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domingo, 18 de abril de 2021

COMUNICADO DA FRT * FRT/PCPB

COMUNICADO DA FRT
 aos seus círculos, simpatizantes e companheiros de luta. 

 A Frente Revolucionária dos Trabalhadores e o Partido Comunista do Povo Brasileiro se fundem: 
passos certeiros no caminho de construção da vanguarda da revolução brasileira:

 “Caminhamos num pequeno grupo unido por uma pequena estrada escarpada e difícil, segurando-nos fortemente pela mão. Estamos cercados de inimigos por todos os lados, e, quase sempre, é preciso caminhar sob fogo cruzado. Estamos unidos por uma decisão tomada livremente, justamente para lutar contra o inimigo e não cair no pântano ao lado, cujo habitantes nos acusam, desde o início, de termos formado um grupo à parte, preferindo o caminho da luta ao da conciliação...” ( Vladimir Lenin) 

 É com imensa alegria e satisfação, que a Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) comunica a seus círculos, simpatizantes e companheiros de lutas, a importante fusão com o Partido Comunista do Povo Brasileiro (PCPB). 

 As propostas de aproximação e fusão das organizações, tem sido construídas já há algum tempo e se dá, sobretudo, pelo entrosamento de propostas e perspectivas de ambos os agrupamentos, que vão no sentido de darmos passos concretos para superarmos a grave fragmentação e divisão sectária reinante no seio das diversas correntes que reivindicam o marxismo em nosso país. 

 As duas organizações, desde suas respectivas fundações tiveram como norte, agrupar em torno de um programa revolucionário da sociedade brasileira, os melhores elementos da vanguarda comunista, comprometidos com a luta proletária e popular, rompendo com o infantilismo ultra-esquerdista sectário por um lado, porém sem acalentar por outro as mínimas ilusões eleitoreiras oportunistas, muito comum aos que capitularam ao cretinismo parlamentar. Como afirmamos em um de nossos Manifestos : “Visando colaborar no sentido de darmos os primeiros passos para a superação deste problema, propomos uma organização que aglutine o que pode haver de melhor entre os operários revolucionários, superando posições sectárias que se formam em critérios baseadas nas determinadas “escolas” marxistas: as diversas “escolas”, “trotskystas”, “stalinistas”, “maoístas”, “gramiscianos”, “lukacsianos”, etc., subdivisões que somente contribuiu para fragmentar o movimento comunista internacional. Ao nosso ver, nossa organização deve agrupar todos os revolucionários que aceitam o programa marxista da revolução brasileira e latino-americana; socialista, antiimperialista e que cumpram decisivamente os critérios estabelecidos internamente para um militante[...]”. (https://frenterevolucionariadostrabalhadores.blogspot.com/p/manifesto-frt.html). 

 A atual quadra histórica, marcada pelo acirramento da crise estrutural do capital e o auge de uma verdadeira guerra da burguesia contra os trabalhadores em todo o mundo, tendo o Brasil como o epicentro internacional da contra-revolução, torna imperioso o fortalecimento de um polo revolucionário comunista, homogêneo, que atue como um verdadeiro Estado Maior do proletariado revolucionário na sua luta de vida ou morte contra o capital. Portanto, superar o atual quadro de indigência orgânica em que se encontra a esquerda revolucionária no país, que impede de fato, um protagonismo político da classe operária no atual cenário dramático em que vivemos, é tarefa das mais importantes. 

 O governo genocida de Bolsonaro, ancorado nos militares entreguistas e representante direto dos interesses dos exploradores do povo trabalhador, somente se mantém, apesar da sua crise profunda e inabilidade política marcante, devido ao fato de que seu antagonista radical, ou seja, o proletariado, encontrar-se desorientado politicamente e desorganizado, órfão como classe, de uma vanguarda revolucionária profundamente enraizada no seio das massas populares, municiado com um autêntico programa de transformação revolucionária da sociedade. 

 Dessa forma, saudamos com muito entusiasmo esse importante passo dado no fortalecimento de um polo revolucionário, ponto de apoio e certamente um precursor do autêntico Partido Comunista da revolução brasileira. 

 Vida longa ao Partido Comunista do Povo Brasileiro 
 (PCPB)!
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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Não é à frente ampla! A frente única antifascista é a alternativa! * Maria Inês Chaves Preza Freitas - RJ


Não é à frente ampla! A frente única antifascista é a alternativa!
 
Maria Inês Chaves Preza Freitas

Proletariado, cidadãos, homens livres, acordem! Como última arrancada do reacionarismo histórico o fascismo ameaça ruir os últimos resquícios do direito de pensar.
Aos trabalhadores de todas as profissões, que na indústria, no comércio e na terra, constituem o dínamo propulsor da economia nacional.
Às camadas intermediárias da sociedade, que a demagogia fascista procura utilizar na realização dos seus propósitos sombrios.
Ao povo brasileiro, torturado e perseguido pelo despotismo dos governos reacionários e da plutocracia financeira, através de séculos de miséria e opressão.

Uma ação firme e decisiva capaz de varrer essa larva peçonhenta e abismá-la nas catacumbas romanas de onde surgiram, se faz mister. Assim, é preciso que lutemos por um Congresso de uma Frente Única Antifascista!

O fascismo significa a miséria, a opressão, o “espezinhamento” das consciências. Começa por destruir todas as organizações do proletariado e acaba por se tornar o senhor absoluto, "integral", que não respeita ideologias, nem admite divergências. Nem comunistas nem socialistas, nem anarquistas, nem democratas, poderão existir sob o seu jugo.

No Brasil acontecerá, o triunfo de uma aventura fascista se não forem tomadas em tempo as medidas práticas para uma contraofensiva. O fascismo conta com a oportunidade internacional que lhe favorece a expansão.

Entre nós, onde a capacidade de resistência do proletariado revolucionário é ainda muito reduzida, a política de Frente Única se apresenta, por isso mesmo, como o único recurso de defesa.

Organizemos, em todo o Brasil, O Congresso da Frente Única Antifascista! É a única alternativa diante deste beco sem saída da Frente Ampla: - representantes ligados a 16 partidos (mas que não representavam formalmente a estes) que incluía PSD,PV, Novo, PDT, PC do B, PT (de forma marginal), Podemos, PSDB, entre outros, e lideranças (de forma presencial ou por meio de vídeos) como Flávio Dino, Ciro Gomes, Guilherme Boulos, Márcio França, Marta Suplicy, FHC, Gilberto Kassab, Antônio Anastasia (relator do impeachment de Dilma no senado) entre outros.

A Frente Ampla, em primeiro lugar, renuncia a pautas e agendas importantíssimas da classe trabalhadora, a exemplo da luta contra a reforma da previdência, da flexibilização dos direitos trabalhistas, da privatização de estatais, da luta contra o desemprego etc.

Isso acontece porque as forças que se pretendem atrair para este tipo de frente têm justamente atuado, ao lado da extrema direita fascista, para aplicar este programa. Basta uma rápida consulta nas votações destas matérias e perceber o servilismo à burguesia escravocrata brasileira.

Um dos argumentos dos defensores de uma frente ampla, com setores da direita, é de que precisamos primeiro restabelecer o “estado de direito” e a “democracia”, para depois lutarmos pela reconquista de direitos sociais.  É uma visão equivocada, tacanha. As duas lutas, por direitos democráticos e por direitos sociais, andam juntas.

A esquerda de conjunto precisa ter bem claro que não basta derrotar Bolsonaro, é preciso derrotar sua coalização de conjunto e o seu programa econômico e social. Neste contexto, a esquerda não pode ser força auxiliar de frações das classes dominantes para resolver suas crises.

Por isso, a energia da esquerda precisa ser concentrada em construir e fortalecer a Frente Única, independente da burguesia, do Estado, que aponte uma saída da crise de comodismo, hipocrisia e, mesmo de incapacidade da esquerda pequeno-burguesa brasileira.

Pelo Congresso da Frente Única Antifascista!

Maria Inês Chaves Preza Freitas
mariachavesfreitas2020@Outlook.com
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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Brasil rumo ao colapso e a necropolitica de Bolsonaro - FNMT.BR

Brasil rumo ao colapso e a necropolitica de Bolsonaro

O termo “necropolitica”, ou “política da morte”, foi popularizado pelo filósofo, historiador e professor universitário camaronês, Achille Mbembe, e designa sobretudo as formas de genocídio social por parte do Estado, contra o exército de reserva de trabalhadores considerados “sobrantes”, na ótica assassina da acumulação capitalista. Ou seja, estamos falando das parcelas mais empobrecidas da classe trabalhadora na contemporaneidade neoliberal, expulsas do mercado de trabalho pelos efeitos das revoluções industriais e tecnológicas e sem condições de serem inseridas produtivamente na lógica do capital em declínio, portanto, população “excedente”, de acordo com os critérios do “deus” mercado.
O avanço do vírus covd-19 no Brasil, que segundo o ministério da saúde já contagiou 30.425 e matou 1.924 pessoas, tem deixado escancarado até para os mais ingênuos, o real caráter genocida do capitalismo brasileiro, agravado pelo governo do proto-fascista Jair Bolsonaro. Na prática, a classe dominante brasileira, de passado escravocrata e abertamente criminoso, mantém intocado seu espírito tacanho, assassino e servil aos interesses do capital imperialista estrangeiro.
O governo Bolsonaro é a expressão mais acabada da burguesia semicolonial brasileira, que sacudida pelo terremoto da crise mundial do capitalismo e pelo avanço sem controles do vírus letal, planeja exterminar uma porção enorme dos seus escravos modernos, que podem ser substituídos nos armazéns do exército de reserva operário. O número de desempregados no Brasil atinge mais de 12 milhões de pessoas e os subempregados (desempregados disfarçados) somam mais de 38 milhões de seres humanos (G1, 31-03-2020).
A sabotagem contra o isolamento social devido ao coronavirus, levado adiante por Bolsonaro, significa que os capitalistas “brasileiros” preocupados com seus lucros, planejam um verdadeiro extermínio em massa da população. A troca promovida por Bolsonaro no ministério da saúde, substituindo seu ex-amigo Luiz Henrique Mandetta, pelo mercador de doenças Nelson Teich, sinaliza que nos próximos dias a quarentena pode ser afrouxada, o que se concretizada, resultará num colapso sanitário e social no país inteiro.
Nelson Teich, empresário do setor de saúde suplementar, possui grandes afinidades ideológicas com o capitão miliciano. Num vídeo no site Oncoguia de 2019, Teich deixa patente seu viés malthusiano, completamente alinhado com o que representa o governo Bolsonaro, quando discute sobre quem tem “direito a viver ou morrer” num sistema de saúde, de acordo com a lógica do dinheiro. Para Teich, diante de uma suposta situação envolvendo os cuidados entre um jovem e uma pessoa idosa, a última deveria ser deixada para morrer, pois segundo ele não é mais “produtiva” e rentável quanto a jovem. O comentário do agora ministro da saúde bolsonarista não deixa de acender um alerta sobre o que planeja Bolsonaro e os capitalistas para o povo brasileiro nos próximos dias:
“Pra ela [pessoa idosa] melhorar eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar pra investir num adolescente que tá com um problema. […] Só que esta pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente e a outra é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida”.
Tal fala é simplesmente estarrecedora e pela lógica macabra do agora ministro, toda a população idosa do Brasil—mais de 30 milhões de pessoas—corre sérios riscos de serem deixados à própria sorte.
Bolsonaro aliás, bem recentemente, declarou ao vivo no programa de seu amigo direitista José Luiz Datena, que “cada um deve cuidar de seus idosos” e que o “Estado não tem obrigação nenhuma” com essa parcela da população brasileira; uma lógica criminosa e genocida, que diga-se de passagem, é defendida por toda a burguesia mundial.
As classes dominantes brasileiras agem na prática como bons urubus, sobretudo os criminosos do sistema financeiro, aproveitando-se dos efeitos que o choque psicológico do coronavirus trouxe à população,  sistematizando todo um conjunto de ataques e pilhagens, como o aprofundamento da reforma trabalhista, recrudescimento do assalto aos fundos públicos, benesses aos empresários, etc., enquanto empobrece ainda mais os trabalhadores e os colocam diante do risco de morte pelo contágio da pandemia viral.
Uma verdadeira “política da morte” (necropolitica), estamos presenciando no Brasil de Bolsonaro, marcado pelo acirramento sem precedentes da crise capitalista, que ameaça levar o país à barbárie.
Diante da traição vergonhosa por parte dos sindicalistas vendidos, é preciso articular diretamente nos locais de trabalho, nas universidades, escolas, nas favelas e bairros periféricos, comitês de emergência visando garantir o abastecimento de alimentos e outros insumos necessários à população; e organizar a luta direta contra os ataques dos capitalistas numa grande campanha de mobilização, que comece nos bairros e cidades, espalhando pelo país.
Os trabalhadores brasileiros não podem aceitar serem buchas de canhão para a burguesia. Diante da iminente quebra ou afrouxamento do isolamento (isolamento que deve ser estendido a todos os setores não essenciais, além de que, condições de segurança devem ser garantidas a todos os trabalhadores em operação no país), que sem dúvida levaria o povo pobre à mortandade extremada, defendemos a organização de uma greve geral radical no país.
Somente os trabalhadores organizados podem barrar o verdadeiro colapso e caos social que se anuncia no horizonte e ameaça a própria sobrevivência das parcelas mais empobrecidas de nossa classe.
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