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sábado, 22 de junho de 2024

NOITE LONGA * Pedro Cesar Batista/DF

NOITE LONGA
Foto: Danilo Lins
PREFÁCIO

Um militante em tempo integral
Hélio Doyle

Na longa noite insone de Gregório, o personagem deste conto, manifestam-se as reflexões, angústias, memórias, decepções e desabafos do jornalista e militante político Pedro Batista. O pensamento noturno de Gregório flutua entre acontecimentos recentes e mais distantes que marcaram não só o mundo e o Brasil como a vida agitada e intensa de Pedro.

Pedro deu a seu personagem, que tudo indica ser ele próprio, o nome de Gregório, o que imagino possa ser uma homenagem ao militante exemplar Gregório Bezerra, um dos maiores quadros do Partido Comunista do Brasil, em 1962 denominado Partido Comunista Brasileiro.

O autor de “Noite Longa” é um militante político ao estilo dos leninistas, dos comunistas retratados por Jorge Amado em “Subterrâneos da Liberdade” e dos que lutaram contra a ditadura em que vivemos por 21 anos. Está inteiramente dedicado à causa do socialismo e de seus pressupostos humanitários e libertadores, sacrificando para isso sua vida pessoal e profissional. É agitador e propagandista. É um internacionalista na plena acepção do termo. Combate em tempo integral o imperialismo, o colonialismo e o neocolonialismo. Domina a teoria revolucionária e a leva à sua prática.

Não à toa, Pedro foi um dos jornalistas e militantes espionados ilegalmente pela Abin do governo que felizmente é agora passado. A propósito, seu irmão, o deputado estadual João Carlos Batista, militante das causas populares no Pará, foi assassinado em 1988 por seus inimigos políticos.

É natural, pois, que Pedro faça uma reflexão sobre o que aconteceu e vem acontecendo com a esquerda, suas contradições, ilusões, erros e deformações. Desde as ilusões diante de um sindicalista polonês que parecia lutar por liberdade, mas que na verdade era um instrumento do anticomunismo, até a deformação de um dirigente partidário milionário que se satisfazia com debates teóricos e inúteis. Pelo pensamento de Gregório, Pedro fala dos erros cometidos pelos republicanos de diversos matizes na luta contra o fascismo na Espanha e das consequências do fim da União Soviética, aplaudido por muitos comunistas e socialistas.

Cita ainda episódios importantes da vida política, dos tempos da ditadura até a recente tentativa de impor ao país um regime autoritário e fascista. Fala da militância quando jovem. Mostra, no texto, uma de suas características: a firmeza de suas convicções, o que o faz respeitado inclusive pelos que discordam de algumas de suas ideias. Não é preciso concordar com tudo o que pensa para admirar sua persistência, dedicação e trabalho.

Diz-se que os verdadeiros comunistas combinam o realismo da análise concreta da situação concreta com o otimismo diante da construção de uma nova sociedade. Gregório – ou Pedro – manifesta esse otimismo, apesar de todos os percalços enfrentados por ele e da difícil realidade em que vivemos hoje, com a ascensão do fascismo e do nazismo, o avanço da desigualdade social e as guerras provocadas pelos países imperialistas e colonialistas. Depois da noite longa de Gregório, a longa noite acaba e um novo dia desponta no horizonte.

As cores do anoitecer
Capa e ilustração: Camila Hardt

Gabriela Gomes

Neste livro, Gregório nos convida a uma aventura nos céus da memória de uma noite longa, enquanto Pedro atenciosamente registra e nos conta nestas páginas. Noite Longa é uma mistura de emoções e sentimentos de uma vida de lutas. Pedro carrega o sentimento dos céus e dele se faz inteiro coração. Um combatente incansável, que vê na luz da noite a força da resistência para que o amanhecer desperte toda humanidade. Juntos compartilhamos a integridade do ser humano, com sangue pulsante, com veias que nos irradiam, carne e osso. Somos inteiros diante toda a perversidade que busca nos fragmentar. Todos nós somos Gregório, somos a resistência, somos noite e dia.

Admiramos as cores do amanhecer, nelas estão refletidas o novo dia em seu mais avermelhado tom. Sabemos que estão lá; o lilás, laranja, o vermelho, enquanto os pássaros nos anunciam o despertar de cidades e campo, quando o orvalho abre espaço para o florescer. Talvez a dúvida que não nos deixa dormir seja a paleta de cores de uma noite longa, quando se tem a lua refletindo a luz do sol e quando os pássaros já repousam em seus ninhos. Somos movidos pelos nossos questionamentos que um novo dia nos traz e que a noite resguarda.

A noite de Gregório é a noite de todos nós que resistimos perante a dor, a solidão, o preço da clareza dos males que assolam nossa humanidade, a inquietude das injustiças, da violência que usurpa nossos direitos, do sangue do entardecer. Sinto que ainda estou ao lado de Gregório, em sua sacada, que já não cabe tantos pensamentos. Compartilhando com ele a dúvida de um café a mais, de um cigarro não fumado, e sentindo sua inquietação de pensamento em pensamento.

A noite longa é de todos nós que sentimos as injustiças, as opressões, as traições, os amores perdidos e as lutas que marcam a história dos nossos povos em todas as partes do mundo. Desde a Revolução de Outubro, à Guerra civil espanhola, à ascensão do fascismo na Europa e o fim da URSS com a proliferação do consumismo e do individualismo, germes do capitalismo.

Ando para lá e para cá, junto a Gregório, pensando em como a opressão do Estado calou e escravizou nossos povos, em como discurso contra o socialismo foi impulsionado pela mídia e esteve na boca de tantos que prometiam liberdade como Lech Walesa, mas que algemaram a luta popular em seus calcanhares, traindo nossas noites e dias.

Ando e procuro por Zuleida, que assim como Gregório carrega a perseverança e a clareza de dias melhores, que tem ao seu lado a dignidade e o brilho do amanhecer da luta.

Viver para a luta é se desafiar pelos dias e noites. É a busca incansável pelas respostas de tanta mentira e manipulação. Como vivemos o que restou de dias tão gloriosos? Como amanhecemos nesta realidade tão cruel, desigual, que implode a emancipação dos povos? São noites longas pensando, tentando entender. São dias de memórias que não cessam na sacada do apartamento de Gregório, que não deixa a tristeza e a solidão cegarem seu horizonte.

Somos Gregório, somos Pedro, inteiros corações. Temos o sentimento da aventura dos céus. São muitas lutas e vitórias para contar, derrotas para cicatrizar. Para um novo dia raiar é preciso que venha a noite, que venham os pensamentos para que enxergarmos as cores e tons da memória das lutas e batalhas fincadas, do sangue dos povos, da história viva do que foi, do que poderia ter sido e do que virá. O tempo matura enquanto a história nos revela e o céu colore. Gregório é feito disso. Assim como a vida, assim como é este conto, assim como é nossa luta. Sempre lutando por um novo amanhecer, esperando que o céu avermelhado irradie nossos dias de vitória. Desejo que este conto lhe irradie tal como nossas veias, tal como o raio do sol numa caminhada de domingo, tal como a lua que reflete a luz das nossas lutas durante uma noite longa.

APRESENTAÇÃO

Sempre vem a manhã

O autor.
A escuridão da noite é a garantia de que chegará o amanhecer. Nem importa a duração que tenha, muitas vezes as horas, minutos e segundos se transformam em séculos, especialmente quando se sofre a solidão do tempo em que a violência e a mentira parecem não ter fim, quando os opressores avançam na exploração e opressão, deixando massas enormes felizes por se tornarem escravas, sem nem imaginarem que caminham ao abatedouro.

Noite longa é isso, apesar da tristeza, dos questionamentos, de tantas derrotas e dúvidas, o protagonista não desiste de buscar entender as causas de tantas manipulações, retrocessos e de seus questionamentos, tantos que lhe impedem de conseguir dormir.

Gregório em seus pensamentos faz uma síntese de quem enfrenta noites longas, o arbítrio, a tortura imposta pela lei do Estado, que usa toda sua força para manter a dominação. Gregório em sua permanente busca e confiança de que viverá um novo tempo, que poderá ter a felicidade e a justiça plena a todos, sem exceção. Zuleida, paixão de Gregório, sempre é lembrada, perderam-se pelas estradas da vida, acredita que a reencontrará, depois de terem tido momentos de tanta magia e ousadia no enfrentamento ao abuso da burguesia e seus lacaios.

A noite é para descansar, repousar e poder recuperar as forças para seguir o dia que virá. Gregório não consegue. Como dormir?

Tudo foi pensado e executado nos mínimos detalhes. Criaram um papa e um líder sindical, os dois do mesmo país, a Polônia. Vieram com tarefas bem definidas: destruir a URSS, confundir a juventude e as massas, acusando o socialismo, usando um discurso aparentemente moderno e democrático. Quantos não se deixaram enganar e colocaram o broche do Solidarnosc na lapela acreditando que falavam em liberdade e justiça? Quatro décadas depois Lech Walesa se tornou uma das principais lideranças da extrema direita a percorrer o mundo propagando o fascismo e combatendo o socialismo. Será que Gregório conseguirá dormir? Nunca ele leu ou escutou alguma autocrítica de quem defendeu esse movimento anticomunista.

Gregório é só, não tem ninguém ao seu lado, quando em uma manhã cruza com sua família, endinheirada e reacionária. Tomam um café, conversam amenidades e se despedem. Ele sofre por não ter ao seu lado na defesa do que acredita ninguém de sua família. Isso o deixa triste, pensa nas contradições que formam as famílias, as manipulações e o uso da religiosidade para criar verdadeiras escolas de maldades, individualismo e egoísmo, a partir da infância. As contradições geracionais, políticas, ideológicas e culturais. Ainda assim ele gostaria de ter uma família.

E a ditadura de 1964, que tem gente do povo, pessoas humildes, desempregadas ou operários e camponeses pobres que repetem o discurso de que a ditadura foi boa e precisa voltar. Não é apenas desinformação, ignorância política, certamente há um sentimento de maldade, de perversidade e de crença de que é preciso prender, torturar e matar quem não pensa igual a eles. Creem que os comunistas precisam ser mortos, repetem tudo que a burguesia propaga em suas mentiras, confiantes de que aquilo de fato é verdade.

Uma noite infindável segue. Gregório tenta dormir, mas a noite é longa, enquanto uma vontade irresistível de ver Zuleida, de acender um cigarro e poder receber o carinho do vento lhe apodera. Ele está só, não acende o cigarro, parou de fumar há tempos.

Como explicar ainda haver pessoas que apoiem o nazismo e são anticomunistas? Se não fosse a URSS derrotar Hitler o que seria da humanidade? Quem é propagado como os responsáveis por derrotar o nazismo, os EUA e outros países europeus, foram apoiadores da Alemanha nazista. O objetivo era derrotar os comunistas soviéticos. Deu errado, os nazis foram derrotados pelos comunistas, mas a propaganda nega e esconde isso. A mentira segue sendo disseminada como verdade, enquanto massas ignaras, ou mesmo acadêmicas, repetem as mentiras. O discurso anticomunista vem de todos os lados, inclusive de quem se auto intitula esquerda. Como combater isso? Gregório se aflige em sua solidão histórica na noite que tem apenas uma lua crescente e as estrelas em sua companhia.

É período da pandemia. Mortes acontecem aos milhares, não são bombas, mas a propaganda de que é apenas uma “gripezinha”, que “os fortes viverão”, que a “economia não pode parar”. Isso tudo é mostrado na prática por um presidente que anima a morte sem nenhuma vergonha, inclusive arrastando multidões. O que fazer? Como enfrentar isso sem resistência, sem unidade e sem organização?

Gregório segue entre sua cama, a cozinha e o parapeito da sacada de seu apartamento na cidade de Brasília, não consegue relaxar. Seus pensamentos são atribulados, somente a lembrança de Zuleida o acalma. Onde ela andará? Lembra do Soma, que mesmo não sendo distribuído ao entardecer ajudaria a descontrair e manter as pessoas manipuladas. Huxley previu este tempo.

A noite não acaba, parece não ter fim, diante de tantas indagações e dúvidas. Como perder o poder na Espanha Republicana? As divisões seguem em cada ação, pensamento e lutas. Como explicar a queda da URSS? Derrotas que poderiam ser evitadas.

A luta contra a ditadura foi vitoriosa? Como explicar todos os torturadores e assassinos livres e ainda propagando que são bons e justos ao preço de tantas perdas, tristezas e assassinatos? O que faltou para derrotar definitivamente os terroristas fardados e civis, organizados e financiados pelos EUA, que deram o golpe em 1964 e ficaram por 21 anos no poder e ainda hoje seguem impunes e livres? Gregório lembra da infância, milhares de soldados seguindo para o Araguaia para assassinarem os jovens que lutavam por um país justo e livre, iam também perseguir a população que acreditava que seria possível viver um mundo de justiça. Os caminhões com os soldados pareciam uma grande serpente na floresta nas estradas empoeiradas.

Gregório não duvida, a humanidade já descobriu o caminho do paraíso em terra. Assim foi na Comuna de Paris ou com a Revolução Rússia. Ainda haverá tempo de retomar a linha vermelha da história, onde a dignidade, o amor e a poesia entejam efetivamente integradas e possam fazer a felicidade existir?

O dia está para amanhecer. A aurora começa a despontar. Gregório observa o sol nascer. Nasce uma nova manhã.

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

SIMPÓSIO INTERNACIONAL RUBEN DARIO EL ARCHICO Y LA VIDA * Observatório Proletários/Brasil

SIMPÓSIO INTERNACIONAL RUBEN DARIO EL  ARCHICO Y LA VIDA

 Caros colegas:

No documento anexo a este e-mail você encontrará a segunda circular do Simpósio Internacional "Rubén Darío: o arquivo e a vida" que a Universidade de Notre Dame organiza em colaboração com o Arquivo Organizado e Centralizado Rubén Darío (AR.DOC-UNTREF) e o projeto TRANS.ARCH (UE). A circular contém o programa preliminar do Simpósio e informações de interesse. Pedimos que colabore na divulgação. Uma saudação cordial.-
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SITE
https://www.visitsouthbend.com/blog/post/restaurants-a-to-z/ 
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domingo, 3 de outubro de 2021

As três mortes de Chê Guevara * Flavio Tavares / RS

 AS TRÊS MORTES DE CHÊ GUEVARA



As mortes de Che Guevara: 1. O disparo em Cuba 2. A agonia no Congo 3. A execução na Bolívia O título deste livro não resume só uma imagem ou metáfora: quando um sargento boliviano, trêmulo e sob o estímulo da aguardente, metralhou o prisioneiro ferido, Che Guevara já estava morto havia muito. Começou a morrer em Cuba e agonizou no Congo. É o que se relata aqui, com base em pesquisas e testemunhos que remontam a 1961, quando Flávio Tavares conheceu Ernesto Che Guevara, ao cobrir, como jornalista, a Conferência Econômica da OEA, em Punta del Este. Meio século após a execução de 1967, o mito ressurge numa nova história concreta, narrada a partir de depoimentos da mãe, dona Celia, do comandante Benigno (que lutou a seu lado em Cuba, no Congo e na Bolívia), de um coronel boliviano que combateu a guerrilha e de um major aprisionado pelos guerrilheiros, além de outros. Este livro penetra num terreno oculto que as biografias de Che Guevara não abordam: por que ele deixa Cuba e vai ao Congo, depois à Bolívia, em improvisações que o levam ao fracasso? As respostas aqui estão, no ritmo profundo e leve que deu a Flávio Tavares o Prêmio Jabuti em 2000 e 2005 e fez dois grandes escritores do século XX elogiarem Memórias do esquecimento, seu livro inicial.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

BIOGRAFIA DE ERNESTO CHE GUEVARA A 93 AÑOS DE SU NATALICIO * Ricardo De La Cruz / VE

 BIOGRAFIA DE ERNESTO CHE GUEVARA A 93 AÑOS DE SU NATALICIO



Por: Ricardo De La Cruz 


Ernesto Guevara De La Serna, mas conocido como Ernesto Che Guevara nació en Rosario,Argentina Provincia de Santa Fé el 14 de Junio de 1928, hijo de Ernesto Guevara Lynch y Celia De La Serna nacio en el seno de una familia humilde.


Ernesto Che Guevara, fue medico, graduado en la Universidad de Buenos Aires en 1947, estuvo en conpañía de Alberto Granado en pleno viaje desde Mexico hasta Argentina.


En 1955, el Che Guevara conocía a nuestro líder histórico de nuestra Revolución Cubana Fidel Castro Ruz, luego de haber encabezado la Toma del Cuartel Moncada el 26 de Julio de 1953.


El 2 de Diciembre de 1956, El Che Guecara junto con Fidel,Raúl,Camilo Cienfuegos,Melba Hernández,Ramiro Valdés,Aidee Santamaria eran 82 tripulantes del desembarco del yate Granma.


En 1957, El Che junto con Fidel y sus hombres estaban en la provincia de Sierra Maestra dándole losnúltimos detalles para derrocar la dictadura del Gemeral Fulgencio Batista que era aliado de los yankees.


Trás la huída de Batista el 28 de Diciembre de 1958,Fidel junto con el Che,Camilo Cienfuegos Raúl lograban tomar las provincias y entraron hasta La Habana el 1 de Enero de 1959 donde triunfa nuestra Revolución Cubana y fue Ministro de Industria nombrado por Fidel Castro Ruz.


En octubre de 1962,Ernesto Che Guevara denunciaba sovre la crisis de los misiles, conocía al líder sovietico Nikita Krushev.


En 1964,Ernesto Che Guevara participa en la Asamblea General de las Naciones Unidas, rechazando al imperialismo yankee y en apoyo al pueblo heroico de Vietnam.


En 1965 Ernesto Che Guevara escribía una carta de despedida a Fidel y de ahí pierde la nacionalidad cubana y se dirigía hacia él Sur del continente y llegaba a Bolivia para luchar contra la dictadura del General René Barrientos.


El 8 de Octubre de 1967, Ernesto Che Guevara es detenido en el Higuerote y posteriormente lo asesinan a manos de la CIA para tumbar la dictadura del General Barrientos.


Fidel le decía un discurso de despedida para el Che Guevara:


"Si queremos expresar como han surgido a las nuevas generaciones queremos que sean como el Ché.

Los hombres y las mujeres ,los niños y los jovenes seguimos el ejemplo que sean como el Che".


El legado de Ernesto Che Guevara está mas vigente que nunca en los rincones de América Latina y El Caribe por siempre y para siempre!!


Que Viva Ernesto Che Guevara !!

Que Viva Fidel Que Viva Raúl!!

Que Viva Camilo Cienfuegos!!

Que Viva Melva Hernandez Viva Ramiro Valdés!!

Que Viva José Martí!!

Que Viva Miguel Diaz Canel-Bermudez!!

Que Viva Simón Bolívar!!

Que Viva Nuestro Comandante Hugo Rafael Chávez Frías!!

Que Viva Nuestro Presidente Nicolás Maduro Moros!!!

Que Viva Augusto César Sandino!!

Que Viva Comandante Daniel Ortega Saavedra!!

Que Viva Rosario Murillo!!

Que Viva Evo Morales Que Viva Luis Arce!!

Que Viva La Patria Grande!!

Que Viva Nuestra Revolución Bolivariana!!

Que Viva Nuestra Revolución Cubana!!

Que Viva Nuestra Revolución Popular Sandinista!!

Que Viva Nuestra Revolución Democrática y Cultural!!

Abajo el imperialismo yankee!!

Viva El Socialismo Bolivariano del Siglo XXI!!

LEALES SIEMPRE TRAIDORES NUNCA!!

INDEPENDENCIA Y PATRIA SOCIALISTA!!

VIVIREMOS Y VENCEREMOS !!

HASTA LA VICTORIA SIEMPRE!!


PALABRA QUE SI!! 



Redactado por: Ricardo Julio De La Cruz Castro.

Dirigente Revolucionario,Bolivariano,Martiano,Guevarista,Feminista,Humanista,Antiimperialista,Chavista de verďad de verdad, Solidario,Activo,Disciplinado.


sábado, 17 de abril de 2021

Marx - uma biografia em quadrinhos * Corinne Maier / Anne Simon

 

Marx - uma biografia em quadrinhos Capa comum – 19 janeiro 2018 Edição Português por Corinne Maier (Autor), Anne Simon (Autor) - No ano do bicentenário de nascimento de um dos maiores filósofos de todos os tempos, a Boitempo lança um novo título pelo selo Barricada, Marx: uma biografia em quadrinhos, da suíça Corinne Maier e da francesa Anne Simon. A HQ aborda a vida e as principais ideias do filósofo alemão, que sonhou com um mundo livre da exploração, da desigualdade e do desemprego. Além de explicar de forma leve e bem humorada conceitos como capitalismo e luta de classes, a graphic novel passa por episódios marcantes na vida de Marx, como a redação do Manifesto Comunista e a influência do pensamento de Hegel em seu desenvolvimento intelectual.

sábado, 23 de janeiro de 2021

Leonel Brizola, um patriota e revolucionário * Aurélio Fernandes / RJ

 Leonel Brizola, um patriota e revolucionário  

22/01/1922, Cruzinha, Rio Grande do Sul  

21/06/2004, Rio de Janeiro  

 Por Aurelio Fernandes*  

Novas ilhas, novos rios, novos vulcões fazem de nosso  

continente uma nova geografia.  

Queremos nova agricultura, outras forças juvenis, uma  

sociedade mais pura, novos protagonistas da história, que  

está nascendo e que temos o dever de construir.  

Quem pode estar contra a nova vida?  

Celebremos a chegada de Leonel Brizola no cenário da  

América como uma deslumbrante encarnação de nossas  

esperanças.  

Estamos cansados da rotina de miséria, de ignorância, de  

injustiça econômica.  

Abramos o caminho àquele que encarna hoje a possível  

construção do futuro. Pablo Neruda -  1959  

Brizola foi uma das grandes lideranças nacionalistas revolucionárias do Brasil no final do século  XX e no limiar do século XXI. Caracterizou sua atuação política pela crítica impiedosa ao modelo  econômico do capitalismo dependente e suas perdas internacionais e a concentração do poder  dos meios de comunicação de massa. Personificou a radicalização dos movimentos populares e  classistas nas lutas populares pelas chamadas “reformas de base” na primeira metade da década  de 60 no período imediatamente anterior ao Golpe de 64 e a defesa de um desenvolvimento  nacional voltado para as maiorias dentro de uma perspectiva socialista.  

Oriundo de uma família de camponeses pobres do interior do Rio Grande do Sul, viaja aos 12  anos para a cidade de Porto Alegre, onde concilia vários empregos – jardineiro, vendedor,  topógrafo, etc – com os estudos, conseguindo se formar em Engenharia em 1949, aos 27 anos. Em  1945 filia-se ao Partido Trabalhista Brasileiro - PTB - atuando em sua juventude, Ala Moça do PTB,  e elegendo-se deputado estadual em 1947. Aproxima-se das lideranças políticas de Getúlio Vargas,  líder histórico do trabalhismo brasileiro e de João Goulart, futuro presidente do Brasil, casando  com sua irmã, Neusa Goulart, que conheceu como militante na juventude do PTB.  

Em 1951, Leonel Brizola sofre uma grande derrota política ao perder a disputa pela Prefeitura  de Porto Alegre devido a divisões internas no PTB. Em 1952 é nomeado Secretário de Obras do Rio  Grande do Sul e retorna à Assembléia Legislativa daquele estado em 1954. No ano seguinte,  disputa novamente a Prefeitura da capital gaúcha. Desta vez, vence a eleição e desenvolve um  governo identificado com políticas voltadas para a educação popular, o saneamento, o transporte  público e apoiado pela maioria da população.  

Como reflexo de sua atuação na prefeitura, Brizola não teve nenhuma dificuldade nas eleições  de 1958, quando se elegeu governador do Rio Grande do Sul com mais de 55% dos votos válidos.  Marca sua gestão pelo compromisso com a educação, construindo mais de 6000 escolas, e pela 

implementação de políticas baseadas na lógica de desenvolvimento voltada para as maiorias, que  o levou a enfrentamentos diretos com multinacionais estadunidenses localizadas naquele estado.  Seu governo criou a Caixa Econômica Estadual e conquistou o controle acionário do Banco do  Rio Grande do Sul. Criou a empresa mista Aços Finos Piratini, articulou a instalação da Refinaria de  Petróleo Alberto Pasqualini e estatizou a Companhia Rio Grandense de Telecomunicações,  subsidiária da multinacional estadunidense International Telephone and Telegraph (ITT), e a  Companhia de Energia Elétrica Riograndense, filial da multinacional estadunidense American and  Foreign Power Company. Essas encampações foram consideradas pelo governo estadunidense um  precedente muito perigoso na América Latina e um mau exemplo para Cuba, que ainda não  nacionalizara nenhuma empresa estrangeira. O presidente Kennedy declara: esse homem não é  um amigo dos Estados Unidos.  

Além disso, incentivou a ampliação da mobilização popular no sentido de ampliar os limites da  democracia representativa. Ao assumir o governo, Brizola foi à sede do Departamento de Ordem  Política e Social e ordenou a queima dos fichários políticos e de todo o arquivo da polícia política.  Durante seu governo sindicatos, associações de moradores, bairros e vilas, agricultores sem terra,  professores e estudantes tiveram seus direitos democráticos e constitucionais garantidos. Brizola  cria a Secretaria do Trabalho com o objetivo de garantir o direito dos trabalhadores e implementa  a reforma agrária estimulando a formação do Movimento dos Agricultores Sem Terra – Máster.  

Em 1961 participa da delegação brasileira na Conferência da Organização dos Estados  Americanos, em Punta del Leste, Uruguai, onde conhece Ernesto “Che” Guevara. Durante o  evento, Brizola é o único delegado a aplaudir, de forma entusiasta, a intervenção de Che quando  este denuncia o papel do imperialismo estadunidense na América Latina. Brizola rompe com a  delegação brasileira quando esta apóia a resolução contra Cuba, mas não parte de Punta sem  antes se despedir de Che.  

Posteriormente, em agosto, quando da renúncia do Presidente Jânio Quadros, Brizola lidera um  movimento de resistência à tentativa golpista de impedir a posse constitucional do Vice presidente João Goulart, que se encontrava fora do país em visita à Republica Popular da China.  Através da “cadeia da legalidade”, Brizola convoca o povo brasileiro a resistir ao golpe. O III  Exército, o mais poderoso do país, adere à resistência democrática, milhares de pessoas em todo o  país se mobilizam para a resistência e em Porto Alegre Brizola distribui armas ao povo. A firmeza  de Brizola e o crescente apoio popular e militar à legalidade, retardou a conspiração da direita e  garantiu a posse de João Goulart.  

A “Campanha da Legalidade” fez de Brizola um líder nacional. Em 1962, pela primeira vez,  Brizola foi eleito deputado federal pelo antigo Estado da Guanabara, com uma votação recorde -  269 mil votos (cerca de 1/3 dos votos válidos). Como deputado federal, atuou veementemente na  defesa da implantação da reforma agrária e pela distribuição de renda no Brasil. Seu mandato foi  marcado pela articulação da Frente de Mobilização Popular, formada por parlamentares,  sindicalistas, estudantes, militares nacionalistas, camponeses obres e sem terra, dirigentes  comunitários dos vários movimentos sociais e políticos populares e classistas, que tinha como  principal objetivo pressionar para a realização das Reformas de Base que incluíam  fundamentalmente a reforma agrária, a reforma bancária, a restrição a remessa de lucros, o  combate a especulação imobiliária e a reforma universitária.  

Ao observar a resistência dos conservadores e do imperialismo estadunidense às  transformações em curso, Brizola convoca, através de uma rede de programas de rádio e do jornal  Panfleto, o povo a se organizar em Grupos de Onze em defesa das Reformas de Base. Nos Grupos  de Onze se encontram lutadores e lutadoras sociais das mais variadas organizações de esquerda -  comunistas, socialistas e nacionalistas revolucionários dos mais variados matizes – que iniciaram 

um embrionário processo de construção de uma vanguarda compartida da revolução brasileira em  torno ao jornal Panfleto.  

Uma vanguarda, liderada por Brizola, que na luta pelas Reformas de Base radicaliza as  bandeiras de afirmação nacional do nacionalismo - o protecionismo à indústria, a intervenção  estatal, a formação do mercado interno, a democracia política e social - dentro de uma visão  antiimperialista, revolucionária e popular e sustenta e aprofunda as lutas por uma transformação  social de caráter estrutural e de orientação socializante capaz de abrir caminho para o poder  popular e para o socialismo.  

No Comício da Central do Brasil, em 13 de março de 1964, Brizola defende a convocação de  Assembléia Constituinte de operários, camponeses, sargentos, marinheiros e homens  autenticamente identificados com as Reformas de Base que substituísse o Congresso reacionário e  abertamente golpista. Porém, a dinâmica golpista foi mais rápida e o confronto entre este projeto  de desenvolvimento voltado para as maiorias e os interesses das classes dominantes e do  imperialismo norte-americano resultou na instauração do regime militar.  

Brizola propõe a Jango que o nomeie Ministro da Justiça e ao General Ladário Telles Ministro da  Guerra para coordenar a resistência. Mas Jango descarta essa possibilidade e desarticula o apelo  legalista que ainda existia na oficialidade e nas massas populares. Com a deposição do presidente  João Goulart pelo Golpe de 1964, Leonel Brizola cai na clandestinidade antes de partir para o exílio  no Uruguai. Aos 42 anos vai viver o mais longo exílio vivido por um político brasileiro.  

Nos primeiros anos de exílio Brizola e outros remanescentes dos Grupos de Onze organizam o  Movimento Nacionalista Revolucionário, uma tentativa de resistência armada ao regime. A  derrota da tentativa de insurreição popular no Rio Grande do Sul e das guerrilhas de Uberlândia e  Caparaó demonstraram o quanto o campo popular estava desarticulado pela repressão e fez com  que Brizola, que desde o início não acreditava na tese foquista e defendia a tese de insurreição  popular, abandonasse a tese de luta armada contra o regime.  

Em 1978, o presidente-general Ernesto Geisel inicia a estratégia de “abertura, lenta, gradual e  segura” pela qual tudo “mudaria” para que não ocorressem mudanças profundas na estrutura de  poder e no modelo econômico do país. A linha dura do regime montou uma lista negra proibindo  o retorno de oito exilados: Brizola, Luís Carlos Prestes, Miguel Arraes, Paulo Freire, Francisco  Julião, Paulo Shilling, Márcio Moreira Alves e Gregório Bezerra.  

Esta lista indicava aquelas lideranças políticas que encarnavam de modo explícito a alegação  dos setores de linha dura que afirmavam que seu retorno poderia levar o Brasil de volta à  situação de “caos e subversão” que redundou no golpe militar de 64. Somente com a vitória da  campanha da anistia Brizola retorna ao Brasil.  

As vésperas da anistia Brizola se exila nos Estados Unidos e começa a articular dentro e fora do  Brasil um leque expressivo de lutadores e lutadoras sociais e políticos em torno da proposta de  retomada da sigla PTB. Isso resultou no Encontro de Lisboa, em junho de 1979, onde os adeptos  do projeto de refundação do PTB assumiram claramente a perspectiva do trabalhismo como  caminho brasileiro para uma sociedade democrática e socialista. Esta articulação reunia desde  deputados estaduais, federais e senadores do MDB, até militantes oriundos de organizações da  nova esquerda que se envolveram na luta armada contra a ditadura a partir do AI-5, passando por  militantes dissidentes do PCB, do velho PSB, até aqueles oriundos das primeiras tentativas de  resistência armada em Caparaó e Uberlândia.  

O PTB seria um partido que herdaria as tradições do nacionalismo democrático, mas as  modernizaria e as superaria, propondo claramente o socialismo como meta. Um partido popular  que se regeria por princípios democráticos, por militância ativa e permanente e que rejeitaria ser  uma simples sigla eleitoral. 

O perigo de uma sigla com profundo referencial na consciência popular nas mãos de uma  liderança popular como Leonel Brizola, protagonista e liderança das lutas populares pelas  reformas de base fez com que a ditadura militar, através de artifícios jurídicos, entregasse a sigla  para políticos profissionais conservadores, levando Brizola a fundar o Partido Democrático  Trabalhista que assumiu a continuidade do projeto histórico do velho PTB.  

Brizola foi eleito governador do Rio de Janeiro em 1982 e sua primeira administração foi  marcada pelo investimento de cerca de 40% do orçamento para a criação de 500 CIEP’s, os  Centros Integrados de Educação Pública, baseados em um projeto pedagógico integral e  renovador que foram idealizados por Darcy Ribeiro, com prédios projetados por Oscar Niemeyer e  chamados por Paulo Freire de maior projeto educacional da América Latina. Além disso, Brizola  assume uma política de defesa dos direitos humanos das populações pobres do estado e investe  na defesa dos direitos dessas maiorias investindo nas mais variadas políticas públicas nas áreas de  favelas. O povo do Rio de Janeiro apelida esses centros integrados de Brizolões.  

Em 1984, Brizola se engaja na campanha nacional por eleições diretas para a presidência, a  campanha das Diretas-Já, organizando o maior comício dessa campanha no estado do Rio de  Janeiro. O projeto é derrotado em um Congresso Nacional conservador e, apenas em 1989, Brizola  participa da primeira eleição direta à Presidência da República no Brasil desde o golpe militar de  1964, ficando em terceiro lugar, com uma diferença de 0,5% da votação nacional para Lula. No  segundo turno apóia Lula, que foi derrotado por Fernando Collor.  

Com posições firmes em defesa dos interesses do povo trabalhador, sempre defendendo a  soberania nacional e denunciando a concentração dos meios de comunicação de massa, no ano  seguinte, pela segunda vez, Brizola conquista o governo do Rio de Janeiro. Cria a Secretaria  Extraordinária de Programas Especiais retomando a política educacional baseada nos CIEP’s e  apostando no aprofundamento de seu aspecto político-pedagógico. Compromissado com a  formulação e implementação de políticas públicas de combate à discriminação racial e de ação  compensatória na defesa das populações discriminadas cria a Secretaria Extraordinária de Defesa  e Promoção das Populações Negras – SEDEPRON.  

Brizola disputou novamente a Presidência da República em 94, mas desgastado principalmente  por uma campanha difamatória sistemática da Rede Globo - que tem o monopólio dos meios de  comunicação no Brasil - contra seu segundo governo no Rio de Janeiro e pelo ascenso do  pensamento neoliberal, obtém apenas 3,2% dos votos válidos. Seu partido, o PDT, passa por um  processo de lutas internas pelo qual outras lideranças partidárias, influenciadas pelo  neoliberalismo, tentam levar o partido a se “modernizar” em uma perspectiva de ruptura com seu  projeto histórico nacional, popular e antiimperialista e enfrentam a obstinação de Brizola na  defesa desse projeto.  

Após realizar campanha sistemática contra as privatizações e as políticas neoliberais do  Governo Fernando Henrique (1995 a 2002), Brizola foi candidato a vice-presidente na chapa  encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva em 1998. Os eleitores brasileiros conduziram Fernando  Henrique Cardoso à reeleição. Em 2000, aos 78 anos, com seu partido totalmente tomado pelas  lutas internas vê-se obrigado a disputar a importante prefeitura do Rio de Janeiro e é derrotado.  

Nesse período questiona a implantação das urnas eletrônicas no processo eleitoral, pois tendo  sido vitima de uma tentativa de fraude eletrônica na totalização dos votos em 82, espanta-se com  a facilidade com que é aceita a implantação das urnas eletrônicas sem que o voto seja impresso.  Brizola sustenta que a não existência do voto impresso inviabiliza a possibilidade de realizar  efetivas auditorias que garantam a transparência e a lisura do processo.  

Em 2002, critico dos posicionamentos centristas do PT, articula uma Frente Trabalhista como  alternativa às candidaturas de Lula e José Serra e disputa a eleição para o senado no Rio de 

Janeiro, perdendo para o candidato apoiado pelas seitas pentecostais. No segundo turno apóia  Lula de forma entusiasta, mas imediatamente se frusta perante a indicação de Henrique Meirelles,  ex-presidente do Banco de Boston e deputado federal eleito pelo PSDB, para o Banco Central, e  com a continuidade do essencial da política neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. No  primeiro semestre de 2003, capitaneado por Brizola, o PDT rompe com o Governo Lula e  aprofunda suas criticas à continuidade do modelo econômico neoliberal.  

No dia 21 de Junho de 2004 Brizola morre de infarto no Rio de Janeiro. Um dia antes articulava  em sua casa apoios à candidatura do PDT à prefeitura do Rio de Janeiro. Em seu enterro  ocorreram manifestações populares massivas de pesar no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul  com palavras de ordem do tipo “Brizola guerreiro do povo brasileiro” ou “Se Cuba tem Fidel, o  Brasil tem Leonel”. Essas manifestações representaram o reconhecimento de um líder nacionalista  de esquerda que, por manter sua biografia fiel aos interesses populares e nacionais, foi cerceado  de todas as formas para não alcançar a Presidência.  

Segundo o jornal espanhol El Pais, “O velho leão da esquerda brasileira morreu na segunda feira no Rio” Na Grã-Bretanha, o jornal The Independent publicou: “Brizola foi o defensor dos mais  pobres entre os pobres do Brasil”. Fidel Castro, lamentou a morte de Brizola: "Em tempos difíceis  como os que a humanidade enfrenta atualmente, Brizola será referência obrigatória para os  lutadores nacionalistas e antiimperialistas", dizendo ainda que Brizola "desde muito jovem se  destacou pelas suas firmes posições nacionalistas e foi, sem dúvida nenhuma, um dos precursores  do avanço político e democrático presente hoje no Brasil".  

A biografia patriótica e revolucionária de Brizola nos torna conscientes de que para romper os  laços que submetem as nações e a população brasileira e latino-americana à exploração e à  opressão do grande capital será inevitável o choque frontal com o imperialismo, e que somente  avançando - e não recuando ou conciliando - poderemos defender e aprofundar as conquistas  populares no Brasil e em todo o continente latino-americano.