração de teorias marxistas como economia marxista ecológica, economia marxista ambiental, economia marxista dos recursos naturais, economia marxista da poluição, desenvolvimento sustentável marxista (também desenvolvimento marxista sustentável), crítica marxista da cultura popular, crítica marxista da mídia popular, crítica marxista da mídia de massa, paradigma marxista das TICs, crítica marxista da ciência e da tecnologia, crítica marxista da IA, entre outros conceitos, teorias e ideias marxistas.


Como disse antes, não sou o melhor para escrever sobre este tema, pois é um tema que requer muito esforço, teorização, análise e idealização sobre o marxismo do século XXI e sobre o marxismo do terceiro milênio. Precisaríamos de ter vários atores marxistas para elaborar melhor sobre os mesmos. Mas a ideia deste artigo é começar a ideia e começar com a teoria dos mesmos.


O marxismo do século XXI e o marxismo do terceiro milênio já estão aqui e acontecendo, podemos ver isso muito bem em alguns artigos nos blogs da Frente Revolucionária dos Trabalhadores e do Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros, como na parte que se trata de ciência, tecnologia, e de crítica a direita, ao capitalismo, neoliberalismo, neofascismo e direitismo. A questão é elaborar a teoria e os conceitos do marxismo do século XXI e do marxismo do terceiro milênio.


E outra forma de marxismo do século XXI e de marxismo do terceiro milênio, são críticas marxistas à sociedade do século XXI como "a cultura popular (também mídia de massa) é o ópio das massas do século XXI", e "a ciência do século XXI e a tecnologia do século XXI são ideologias e religiões". Não preciso muito elaborar sobre ambas frases aqui, pois já escrevi vários comentários sobre e qualquer marxista do século XXI e marxista do terceiro milênio é capaz de entender e elaborar sobre as mesmas, pelo menos teoricamente.


Enfim, esse foi a minha introdução-manifesto ao marxismo do século XXI e do marxismo do terceiro milênio e espero que este artigo-introdução seja o primeiro de vários outros artigos sobre o marxismo do século XXI e sobre o marxismo do terceiro milênio.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

COMUNISTAS, UNI-VOS! * Antonio Cabral Filho / RJ

COMUNISTAS, UNI-VOS!
Precisamos de uma nova concepção de esquerda. Melhor, precisamos desmistificar o que venha a ser esquerda nesse espectro de partidos burgueses que dão sustentação ao sistema capitalista, e, no entanto, se fazem passar por esquerda. Para tanto, contam com o beneplácito da imprensa “dita cuja”, que recebe muito bem para isso, ou seja, manter desinformada aquela camada de mentes massificadas necessária para o uso oportuno em benefício da dominação.

Essa esquerda vem contando ao longo da história, desde que Marx e Engels publicaram o Manifesto comunista, com a vaga idéia de que pelo fato de se denominar como tal, é o suficiente para desfrutar da credibilidade necessária na hora de manipular os oprimidos.

Lá no Manifesto Comunista está escrito que os comunistas participarão das eleições burguesas. Até aí... Mas esquerda é sinônimo de comunista? Claro que não. Para resolver isso, propagaram a palavra socialista. E em nome de uma denominação vaga, todo oportunismo tem castigado os oprimidos, os trabalhadores e demais camadas da sociedade capitalista. 

A pilantragem reside aí. Todo oportunista se faz passar por socialista. Se formos puxar pela história, vamos gastar muito fosfato para passarmos isso a limpo. Mas vamos limpar o campo. Basta diferenciarmos socialismo de comunismo. E o que é SOCIALISMO?

Bom, vamos historiar a nossa resposta, senão vão nos acusar de reducionismo. Vejamos a primeira revolução feita no mundo sob a marca do comunismo: A REVOLUÇÃO RUSSA. Ela foi comunista ou socialista? A bem da verdade, nem uma coisa nem a outra. Porque a simples tentativa de democratização das relações de poder após a tomada do aparato estatal em 1917, foi totalmente travada pela direção do POSDR – Partido Operário Social Democrata Russo, com a intervenção nos Conselhos Operários e Populares, os SOVIETS, decidindo quem poderia ou não fazer parte dos seus quadros. Esse foi o primeiro e primordial problema ocorrido na tenra revolução. O segundo foi quanto à gestão administrativa. Os SOVIETS não mandaram em nada. Todas as decisões saiam da cúpula montada pelo partido para cuidar disso. Esse foi o terreno fértil do qual saiu a NEP – Nova Política Econômica,

que deu rumos capitalistas à economia soviética, acusada em larga escala pela mídia burguesa de burocrática e estatal. E essa foi a grande contribuição do “estado soviético” para a caracterização do seu modus operandi como CAPITALISMO DE ESTADO.

A segunda experiência foi a China. Alguém tem dúvida de que é o mesmo modelo? Eu não tenho, até porque Mao foi beber na mão de Stálin.

A terceira experiência foi Cuba. Esta, desde a “crise dos mísseis”, ainda depende da ajuda externa. Não desenvolveu nada próprio. Sequer no campo militar e ainda agora não passa de uma feira de produtos de quinta vindos da China, que substituiu a URSS, em aliança com a Rússia.

Quer mais exemplos? Eu acho que basta. Em nenhum desses países, o povo decide coisa alguma, até porque o “cerco do imperialismo” funciona como espantalho para justificar a presença e repressão do “estado” a tudo que se imagina.

E aí, será que podemos perguntar: é socialismo ou comunismo? Nem uma coisa nem outra. Simplesmente capitalismo. 

No entanto, uma certa “esquerda” propaga uma carreta de valores sobre esses países. O poderio militar russo, o avanço tecnológico chinês, a saúde e a educação cubanas, justificam suas posturas pseudo-esquerdistas. Só que nada disso sustenta suas políticas de conciliação de classes nos países massacrados pelo imperialismo. Ser social-democrata lá na Europa, com os altos padrões de vida sustentados às custas das colônias, é fácil. Dizer-se socialista lá na França nas rodas intelectuais do quartier latim, é lindo. Dizer-se de esquerda por ser persona non grata nos EUA, dá voto. Mas tudo isso não vai além de um “aval” nas altas camadas gestoras do capital para ser nomeado gerente setorial das multinacionais em algum continente cheio de cobiças. A América Latina que o diga. Todos os dirigentes de esquerda dessa região são abonados por algum “Tio” europeu ou norte-americano.

Então? O que é socialismo? O que é comunismo? Para responder a isso, podemos ir aos livros, inclusive os manuais. Porque nem um nem o outro existiram até agora entre os viventes. O que chamam de socialismo, não passa de política de compensação, ou seja, o estado reduz a carga de impostos contanto que o empresariado invista em melhores condições de vida para a sociedade. Ora veja, ninguém precisa de Marx para resolver isso. Basta um Keynes. Políticas sociais sustentadas com os impostos arrecadados do setor privado só geram mais riqueza para o setor privado. E não vai além de um círculo vicioso. Ninguém precisa ser socialista nem comunista por causa disso. Qualquer populista de direita faz isso muito bem...e ainda chama patrão de companheiro.

Ao longo de toda a história política ocidental existem centenas de entidades, denominadas atualmente como ONGs, que são disfarces de partidos políticos, em sua maioria de direita. Mas a social-democracia não fica para trás. Sempre que um partido social-democrata chega ao governo, terceiriza um conjunto de serviços para suas entidades a fim de fazer caixa. Aí entram seus apaniguados, todos credenciados como “socialistas”, ou de “esquerda”. Há inclusive uns tipos que se empinam todos em posição de sentido com a mãozinha direita sobre o lado esquerdo do peito para cantar a Internacional e arrotam: “Sou comunista!”

Mas, e aí? Já podemos diferenciar quem é ESQUERDA de quem é COMUNISTA?

Vamos lá. Primeiro, o que conhecemos como ESQUERDA tem até folclore, e originado lá na França. E aconteceu porque no período da França revolucionária, os monarquistas e seus asseclas sentaram-se do lado direito do parlamento, arrastando consigo todos os estratos elitistas. Do outro lado, sentaram-se os restantes. Esses, reuniam diversos segmentos sócio-econômicos, tais como burgueses descontentes com os impostos, urbanos e rurais, pequenos ofícios e as camadas operárias. Ou seja, a ralé. Só que dentre ela tinha uma parte revolucionária, gente organizada e dirigida politicamente, pelo menos para aquele contexto: eram os Jacobinos. E assim, aquele lado em que se sentavam e atitude combativa dos Jacobinos ficaram conhecidas como uma posição política. Por isso, hoje, um bando de calça frouxa, fundilhos surrados, mãos-leves de todo tipo, se diz ESQUERDA, e até se ilustra com a palavra SOCIALISTA.

Quem não presenciou ainda um burguês gordo, corrupto e “flatolento”, gritando vivas ao socialismo? No Brasil, temos até o termo “socialaite” para se referir às burguesas mais boêmias. Mas e o que isso tudo chamado de ESQUERDA, SOCIALISMO tem a ver com ideologia? O socialismo seria uma caracterização ideológica? Será que as experiências denominadas socialistas são caracterizações ideológicas?

Vejamos: existem duas ideologias historicamente comprovadas, a capitalista e a comunista. Ambas se opõem em tudo que diz respeito à propriedade privada capitalista. Enquanto a ideologia capitalista defende a apropriação unilateral dos frutos do trabalha coletivo, a ideologia comunista propõe a distribuição desse resultado equitativamente. Daí resulta a grande questão, aonde entra o socialismo? Qual sua posição sobre a propriedade privada capitalista? Sabemos que o conceito comunista de revolução implica na expropriação da propriedade privada capitalista, e nas experiências “socialistas” conhecidas até agora tem havido, no máximo, somente uma troca de patrões. Então, qual é a essência de tais caracterizações?

E A ESQUERDA...

E em relação à esquerda nem vale a pena discutir, uma vez que a mesma se caracteriza, apenas, por fazer oposição dentro da ordem. A esquerda não existe fora da ordem burguesa, até porque isso não lhe interessa, senão ela deixaria de ser uma esquerda do sistema, dócil, adestrada, parlamentar, eleitoreira, e passaria a ser um instrumento de ruptura com o sistema capitalista, o que a transformaria numa força revolucionária a serviço do comunismo. Por isso, ninguém vai encontrar os ditos partidos de esquerda combatendo no campo da revolução proletária. Por isso, ser de esquerda virou moda, moda dos oportunistas, ludibriadores da massa explorada e oprimida, para arrumar mandatos às custas dela e nunca mais baterem cartão de ponto, nunca mais comerem marmita requentada ou viajarem de trem ou ônibus lotados, muito menos suarem suas camisas importadas às custas da peãozada. Dentre esses tipos há os que se dizem socialistas, diferenciando-se dos simplesmente de esquerda só para justificarem seus diplomas lá das universidades públicas bancadas com o suor do povo.

MAS DIZER-SE COMUNISTA...

Comunista, é coisa séria. É opor-se ao capitalismo, à propriedade privada capitalista, ao roubo da força de trabalho do operário, ao lucro fruto do roubo, enfim, opor-se à exploração do trabalho alheio. 

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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Manifesto Maranhense Pela Democracia / Observatório Proletários / BR

MANIFESTO MARANHENSE PELA DEMOCRACIA

 

Manifesto Maranhense de Artistas, Intelectuais e lideranças religiosas em defesa da Democracia e contra o fascismo

O Maranhão é a terra da liberdade. A palmeira indigenista, onde canta o sabiá convive com o guriatã, inspirador de matracas e pandeirões. A terra que gerou Negro Cosme, na extraordinária resistência dos balaios, também acalentou Maria Firmina e seu pioneirismo de mulher romancista e libertária.

O Maranhão é a terra da cultura que incorpora em sua expressão os pensares, os sentires e os fazeres de raças e etnias que, sem abrir mão de suas singularidades, souberam construir um Estado plural e encantador.

É este Maranhão que, consciente de seu papel frente à nacionalidade brasileira, vem aqui reafirmar seu compromisso com a democracia e dizer não ao protofascismo que ronda a realidade nacional.

O Maranhão se levantou contra a ditadura militar, instituída em 1964. Homens e mulheres se uniram para devolver ao País um Estado Democrático de Direito, que se expressou no pacto social que é a Constituição de 1988. Este pacto vem sendo rompido pelo governo Bolsonaro, que sonha com um golpe de Estado, e que, a cada dia, avança em suas provocações, demolindo o arcabouço democrático e retirando os direitos dos trabalhadores.

Tudo isso acontece no meio de uma pandemia que uniu brasileiras e brasileiros em defesa da vida e que tem como polo contrário o governo Bolsonaro, que aposta na morte.

A necessidade de nos unirmos para preservar a vida e a democracia como manifestação maior da própria existência humana se soma neste Manifesto que congrega todos aqueles e aquelas que tem a democracia como um bem maior da vida e da soberania nacional. Assim, a substituição do governo Bolsonaro torna-se um imperativo.

Por estas e outras razões, o Maranhão novamente se levanta com seus tambores e zabumbas, dá seu grito de unidade e rebeldia contra o protofascismo, pela vida e pela democracia.

ASSINAM: seguem 350 assinaturas.

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