domingo, 8 de março de 2020

A CARNAVALIZAÇÃO DA DITADURA COMO ESTRATÉGIA DE PODER * Edilberto C - AL

A CARNAVALIZAÇÃO DA DITADURA COMO ESTRATÉGIA DE PODER
O carnaval, que ritualmente sempre acabou em cinzas, neste ano se encerra em brasas. Para além da crucificação de Cristo em plena Marquês de Sapucaí, o presidente veio a público a atiçar o fogo do neofascismo a ver quanto de combustível lhe convém no país do petróleo roubado. Como já se tornou sistemático, seu modus operandi se reveste de espalhafato a insinuar uma atitude impensada e atabalhoada. 

Todavia, não nos enganemos: muito há de premeditação nas pérolas jorradas desde o Golden Shower há exato um ano passado. De lá para cá, a nova era vestiu meninos de azul e meninas de rosa à sombra das goiabeiras, defendeu a abstinência sexual como programa de estado embora admita o turismo sexual como bem-vindo ao Brasil. Todas essas pérolas de mau gosto, apesar de sua falsa espontaneidade, deve ser revista desde a última proclamação em vídeo do nazifascista tupininquim convocando o povo a fechar o congresso nacional e proclamá-lo rei definitivamente. 

Em verdade, transparece cada vez mais, a quem bem analise esta estratégia de marketing pessoal, a sombra de um propósito elaborado desde quando se ergueu o nome deste cidadão a candidato a presidente. Sua fala biliosa, seu discurso bélico e atitudes contrárias ao decoro de sua posição parlamentar vieram a calhar naquele momento de ataque sistemático às instituições de poder, insuflando a justa desconfiança do povo brasileiro, motivada pelas frustações políticos e pela insegurança. Associou-se a isso seu evidente desprezo a agenda progressista, sempre vigiada ferozmente e sempre mal vista pela elite brasileira secularmente escravista e defensora dos próprios privilégios. 

A fórmula surtiu efeito, levando milhões a se identificarem e se perceberem no espelho de sua própria ignorância e mediocridade. O nazifascismo não se está instalando no Brasil de fora para dentro, mas foi reavivado e está aflorando do seio da sociedade. Sempre esteve imerso como um iceberg e foi preciso construir um mito quixotesco que refletisse a face extremista de nossa sociedade para que ele viesse à tona a ameaçar definitivamente a liberdade democrática duramente conquistada neste país.

Erguido por combustão aparentemente espontânea, chega ao teste máximo nesta convocação grotesca, visando de modo populista romper definitivamente com as instituições democráticas. Não poderia ser de outra forma: seu desprezo e desrespeito pelas instituições não lhe permitiria propor um golpe pelas vias “falsamente” institucionais como se fizera nos anos sessenta do século passado. Apela a ilegalidade e pela ilegalidade será defendido. Consiga o seu intento e veremos grupos armados defendendo seu mito pelas ruas do país eliminando opositores de sua monarquia. A hora é, pois, de dizer não. Ditadura nunca mais.

Edilberto C. – Educador Sim
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sábado, 7 de março de 2020

SINDICATOS AMORDAÇADOS * Frente Ativistas de Esquerda - FAE BRASIL

SINDICATOS AMORDAÇADOS

COMO COMEÇOU A HISTÓRIA DO CONTROLE DO ESTADO BURGUÊS NA VIDA E NAS LUTAS DOS TRABALHADORES NO BRASIL? 
Tudo começou com Getúlio Vargas (1882-1954) na presidência do Brasil. 
Em 1917 quando houve a Revolução Russa, Getúlio Vargas estava com 35 anos de idade, e foi contemporâneo dessa Revolução. O povo russo enfrentou e removeu o Czar do poder. Getúlio percebeu então, que era possível os trabalhadores organizados retirarem a burguesia do poder e instaurarem em seu lugar um Estado Operário, dirigido pelos próprios trabalhadores. 
Getúlio Vargas fez da sua política trabalhista uma forma de controle econômico, social e político dos trabalhadores para que eles nunca se organizassem de forma independente, a ponto de se transformarem num risco ao poder burguês. A criação das leis trabalhistas foi a forma que a burguesia encontrou para se proteger, e evitar que os trabalhadores avançassem na luta e fizessem a Revolução. 
Esta foi a política getulista, que tem confundido muita gente através de quase um século. Achando que ele foi um presidente muito bom para os trabalhadores. Temos que refletir muito bem sobre esse passado getulista e sua nefasta influência sobre os destinos do trabalhador brasileiro até os dias atuais. 
Getúlio foi inspirado no modelo fascista italiano, controlando a massa de trabalhadores urbanos, por meio da legislação trabalhista, como a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), decretada em 1o de maio de 1943. (FERNANDES) 
Uma das principais características da Era Vargas (1930-1945) foi a promoção de transformações estruturais no setor econômico, mas priorizando a legislação relativa ao trabalho. O objetivo era duplo , como demonstram as historiadoras Heloisa Starling e Lilia Schwarcz: 
[...] Numa (das partes da proposta), (Vargas) criou as leis de proteção ao trabalhador – Na outra, reprimiu qualquer esforço de organização dos trabalhadores fora do controle do Estado, liquidou com o sindicalismo autônomo, enquadrou os sindicatos como órgãos de colaboração com o Estado e excluiu o acesso dos trabalhadores rurais aos benefícios da legislação protetora do trabalho. [1] 
A inspiração provinha do modelo de Estado corporativo desenvolvido pelo líder do fascismo italiano, Benito Mussolini. Foi com a Carta do Trabalho (Carta del Lavoro), de 1927, que Mussolini conseguiu controlar os sindicatos de operários e manter afastada a possibilidade de insurgência muito frequentes na Itália no início do século XX. (FERNANDES) 
► Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943 
O documento-chave que pôs em vigência todas as regras trabalhistas foi o decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, que aprovou a Consolidação das Leis do Trabalho. A fim de reforçar o controle sobre a massa de trabalhadores, estavam as grandes comemorações do Dia do Trabalho, em 1o de maio – mesmo dia do decreto-lei da CLT – e a exaltação do regime varguista por meio do rádio e do cinema. (FERNANDES) 
Queremos demonstrar que a burguesia sempre esteve atenta aos movimentos dos trabalhadores após a Revolução Socialista Russa de 1917, no mundo inteiro. 
Também queremos demonstrar que Getúlio Vargas atuou sobre os movimentos dos trabalhadores tentando controlá-los e dirigi-los no interesse da burguesia. 
E também queremos chamar a atenção de que, desde Getúlio Vargas, até os dias atuais, NENHUM PRESIDENTE procurou libertar os trabalhadores do esquema getulista montado para o domínio mais fácil do poder burguês. 
A criação do Ministério do Trabalho em 26 de novembro de 1930, colocou em prática diversos objetivos políticos, entre eles, podemos citar: que a partir desse momento, o trabalhador teria intermediado as relações de trabalho com os empresários capitalistas, que passaram a explorar a classe trabalhadora dentro da lei criada pela burguesia. 
O professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Renan Pieri explica que: ‘’Era uma política alinhada com o que se pensava então sobre o papel do Estado como um mediador das relações entre grupos e indivíduos’’ , ou seja, ‘’Vargas dá um golpe de mestre e assume a dianteira deste processo, estatizando estas relações’’ ; (BARIFOUSE, 2018) 
A criação do Ministério, e a consolidação da CLT (em 1943), fizeram com que as lutas dos operários fosse cada vez mais enfraquecida pela atuação e controle das forças burguesas. 
O Ministério do Trabalho e a CLT foram criações estratégicas da burguesia para evitar o fim do Estado Capitalista Burguês. Naquele momento, a burguesia deu alguns dedos para serem cortados, para não perder o restante do braço. 
Outra medida colocada em prática pela burguesia, assim que o Ministério do Trabalho foi criado, consiste em uma nova regulamentação da atividade sindical. 
O professor Renan Pieri novamente nos explica que: ‘’Vargas queria que os sindicatos se tornassem satélites do governo, politizando as relações entre empresas e trabalhadores.’’ (BARIFOUSE, 2018) 
O professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP, Marcelo Nerling, confirma o que dizemos no início do artigo. Ele nos diz que: ‘’Vargas havia acompanhado o que ocorreu na Rússia a partir de 1917 com a revolução, quando, em meio ao conflito entre capital e trabalho, o proletariado assumiu o poder. Então, ele, que era um capitalista, sabia aonde isso poderia acabar’’ , dessa forma, ‘’Vargas sabia que, se os trabalhadores fizessem greve atrás de greve para reivindicar direitos, poderiam quebrar o capital. Ele opta por chamar para si a responsabilidade de regular estas relações, cria leis que vinculam os cidadãos. Entrega os anéis para não perder os dedos.’’ (BARIFOUSE, 2018) 
Ao longo dos anos, as leis trabalhistas burguesas criadas por Getúlio Vargas passaram por diversas modificações, sempre piorando os ‘’direitos’’ descritos na lei original. Esse é o papel da burguesia, engabelar os trabalhadores e ir removendo aquilo que falsamente havia sido ‘’concedido’’. 
A Constituição brasileira de 1934 apresenta a criação da carteira profissional, e o estabelecimento de juntas de conciliação para resolver conflitos trabalhistas que por ventura surgissem entre os patrões capitalistas e os trabalhadores. 
A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foi criada em 1943, e sancionada no dia 1o de maio daquele ano, que entraria para a História como o feriado nacional, onde se comemora o Dia do Trabalho. 
O golpe empresarial militar de 1964 aboliu com a Ditadura, diversos desses ‘’direitos trabalhistas’’. A Constituição Militar de 1967 por exemplo, proibiu o direito de greve para os trabalhadores dos órgãos públicos e atividades essenciais, ou seja, a ditadura forçou os trabalhadores públicos a aceitar todos os retrocessos sem poder protestar. Esse golpe do Imperialismo e da burguesia em cima dos trabalhadores durou 21 anos. 
Somente em 1988, com o movimento das ’’Diretas Já’’ e a abertura do sistema com a volta das eleições, é que se pôde formatar uma nova Constituição, um pouco melhor do que as anteriores no lado democrático. 
Então, no campo do trabalho essa nova Constituição previa: ‘’medidas de proteção contra demissões sem justa causa, o piso salarial, a licença maternidade e paternidade, o veto à redução do salário, a limitação da jornada de trabalho a oito horas diárias e 44 horas semanais e proibição de qualquer tipo de discriminação quanto a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. Também foi criado o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), destinado em parte ao custeio do Programa de Seguro Desemprego.’’ (BARIFOUSE, 2018) 
Todas essas novas ‘’conquistas’’ permitidas pelo estado burguês tiveram o seu fim decretado após o golpe parlamentar e midiático de 2016. Com a nova quebra da ‘’Democracia Burguesa’’, os representantes do sistema capitalista nacional e internacional colocaram em prática a retirada total de todos os ‘’direitos’’. 
O MINISTÉRIO DO TRABALHO FOI DESTRUÍDO. E AGORA? 
O Ministério do Trabalho criado por Vargas foi destruído pelo presidente golpista Michel Temer, e transformado em uma simples pasta anexa de outro Ministério. 
O presidente atual do Brasil (Jair Bolsonaro) acabou por enterrar as leis trabalhistas vigentes, pois desde que assumiu em 2019, colocou em pauta a declaração da ‘’Política das Migalhas’’ que representa o novo pensamento da classe dominante em relação aos trabalhadores. 
‘’O trabalhador terá de escolher entre menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego.’’ (RODRIGUES, 2020) 
‘’Ao dizer que se deve escolher entre trabalho e direitos, o presidente eleito diz que os direitos são um problema, mas isso só é um problema para o capital. Se antes o Estado se posicionava para garantir os direitos dos trabalhadores, agora, ele pesa a mão para o outro lado e passa a priorizar o capital.’’ (BARIFOUSE, 2018) 
‘’O fim do ministério pode sinalizar um novo tempo em que o Estado não mais intermedia a relação entre capital e trabalho. Isso teria no futuro o efeito de despolitizar os sindicatos.’’ É o que nos diz o professor Renan Pieri. (BARIFOUSE, 2018) 
Todas as coisas que vem acontecendo no Brasil desde o golpe de 2016, até a eleição de Jair Bolsonaro fraudada por FAKE NEWS, a manipulação midiática das emissoras de TV, e a destruição do trabalho e do emprego, tem sido lições muito didáticas concedidas para os trabalhadores. 
Todo o desmonte do estado capitalista burguês que prejudica cada vez mais os trabalhadores, prova que: ‘’não existe acordo possível entre a classe operária e a burguesia, pois as duas classes são antagônicas e inimigas. A burguesia para existir, necessita explorar e parasitar permanentemente as forças produtivas da classe trabalhadora. ‘’ 
Jamais haverá qualquer tipo de solidariedade da burguesia em relação aos trabalhadores. 
Concluindo o nosso estudo, deixamos a seguinte mensagem: Nós podemos pensar de forma diferente. Na opinião dos membros da FAE BRASIL, o fim do Ministério do Trabalho e qualquer outra instituição que controle a vida e as lutas dos trabalhadores será uma coisa ótima. 
É, finalmente, a libertação dos trabalhadores da intromissão do poder burguês direto sobre suas vidas e as suas lutas. 
Os trabalhadores devem comemorar essa libertação, e direcionar a partir de agora, a construção para recomeçarem uma labuta que deveria não ter sido interrompida por Getúlio Vargas, criando as suas próprias organizações, com seus sindicatos e suas centrais, dessa
vez radicalmente livres de pelegos, agentes do poder burguês ali intrometidos para sabotarem toda e qualquer iniciativa da construção do poder dos trabalhadores. 
Mais do que nunca é necessário, ‘’CRIAR, CRIAR, O PODER POPULAR!’’ 
Por Marlene Soccas, 21-22 de fevereiro de 2020. (FAE BRASIL - Núcleo SC) Por Roberto Vasconcellos, 21-22 de fevereiro de 2020. (FAE BRASIL - Núcleo RJ) FRENTE ATIVISTAS DE ESQUERDA BRASIL - FAE BRASIL 
FAE BRASIL - SITE OFICIAL www.faebrasilmidia7.webnode.com 
FAE BRASIL - WEB RÁDIO https://faebrasil.zdx.com.br/ 
FAE BRASIL - SITE ANEXO https://trabalhadoremmovimento.wordpress.com/ 
FAE BRASIL - REDE SOCIAL RUSSA VK https://vk.com/faebrasil 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
[1] Schawrcz, Lilia M. e Starling, Heloisa M. Brasil: Uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 322. p. 362. 
BARIFOUSE, Rafael. Por que Getúlio Vargas criou o Ministério do Trabalho em 1930 , BBC Brasil. 2018. Disponível em: < https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46159747 >. Acesso em: 22 de fevereiro de 2020. 
FERNANDES, Cláudio. Consolidação das Leis Trabalhistas na Era Vargas ; Brasil Escola. Disponível em: < https://brasilescola.uol.com.br/historiab/consolidacao-das-leis-trabalhistas-na-era-vargas.ht m >. Acesso em 22 de fevereiro de 2020. 
RODRIGUES, Júlia. ‘’Menos direitos e emprego, ou desempregado com direitos’’: Bolsonaro é a extrema direita anti-operária , Esquerda Diário. 2020. Disponível em: < https://www.esquerdadiario.com.br/spip.php?page=gacetilla-articulo&id_article=18829 >. Acesso em 22 de fevereiro de 2020. 

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sexta-feira, 6 de março de 2020

EL ANTICOMUNISMO COMO MASCARA * (Anonimo)

EL ANTICOMUNISMO COMO MASCARA

“Por el engaño nos han dominado más que por la fuerza”

Simón Bolívar

El anti-comunismo no es más que el arte burgués del engaño en su fase demencial. El anti-comunismo no es una práctica abandonada, está vivo, hay muchos y de grados diversos.

Una de las aberraciones más groseras, en la ideología de la clase dominante, es el anti-comunismo obsesivo y criminal. Por cierto. El capitalismo convierte todos sus miedos en armas de guerra, incluso, ideológica. Una de esas armas trata básicamente de fabricar calumnias contra el socialismo, de fabricar mentiras sobre la política y los objetivos del pensamiento socialista y comunista y, fundamentalmente, luego de satanizar toda revolución de los trabajadores, desprestigiar y enlodar las ideas de Marx-Engels y Lenin, Trotsky… entre otros. Gastan fortunas en eso.

Los anti-comunistas usan todo lo que está al alcance de su imaginación enferma para confundir a los pueblos, para asustarlos y hacerles creer que el proyecto Comunista, que se incuba naturalmente en la lucha de los pueblos que quieren ser libres, es obra del demonio y que ellos, como si fuesen un Dios, están en el mundo para “salvarnos” de toda tentación Comunista. “Salvarnos” incluso reprimiéndonos y matándonos. Para lograr sus fines satanizadores, ellos necesitan reducir el proyecto Comunista a una caricatura simplona en la cual, la verdadera alternativa humanista que tenemos, la verdadera salvación del mundo y sus ecosistemas, sea sólo ensueño y una ilusión maligna que, por supuesto, sólo ellos pueden conjurar. Todos los anticomunismos, tarde o temprano, se convierten al nazi-fascismo y sucedáneos.

“¿Quién ha dicho que el marxismo es la renuncia de los sentimientos humanos (…)?. Si precisamente (…) fue el amor al hombre, a la humanidad, el deseo de combatir la desdicha del proletariado, el deseo de combatir la miseria, la injusticia, el calvario y toda la explotación sufrida por el proletariado, lo que hace que de la mente de Carlos Marx surja el marxismo cuando precisamente podía surgir una posibilidad real y más que una posibilidad real, la necesidad histórica de la Revolución social de la cual fue intérprete Carlos Marx. Pero, ¿qué lo hizo ser ese intérprete sino el caudal de sentimientos humanos de hombres como él, como Engels, como Lenin?”. Comandante Fidel Castro.

Y es que el anti-comunismo, y sus agentes, aborrecen a los pueblos, a la clase trabajadora y a toda idea cuyo eje sea el bien común, de verdad común, es decir, que incluya a todos. Aborrecen la planificación económica y la opción socialista del proyecto político, cultural, artístico y económico que se expresa en el Manifiesto Comunista de Marx-Engels y que tuvo en la Revolución Bolchevique una expresión incipiente, rápidamente traicionada.

Al anti-comunismo le gusta inocular sus venenos, hace metástasis desde las oligarquías burguesas y los cenáculos clericales. Cunde en las tertulias “intelectuales” de los terratenientes y corre como la pólvora en las oficinas de los gerentes bancarios. Expresa de manera enfermiza la degradación galopante en que está metida la ideología burguesa, la ideología de los aristócratas, la ideología de los fanáticos. Como el capitalismo es incapaz de presentar algún programa positivo que ofrezca salida digna la humanidad y al planeta, tal cual lo ofrece el pensamiento socialista y comunista, el Anti-comunismo se enfurece y exhibe su odio, y exhibe el miedo de las clases privilegiadas, ante las luchas emancipadoras de la humanidad.

El anti-comunismo sueña con paralizar el movimiento revolucionario de los trabajadores, anhela sembrar la desconfianza hacia la “Batalla de las Ideas” y desea criminalizar -y ahogar- todo movimiento auténticamente democrático desde abajo. No nos equivoquemos, el Anti-comunismo no es sólo un conjunto de ideas (enfermas), es, además la columna vertebral de la política burguesa y sus redes imperialistas que, como lo vemos a diario, aspiran a rematar, mediante las guerras, las ideas.......

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quinta-feira, 5 de março de 2020

EL PODER POLITICO EN COLOMBIA * (Anonimo)

EL PODER POLITICO EN COLOMBIA
Con hechos verificables les contaré el porqué el caso de Sanclemente tiene en en jaque a Uribe y a toda la estructura del Poder político en Colombia.

Para empezar diré lo que muchos de ustedes ya saben. En Colombia el narcotráfico hace mucho años está institucionalizado. Y tampoco es ajeno al conocimiento de ustedes que fue Antioquia el epicentro de este fenómeno que tanto dolor y sufrimiento ha causado en nuestro País. 

Sobre este tema guardo la imagen creada por Germán Castro Caicedo en unos de sus buenos libros. Y vuelvo a recordar al autor en una noche lluviosa caminando al lado de Escobar por los hangares del Aeropuerto Olaya Herrera de Medellín, mientras éste le mostraba su poder enorme al tener parquedas en este importante terminal aéreo, un centenar de naves de la más variadas especificaciones y capacidades. Había de todo. Helicópteros, avionetas, aviones de hélice y tipo jet, y hasta aviones deportivos, escribió Caicedo. 

Esta conversación de Escobar con Castro Caicedo sucedió en el año 1987, y como sabrán ustedes Uribe había sido denunciado en el año 1982 por expedir licencias para pilotos y pistas de aterrizaje al narcotráfico, ante el Presidente de la República de la época Julio César Turbay Ayala, sin que esta denuncia tuviera consecuencia alguna.

El denunciante curiosamente era el padre del actual Presidente de la República Iván Duque Escobar siendo entonces Gobernador de Antioquia; y años más recientes Uribe fue denunciado nuevamente por los mismos hechos por el Senador Iván Cepeda Castro, tema que lo tiene inmerso en un proceso ante la Corte Suprema de Justicia por compra de testigos. De lo que se deduce de manera directa que fue Uribe Vélez, desde la dirección de la Aerocivil quien fortaleció el narcotráfico en Colombia a través de su cabeza principal Pablo Escobar Gaviria, tal como también lo denunció la experiodista y examante de Escobar Virginia Vallejo en su libro sobre su experiencia al lado de Escobar. 

De la misma forma al revisar la trayectoria de Uribe, se evidencia el nexo continuo que tuvo con este terminal aéreo luego de su salida como Director de la Aeronáutica Civil, primero como Alcalde de Medellín y después como Gobernador de Antioquia.

Luego en el año 2005, ya como Presidente de la República, y después de desempeñarse como Senador alfil de Escobar en el tema de la no extraducción, Uribe nombró al actual Embajador ante Uruguay Fernando Sanclemente como director de la Aeronáutica Civil. Escobar había muerto pero es evidente que el Olaya Herrera continuaba bajo el dominio del narcotráfico ahora bajo la figura de La Oficina de Envigado, situación que se demuestra a través del relato de un caso muy emblemático que vincula directamente a Uribe Vélez con alias Don Berna y el actual Embajador Fernando Sanclemente.

Fue por esa época en que murió Pedro Juan Moreno, hombre de extrema confianza de Uribe y muy cercano al jefe paramilitar Carlos Castaño, pero que al enemistarse con Uribe comenzó a hacer algunas denuncias muy graves relacionadas con el narcotráfico y el paramilitarismo, y tuvo un fatal y sospechoso accidente cuando partió del hangar 70 de este mismo aeropuerto. Sospecha que aumentó debido a que una mujer de nombre Nancy Esther Zapata que trabajaba en este hangar, y que había alertado sobre el sabotaje del helicóptero accidentado, fue encontrada muerta dentro del mismo hangar con un disparo en la nuca y un letrero sobre el pecho donde estaba escrita la frase <No aceptamos sapas.> 

La investigación por la muerte de la mujer fue cerrada rápidamente por parte de la Fiscalía de Medellín bajo la dirección de Guillermo Valencia Cossio, hermano de Fabio Valencia Cossio Ministro del Interior durante el segundo gobierno de Uribe, llegándose a la conclusión de que se trataba de un caso de prostitución. Pero más ágil aún fue el cierre de la investigación del accidente por parte de la Aerocivil a cargo del hoy Embajador Sanclemente, dejando muchas dudas que aumentaron cuando recientemente Alias Don Berna desde una cárcel de los EEUU, a través de un correo electrónico dirigido a una periodista norteamericana, denunció que el sabotaje del helicóptero donde viajaba Moreno había sido ordenado por Uribe Vélez. Alias Don Berna había sido acusado por la mujer de ser el autor material del sabotaje del helicóptero y había afirmado que el <Presidente> lo sabía.

Posteriormente el exdirector de la Fiscalía de Medellín, Guillermo Valencia Cossio fue condenado por nexos con la Oficina de Envigado, y junto a Valencia Cossio fue condenado también el ex Comandante de la Policía de Medellín de apellido Pedreros por la misma causa. Este Oficial había adelantado la investigación no muy rigurosa sobre la muerte de la señora Nancy Esther Zapata en coordinación con la Fiscalía.

Ahora.  Si regresamos al año 2005 estamos hablado del primer gobierno de Uribe, durante el cual fue nombrado Fernando Sanclemente como Director de la Aeronáutica Civil, cargo estratégico desde donde el propio Uribe Vélez años atrás, y como ya se anotó, había expedido licencias al narcotrátrafico para pilotos , naves y operación de pistas de aterrizajes, con la diferencia de que a partir de entonces la enorme estructura del narcotráfico pasaría a operar desde el Aeropuerto El Dorado de la Capital.

Al respecto encontramos datos clave y verificables que vinculan a Álvaro Uribe Vélez con el Cartel de Sinaloa a través de Fernando Sanclemente, hoy Embajador de Colombia en Uruguay claramente protegido por el gran Poder.

Como resultado del entramado delictivo que entregaba licencias al narcotráfico, se  presentó lo que No puede llamarse una coincidencia , ya que una de estas licencias fue otorgada durante la gestión de Uribe en la Aerocivil al narcotraficante Francisco Cifuentes Villa , jefe del Clan Cifuentes Villa, hermano de Dolly Cifuentes Villa , compañera permanente de su hermano Alberto Uribe , y padre de su sobrina Ana María Uribe Cifuentes, extraditada junto a su madre Dolly Cifuentes acusadas de ser operadoras financieras del Cartel de Sinaloa para varios países de Sur América; Cartel con el que actualmente se relaciona a Sanclemente . Lo que indica de manera clara que estas dos personas eran el enlace de clave de dichos Carteles mexicanos con el narcotráfico Colombiano.

Sobre esta situación, coincidente con la permanencia de Sanclemente como Director de la Aerocivil, existe una larga entrevista donde el ex jefe de informática del DAS , Rafael García, confiesa haber administrado personalmente este gran Eje de narcotráfico en coordinación con Jorge Noguera, ex Director del DAS condenado por nexos con el  paramilitarismo durante el segundo Gobierno de Uribe. 

También sobre este hecho se presentó una sospechosa coincidencia , ya que el allanamiento de la finca de Sanclemente se realizó justo cuando la mencionada Dolly Cifuentes Villa anunciaba su decisión de declarar en contra de El Chapo Guzmán jefe del Cartel de Sinaloa, lo que indicaría que las autoridades colombianas se adelantaron a los acontecimientos para tratar de darle algún tipo de manejo a la grave situación que se estaba fraguando en el exterior.

De esta manera se configuró la gran estructura del narcotráfico cuyo epicentro para varios países de Sur América es Colombia, y cuya impunidad está hoy en peligro por cuenta de las confesiones de la pariente del mismo Uribe, Dolly Cifuentes Villa, entre otros factores derivados del proceso contra El Chapo Guzmán, de manera lógica por fuera del control de la mafia colombiana.

Y cómo conclusión una pregunta. Cuántos mandatarios, políticos y empresarios colombianos están comprometidos con el tema del narcotráfico? No lo sabemos. Pero ahí radica la impunidad de Uribe, hoy en peligro.

Porque en Colombia se censura más a Samper que al ETERNO?
Porque usa a uno le quitó la visa y al otro lo proteje?
Pudo acabar con las farc y demás grupos delincuenciales  incluído el narcotráfico?

ANÓNIMO.
SOLO PARA PENSADORES

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

PROPUESTA SOBRE LA JORNADA DE SOLIDARIDAD CON VENEZUELA * Antonio Cabral Filho - RJ

PROPUESTA SOBRE LA JORNADA DE SOLIDARIDAD CON VENEZUELA
Y CONTRA EL NEOLIBERALISMO
(Conmemoración de la Primera Insurrección Popular en el Mundo contra el Neoliberalismo). 
En el marco del Encuentro Mundial Contra el Imperialismo realizado en Caracas entre el 22 y 24 de Enero del año en curso, se aprobó la jornada de solidaridad con Venezuela y contra el neoliberalismo, cuestión que quedó recogida en la Declaración Final del Encuentro Mundial Contra el Imperialismo en los siguientes términos; “Realizar una jornada internacional de movilización en apoyo a la Revolución Bolivariana y contra el neoliberalismo el 27 de febrero del año 2020. (Conmemoración de los 31 años de la primera insurrección en Caracas contra el neoliberalismo)”. 
Esta iniciativa de solidaridad con Venezuela no sólo reivindica la lucha contra las políticas neoliberales acaecidas en Caracas en 1989, sino que al mismo tiempo es un reconocimiento a la resistencia de los pueblos del mundo contra el modelo neoliberal. En efecto, en la actualidad en diferentes latitudes del mundo se desarrollan importantes luchas contra los paquetes de ajuste estructural que impone el imperialismo mediante el Banco Mundial, el Fondo Monetario Internacional y los gobiernos a su servicio. Algunos ejemplos emblemáticos de la resistencia contra el neoliberalismo lo observamos en Colombia, Chile, Ecuador, Haití, entre otros. 
En este sentido, cumpliendo con el mandato y los acuerdos emanados en el Encuentro Mundial Contra el Imperialismo, el Partido Socialista Unido de Venezuela propone lo siguiente; 
Plan de Acción Sugerido: 
1. Desarrollar una jornada de movilización internacional de Solidaridad con Venezuela y contra el neoliberalismo en las diferentes ciudades del mundo de conformidad con la realidad político-social de cada uno de los países. 2. Adoptar la forma de movilización (marcha, concentración, foros, actividades culturales, etc.,) que mejor se adapte a las condiciones de cada país y las características de los partidos políticos y movimientos sociales que aprobaron la Declaración Final del Encuentro Mundial Contra el Imperialismo. 3. Procurar el carácter unitario de la jornada de movilización. 4. Resaltar desde el punto de vista de la Agitación, Propaganda y Comunicación las negativas implicaciones sociales, económicas y ambientales que se desprenden de la imposición del recetario neoliberal. 5. Destacar que el neoliberalismo es contrario a la vida, la soberanía y la paz, ideas- fuerza que nos convocaron al Encuentro Mundial Contra el Imperialismo. Razón por la cual, consideramos que las medidas coercitivas unilaterales adoptadas para imponer el neoliberalismo no sólo atenta contra los derechos humanos de los pueblos del mundo sino que también ocasiona un demoledor impacto social que se constituye en un crimen de lesa humanidad. 6. Expresar la solidaridad con los pueblos que luchan contra el neoliberalismo y que padecen las medidas coercitivas unilaterales tales como el de Venezuela, Irán, Cuba, Nicaragua, Siria, Rusia, Yemen, Palestina, República Árabe Saharaui, República Democrática Popular de Corea, República Popular de China, entre otros. 7. Apoyar la demanda interpuesta por Venezuela contra el gobierno de Estados 
Unidos por el crimen de agresión contra el bloqueo económico, financiero y comercial al país. 
Consigna Sugeridas: 
-Trump la Amenaza Eres Tú. -El Mundo Contra el Neoliberalismo 
Etiquetas Sugeridas: 
#TrumplaAmenazaEresTú #ElMundoContraelNeoliberalismo 
Requerimiento: 
Con el fin de generar la más amplia difusión sobre la actividad se solicita a los partidos políticos, movimientos sociales y demás organizaciones intercambiar imágenes, audio y vídeos en función de su publicación en los diferentes medios de comunicación, redes y paredes. Venezuela coloca a disposición su capacidad instalada para divulgar los contenidos producidos al respecto. Por favor, en caso de estar de acuerdo remitir al siguiente correo electrónico: congresocomunicacionvzla@gmail.com 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

CAPITALISMO, TRANSICIÓN Y SOCIALISMO * Agustin Calzadilla - Chile

CAPITALISMO, TRANSICIÓN Y SOCIALISMO

Agustín Calzadilla

Claro, camarada, de acuerdo, la única forma de conquistar una DEMOCRACIA SOCIALISTA es que el poder popular organice y ejerza su propio poder.

Un brevísimo esquema para la transición sería, según mi punto de vista, el que sigue:

Nosotros no Hablamos de democracia en general, eso no existe; hablamos de procesos democratizadores en lo político, esto es nuevo Estado, el Estado comunal, de participación protagónica y decisoria; en lo económico, nuevas formas de propiedad, con primacía de la propiedad social sobre los medios de producción; y en fin una revolución cultural, en el sistema de valores que subvierta la cosmovisión burguesa de tantos siglos de alienación.

Éstas serían las tareas básicas, más generales según entiendo,  y de manera resumida, la transición del capitalismo dependiente y rentista, al socialismo bolivariano del siglo XXI.

No olvidar que en la revolución socialista, hay que ser iguales, en las condiciones materiales de vida, para ser en verdad libres.

Una vez desarrolladas esas tareas que cubren un largo periodo histórico, podemos decir que vamos en vía de la revolución democratica hacia la liberación nacional y el socialismo.

Lo que implica tareas de carácter antiimperialistas y anticapitalistas.de aplicación simultánea.Y en una sola fase histórica.

Ahora bien, en una transición, no podemos esperar que las "leyes de la historia" lo hagan todo, como si la contradicción entre el desarrollo de las fuerzas productivas y las relaciones de producción, tuviera piloto automático.

No, no hay ningún piloto automático. Lo que rige en la fase de transición es la voluntad, es decir, la voluntad política de avanzar en las tareas tanto democraticas como socialistas.

Y nada de etapas, de pensar que el solo desarrollo de las fuerzas productivas nos conducen al socialismo, como pensaron los viejos social demócratas.

No basta decir que "estamos del lado correcto de la historia".

Menos aún de estar creyendo en una burguesía nacional y revolucionaria que no existe.

Y la gran burguesía interna y las corporaciones transnacionales están en el plan de cambio de régimen.

Tener siempre presente que las revoluciones todas son reversibles. 

Allí está la URSS.

Por estas razones sugiero, para la transición estudiar la reforma constitucional 2007  del comandante Chávez.

Así como también recomiendo analizar las leyes del poder popular 2010, y el programa de gobierno que presentó en 2012, para un nuevo periodo que como se sabe, no pudo concluir. 

Allí nos llama a "traspasar la lógica del capital". Y señala tareas para construir el socialismo.

Lamentablemente, no vamos en ese camino sino en camino del reformismo.

Hacia una social democracia, en el marco del capitalismo, para desarrollar las fuerzas productivas y en otra etapa, más adelante, pasar a construir el socialismo.

Esto es lo que saco, como conclusión, es el proyecto en marcha de la tendencia dominante.

Cómo se sabe, ese proyecto social demócrata viene de derrota en derrota en la Región.

Fracasó en Brasil, con el modelo de Lula, que termina con el "golpe suave" a Dilma y la prisión del propio Lula.

El más reciente fracaso de este modelo reformista lo sufrieron los compañeros de El Salvador.

Cristina regresa, es cierto pero con el mismo modelo socialdemócrata y un tanto distante del gobierno venezolano.

Mientras tanto avanza la impunidad del fascismo interno con apoyo imperialista.

Y, para colmo de males, se resquebraja el principio de autoridad del Estado. Reina la impunidad.

No respondemos de manera contundente los golpes del imperio y sus lacayos.

Y dejamos que la anarquía de un empresariado parásito asalte el salario de los trabajadores, con la desmedida y criminal especulación.

De otra parte se produce el rompimiento del tejido popular solidario, que como efecto de la crisis enfrenta pueblo contra pueblo: los bachaqueros.

Esto plantea hacer, el balance de estos últimos 20 años de gobierno bolivariano como propone el constituyente Soto Rojas. 

Dado que, el momento político es de extrema gravedad, el bloqueo económico y financiero ha golpeado la base social que sostiene este gobierno.

Y seguimos como si nada pasara. Por que solo miramos al apoyo del chavismo duro, y no aceptamos que hay un malestar relevante que puede comprometer las elecciones venideras para la Asamblea si la derecha va unida. 

En fin hay que tener presente que el proyecto SOCIALISTA va más allá de psuv y el gobierno.  

Aún así nosotros debemos preservar la unidad y el apoyo al gobierno.

Pero también estamos obligados a ejercer a fondo la crítica y la autocrítica.

Hay que rescatar el rumbo estratégico, y "vacilar es perdernos"

Una vez cumplida la difícil tarea de enderezar el rumbo estratégico, podremos plantear nuevos objetivos históricos.

Solo así podremos marchar hacia la utopía de Carlos Marx, de una Asociación de productores libres e iguales.

Y cuando Marx, habla de productores, no se refiere a los empresarios, como pretenden algunos por aquí. 

Se refiere sí  a los trabajadores, que son los que generan valor, cuando venden su fuerza de trabajo al explotador.

Marx, en su Crítica al programa de gotha, plantea que el socialismo es la fase primaria o previa del comunismo.

Pero, como toda su teoría, la construye sobre las condiciones históricas concretas del capitalismo europeo. 

No pretendió jamás que copiaramos  modelos.

Pues Marx en sus trabajos tardíos sobre el colonialismo y en el propio capital, en el capítulo sobre la acumulación originaria, avisora el capitalismo periférico, cuando dice que era imposible que se desarrollara  el capitalismo en Europa sin el saqueo colonial de América.

Así las cosas Insisto en la necesidad de estudiar la transición y sus tareas generales y concretas y tener presente que no hay recetas, pero sí tenemos una experiencia histórica concreta , los aportes de Chávez y además, contamos con una teoría revolucionaria: el marxismo.

VENCEREMOS!!

Ac 15/8/2019

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

É preciso organizar a luta antifascista * Laura Gontijo - RJ

É preciso organizar a luta antifascista 
Laura Gontijo

Recentemente, uma foto divulgada na internet mostrou um homem com uma suástica no braço sentado na mesa de um bar, na cidade de Unaí, em Minas Gerais. Pessoas tentaram abrir um boletim de ocorrência e a polícia se recusou a atender o pedido. O que provocou indignação em alguns, mas era de se esperar. A polícia é a incubadora primordial do fascismo. 

Como ninguém tomou uma ação mais enérgica contra esse cidadão, a moda pegou. Agora surgiu a foto de outro fascista sentado em um shopping, em Curitiba, com uma suástica no braço. 

Ao mesmo tempo, o Estado de S. Paulo divulgou um ato público dos integralistas que ocorreu dia 9 de novembro, em São Paulo. 15 camisas-verdes se reuniram, acompanhados pelo Estado de S. Paulo, fizeram a saudação integralista e cantaram um hino fascista. 

A reportagem, que é uma verdadeira propaganda do integralismo, informa que a Frente Integralista Brasileira vem ganhando cada vez mais adeptos, possuindo 8 mil filiados, e que irá lançar candidatos nas eleições municipais do ano que vem em várias cidades, pelo PRTB, de Levy Fidelix e pelo Patriota, cuja carta de fundação foi redigida por um integralista. Também pretendem organizar um congresso nacional e uma marcha em comemoração ao aniversário de Plínio Salgado, em janeiro e informam que seus membros treinam artes marciais para se defender da esquerda. 

No final de 2015, a imprensa burguesa divulgou que seria realizado um congresso de Fundação da Frente Nacionalista, em Curitiba. Diante da grande repercussão, em seguida, foi dito que o Ministério Público teria impedido a realização do mesmo (vemos aqui novamente o equívoco de chamar as “instituições” para “combater” o fascismo).  Diante do anúncio de possíveis candidaturas nas eleições do ano que vem, podemos concluir que o congresso ocorreu, ainda que tenha apenas reunido os líderes das organizações. 

O ressurgimento do fascismo no Brasil é uma realidade difícil de negar sob o governo Bolsonaro. As marchas verde-amarelas que propiciaram o golpe de estado foram claramente fascistas. Se, naquela época, era difícil fazer essa identificação – e muita gente relutou em chamar as “tias” de classe média que iam às passeatas de fascistas - agora, o fascismo aparece como ele realmente é, com seus símbolos, rituais e práticas. Tratar isso mais uma vez como “brincadeira”, como coisa de idiotas ou loucos ou mesmo acreditar que chamando a polícia ou o ministério público iremos “combater” o fascismo é já correr sério perigo de vida. 

A luta contra o fascismo brasileiro está na ordem do dia. É preciso organizar comitês de luta contra o fascismo para agir contra essas demonstrações, manifestações e mesmo ações individuais dos fascistas. É preciso impedir que ocorram! É preciso expulsar os fascistas das ruas! 

A burguesia já demonstrou que o fascismo pode ser a sua principal alternativa diante da falência do capitalismo. Partidos e organizações fascistas crescem em todo o mundo e disputam o poder. 

Em outubro, comemora-se 85 anos do aniversário da Batalha da Praça da Sé conhecido como “Revoada dos Galinhas Verdes”, episódio da história brasileira que demonstrou a melhor forma de tratar o fascismo para impedir que ele se desenvolva: eliminando-o das ruas. 

O jornal O Homem Livre foi criado em 2015, a partir da constatação de que desde 2012 o fascismo se organizava e crescia no Brasil. E mais do que nunca os fatos tem demonstrado o acerto político desta iniciativa e a importância de, neste momento, criar mais instrumentos que organizem a luta, como comitês de luta antifascista. 

A tarefa de toda a esquerda democrática e comunista em 2020 é derrotar o fascismo! 

Apoie a imprensa antifascista: apoia.se/jornalohomemlivre ...

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