Mostrando postagens com marcador fora bolsonaro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fora bolsonaro. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de julho de 2021

Hoje são livres os que resistem * Marcio Sotelo Felippe

HOJE SÃO LIVRES OS QUE RESISTEM

MARCIO SOTELO FELIPPE 

Em um artigo publicado em 1944, A república do silêncio, Sartre escreveu que os franceses nunca foram tão livres quanto no tempo da ocupação alemã. Um chocante e brilhante paradoxo que só a grande Filosofia, como exercício de pensar fora do senso comum, é capaz de produzir. Por que os franceses eram livres se todos os direitos haviam sido aniquilados pelos alemães e não havia qualquer liberdade de expressão? Como se podia ser livre sob a cerrada opressão do invasor que fiscalizava os gestos mais triviais do cotidiano? Porque, dizia Sartre, cada gesto era um compromisso. A resistência significava uma escolha e, pois, um exercício de liberdade. Significava não renunciar à construção de sua própria existência quando os invasores queriam moldá-la, reduzindo-a a objeto passivo e sem forma.


Em linguagem retórica e poética Rosa de Luxemburgo disse algo semelhante: quem não se movimenta não percebe as correntes que o aprisionam.


Sartre era existencialista: a existência precede a essência. Isto significa que não há algo anterior à existência que impeça um ser humano de tomar livremente as decisões que construirão o seu futuro. Isto dá ao humano a plena imputabilidade pelos seus atos. O que ele faz da sua existência é culpa ou mérito exclusivamente seu. O que ela é hoje resulta de decisões que tomou no passado, e o que será resultará das decisões que toma no presente.


A experiência francesa durante a ocupação alemã guarda certa similitude com o Brasil de hoje. Na França parte da sociedade (muito maior do que os franceses gostam de admitir) foi complacente ou colaborou com o invasor que massacrava seu povo e aniquilava os mais elementares direitos dos franceses. Hoje, parte da sociedade brasileira assiste inerte, é complacente, apoia ou apoiou usurpadores que vão reduzindo a pó o pouco de direitos e garantias de um povo já miserável.


Na França colaborava-se por ser fascista ou filofascista. Por egoísmo social. Por ressentimento. Por ódio de classe. Para pequenas vinganças privadas, para atingir um inimigo pessoal. Colaborava-se por ausência de qualquer sentimento de solidariedade social. A colaboração com o invasor desvelava a mais baixa extração moral. Quanto a nós, tomo como paradigma uma cena do cotidiano que presenciei dia desses. Duas mulheres ao meu lado conversavam. Uma disse que seu filho de 13 anos era fã do Bolsonaro. A outra, algo espantada, faz uma crítica sutil, perguntando se ela não conversava com o filho sobre política. A resposta: “acho bonito que meu filho seja politizado nessa idade”. Com isto, quis dizer que não importava de que modo seu filho estava precocemente se politizando.


Pode-se razoavelmente supor que ela, mulher, ignore que Bolsonaro disse que há mulheres que merecem ser estupradas? Que saudou, diante de todo país, em rede nacional de televisão, o mais célebre torturador da ditadura militar? Que declarou que prefere o filho morto se ele for homossexual? Como ignorar isso tudo é altamente improvável, porque seria supor que tal mulher vive em uma bolha impenetrável em plena era das redes sociais, podemos concluir, com Sartre, que escolheu o sórdido para si e para seu filho. O que resultará dessa escolha não poderá ser imputado a Deus, ao destino, aos fatos da natureza ou a qualquer fórmula vaga e estúpida do tipo “a vida é assim”, mas a ela mesma e a seus pares brancos de classe média que tem atitudes semelhantes.


Do mesmo modo como a parcela colaboracionista da sociedade francesa escolheu a opressão do invasor estrangeiro, parcela da sociedade brasileira escolheu o retrocesso, o obscurantismo e a selvageria.


Foi em massa às ruas em nome do combate à corrupção apoiando um processo político liderado por notórios corruptos.


Regozija-se com o câncer e com o AVC do adversário politico, demonstrando completa ausência de qualquer traço de fraternidade e respeito ao próximo.


Suas agruras e dificuldades econômicas e sociais transformam-se em ódio justamente contra os excluídos e em apoio às ricas oligarquias que controlam a vida política do país (das quais julgam-se espelhos), a fórmula clássica do fascismo.


Permanece indiferente, omissa ou dá franco apoio ao aniquilamento de direitos, ao fim, na prática, da aposentadoria para milhões de brasileiros, à eliminação dos direitos trabalhistas, à entrega do patrimônio nacional a grandes empresas estrangeiras.


Seu ódio transforma em esgoto as redes sociais.


Não há como prever o que acontecerá a esta sociedade. Uma convulsão social poderá desalojar os usurpadores do poder, ou poderemos seguir para o cadafalso como povo. A História sempre é prenhe de surpresas. O que é certo, no entanto, tomando a frase de Sartre, é que somente poderão dizer no futuro que foram livres, no Brasil pós-golpe de 2016, os que agora estão se comprometendo e resistindo. É uma trágica liberdade de tempos sombrios, mas se nos foi dado viver neste tempo, que vivamos com a dignidade que somente os seres livres podem ostentar.


Hoje são livres os que resistem.


Márcio Sotelo Felippe é pós-graduado em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela Universidade de São Paulo. Procurador do Estado, exerceu o cargo de Procurador-Geral do Estado de 1995 a 2000. Membro da Comissão da Verdade da OAB Federal.


terça-feira, 8 de junho de 2021

Pela graça de Deus * Marilena Chauí / SP

PELA GRAÇA DE DEUS


Marilena Chauí / SP


(A violência no Brasil e o pleno apoio da classe dominante ao miliciano ungido pela graça de Deus

01/06/2021 )


Pela graça de Deus


O “autoritarismo social” como origem e forma da violência no Brasil.

Por Marilena Chauí, em A terra é redonda


Desde a Idade Média até a Revolução Francesa, um homem se tornava rei por meio de uma cerimônia religiosa na qual era ungido e consagrado pelo papa.

A cerimônia possuía quatro funções principais:


Em primeiro lugar, afirmar que rei é escolhido por uma graça divina, sendo rei pela graça de Deus, devendo representá-lo na Terra (ou seja, não representa os súditos, mas Deus).


Em segundo, que o rei é divinizado, passando a ter, além de seu corpo humano mortal, um corpo místico imortal, seu corpo político;


Em terceiro, que o rei é Pai da Justiça, isto é, sua vontade é lei (ou como diz o adágio: o que apraz ao rei tem força de lei);


Em quarto, que é Marido da Terra, isto é, o reino é seu patrimônio pessoal para fazer dele e nele o que quiser.


No dia 6 de janeiro de 2019 (ou seja, no Dia de Reis do calendário cristão), na Igreja Universal do Reino de Deus, o pastor Edir Macedo ungiu e consagrou o recém-empossado presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, declarando que este foi escolhido por Deus para governar o Brasil.

Como Marido da Terra, Messias Bolsonaro está divinamente autorizado a devastar o meio ambiente; como Pai da Justiça, está divinamente autorizado a dominar o poder judiciário e a exterminar cidadãos por meio tanto de forças policiais como de grupos milicianos; e como corpo político imortal, está divinamente assegurado de que é indestrutível.


Da Amazônia devastada a Jacarezinho destroçada, passando pelos cemitérios, com 450 mil mortos, reina Messias Bolsonaro, presidente da república pela graça de Deus.

A maioria de seus críticos afirma que se trata de um sociopata ou um psicopata.

Essas designações, entretanto, pressupõem conhecimentos científicos que a maioria de nós não possui.


Por isso, penso que um conceito vindo da ética seja o mais acessível porque todos nós somos capazes de conhecê-lo e compreendê-lo: o conceito de crueldade, que a ética considera um dos vícios mais terríveis, pois é a forma máxima da violência.


VIOMUNDO SOB AMEAÇA,


não deixe que calem nossas vozes.

De acordo com os dicionários vernáculos, violência é:

1) tudo o que age usando a força para ir contra a natureza de algum ser (é desnaturar);

2) todo ato de força contra a espontaneidade, a vontade e a liberdade de alguém (é coagir, constranger, torturar, brutalizar);

3) todo ato que conspurca a natureza de alguém ou de alguma coisa valorizada positivamente por uma sociedade (é violar);

4) todo ato de transgressão contra aquelas coisas e ações que alguém ou uma sociedade definem como justas e como um direito (é espoliar ou a injustiça deliberada);

5-consequentemente, violência é um ato de brutalidade, sevícia e abuso físico e/ou psíquico contra alguém e caracteriza relações intersubjetivas e sociais definidas pela opressão e pela intimidação, pelo medo e pelo terror.


A violência é a presença da ferocidade nas relações com o outro enquanto outro ou por ser um outro, sua manifestação mais evidente encontrando-se no genocídio e no apartheid.

Assim sendo, podemos indagar: haveria algo mais violento e mais cruel do que a fala emblemática do presidente da república – “E daí? Não sou coveiro” – justificando o descaso diante da morte de seus governados, a desmontagem do SUS em plena pandemia, os cortes das verbas para a saúde, a recusa da compra de vacinas, a defesa de algo potencialmente mortal como a cloroquina, o inominável auxílio emergencial de R$ 150,00, e a recusa de condenar as empresas que usam trabalho escravo, infantil e de idosos?


Haveria algo mais cruel do que, perante famílias enlutadas e mergulhadas na dor, fazer carreata de motocicletas no Rio de Janeiro, festejando a morte e o sofrimento alheios?

A maioria dos críticos de Messias Bolsonaro se refere às suas atitudes perante à pandemia com o termo “negacionismo”.


Embora não seja incorreto, me parece um termo muito suave para caracterizá-las, podendo ser tomado simplesmente como o gosto pela ignorância e pela estupidez.

Penso que iremos ao fundo dessa treva se designarmos suas atitudes e discursos como ódio ao pensamento. Por quê?


Porque a marca essencial do pensamento é a distinção entre o verdadeiro e o falso enquanto as falas de Messias Bolsonaro concretizam aquilo que Theodor Adorno denominou cinismo, isto é, a recusa deliberada de distinguir entre o verdadeiro e o falso, fazendo da mentira a arte de governar.

A exposição do cinismo está evidenciada a olho nu pela CPI do covid19 e pela inacreditável declaração presidencial de que as nações indígenas são responsáveis pelo desmatamento da Amazônia.


No caso específico da educação, esse ódio vem se exprimir na ideologia da Escola sem Partido, nas perseguições a professores e pesquisadores que levantam a voz contra a barbárie, nos cortes de verbas para a educação fundamental, para as universidades públicas e para as agências de fomento à pesquisa, cortes que são expressão política da frase, também emblemática, de Paulo Guedes: “os programas sociais dos governos anteriores permitiram que até o filho do porteiro fosse para a universidade”.


Podemos indagar por que a crueldade e o cinismo não são considerados por boa parte da população como o núcleo definidor da governança bolsonarista.


Ou por que, no caso da pandemia, seguindo os passos do governante, muitos não percebem a si mesmos como violentos ao recusar o isolamento social e o uso de máscara, tornando-se agentes potenciais da morte alheia, portanto, assassinos.


Podemos responder dizendo que Messias Bolsonaro e sua côrte podem exibir-se como crueldade ou violência nua porque, no Brasil, a existência da violência é negada no momento mesmo em que é exibida.


Refiro-me à produção de imagens da violência que ocultam a violência real e a procedimentos ideológicos que a dissimulam.


Comecemos pelas imagens usadas para falar na violência:

– fala-se em chacina e massacre para referir-se ao assassinato em massa de pessoas indefesas, como crianças, moradores de comunidades, encarcerados, indígenas, sem-terra, sem teto;

– fala-se em indistinção entre crime e polícia para referir-se à participação de forças policiais no crime organizado;

– fala-se em guerra civil tácita para referir-se ao movimento dos sem-terra, aos embates entre garimpeiros e índios, policiais e narcotraficantes, aos homicídios e furtos praticados em pequena e larga escala e para falar dos acidentes de trânsito;

– fala-se em vandalismo para referir-se a assaltos a lojas, mercados e bancos, a depredações de edifícios públicos e ao quebra-quebra de ônibus e trens do transporte coletivo;

– fala-se em fraqueza da sociedade civil para referir-se à ausência de entidades e organizações sociais que articulem demandas, reivindicações, críticas e fiscalização dos poderes públicos;

– fala-se em debilidade das instituições políticas para referir-se à corrupção nos três poderes da república;

– fala-se em desordem para indicar insegurança, ausência de tranquilidade e estabilidade, isto é, para referir-se à ação inesperada e inusitada de indivíduos e grupos que irrompem no espaço público desafiando sua ordem.


Essas imagens têm a função de oferecer uma imagem unificada da violência: chacina, massacre, vandalismo, guerra civil tácita, indistinção entre polícia e crime e desordem pretendem ser o lugar onde a violência se situa e se realiza; fraqueza da sociedade civil e debilidade das instituições políticas são apresentadas como impotentes para coibir a violência, que, portanto, estaria localizada noutro lugar e não nas próprias instituições sociais e políticas.


Ora, justamente porque se trata de uma imagem e não de um conceito, nela permanece oculta a própria origem da violência.


Passemos aos procedimentos ideológicos que a dissimulam:

 procedimento da exclusão: afirma-se que a nação brasileira é não-violenta e que, se houver violência, esta é praticada por gente que não faz parte da nação (mesmo que tenha nascido e viva no Brasil). Trata-se da diferença entre um nós-brasileiros-não-violentos e um eles-não-brasileiros-violentos;


 procedimento da distinção: distingue-se entre o essencial e o acidental, isto é, por essência, os brasileiros não são violentos e, portanto, a violência é acidental, um acontecimento efêmero, uma “onda”, uma “epidemia” ou um “surto” localizado na superfície de um tempo e de um espaço definidos;

 procedimento jurídico: a violência fica circunscrita ao campo da delinquência e da criminalidade, o crime sendo definido como ataque à propriedade privada (furto, roubo, depredação) seguido de assassinato (latrocínio).


Isso permite, por um lado, determinar quem são os “agentes violentos” (de modo geral, a classe trabalhadora e, nela, os negros) e, por outro, legitimar a ação policial contra a população pobre, os sem-terra, os negros, os indígenas, os moradores de rua, os favelados e afirmar que a existência de crianças sem infância decorre da “tendência natural dos pobres à criminalidade”; procedimento sociológico: fala-se em “onda” ou “surto” de violência como algo que acontece num momento definido do tempo, aquele no qual se realiza a “transição para a modernidade” das populações que migram do campo para a cidade e das regiões mais pobres para as mais ricas, causando o fenômeno temporário da anomia, no qual a perda das formas antigas de sociabilidade ainda não foram substituídas por novas, fazendo com que os migrantes pobres tendam a praticar atos isolados de violência que desaparecerão quando estiver completada a “transição”;


 procedimento da inversão do real: o machismo é considerado proteção à natural fragilidade feminina; o racismo, proteção contra a natural inferioridade dos negros, indígenas e orientais; a repressão contra os lgbtq+, proteção natural aos valores sagrados da família; a desigualdade salarial entre homens e mulheres, entre brancos e negros, indígenas, orientais como compreensão da superioridade natural dos homens brancos com relação aos demais humanos; a destruição do meio ambiente é propalada como prova de progresso e civilização; e assim por diante.


Conservando as marcas da sociedade colonial escravista e patrimonialista, a sociedade brasileira é marcada pelo predomínio do espaço privado sobre o público.


É fortemente hierarquizada em todos os seus aspectos: as relações sociais e intersubjetivas são sempre realizadas como relação entre um superior, que manda, e um inferior, que obedece.

As diferenças e assimetrias são sempre transformadas em desigualdades que reforçam a relação de mando-obediência.


O outro jamais é reconhecido como sujeito, tanto no sentido ético quanto no sentido político, jamais é reconhecido como subjetividade nem como alteridade e muito menos como cidadão.

As relações, entre os que julgam iguais, são de “parentesco” ou “compadrio”, isto é, de cumplicidade; e, entre os que são vistos como desiguais, o relacionamento toma a forma do favor, da clientela, da tutela ou da cooptação; e, quando a desigualdade é muito marcada, assume a forma da opressão.

Podemos, portanto, falar em autoritarismo social como origem e forma da violência no Brasil.


Situação, agora, ampliada e agravada pela política neoliberal, que não faz senão aprofundar o encolhimento do espaço público dos direitos e o alargamento do espaço privado dos interesses do mercado ao desviar o fundo público, destinado aos direitos sociais, para financiar o capital, de tal maneira que tais direitos são privatizados ao serem transformados em serviços vendidos e comprados no mercado, aumentando exponencialmente a divisão social e a desigualdade das classes sociais.

Eis porque a pandemia expõe, para além de todo limite admissível, a ferida que consome nossa sociedade, isto é, realização da luta de classes pela polarização máxima entre a miséria absoluta das classes exploradas e a opulência absoluta da classe dominante (estupidamente imitada por uma parte da classe média), cujo poder não esconde seu próprio cinismo, que se exprime no pleno apoio ao governante coveiro, miliciano ungido e consagrado pela graça de Deus.


*Marilena Chaui é Professora Emérita da FFLCH da USP. Autora, entre outros livros, de Sobre a violência (Autêntica)

***

quinta-feira, 3 de junho de 2021

FORA BOLSONARO É TUDO? * Observatório Proletários/BR

 FORA BOLSONARO É TUDO?

"Ser ou não ser, eis a questão

William Shakespeare"


A frase acima, muito mais do que uma simples frase, é uma proposição e nos convida a nos questionarmos se aquilo que fazemos possui alguma perspectiva. Tomo-a como mote para convidar os distintos amigos a pensar politicamente as palavras de ordem levantadas pela conjuntura brasileira de 2016 em diante.

Vamos pensar um pouco: no auge do golpe pt&cia diziam "não vai ter golpe" e assim ninguém foi pra rua denunciar nada, contando inclusive com a conivência do capitão-mor lula e levar uma cusparada do imperialismo pela cara; nesse ínterim, o Pentágono, a CIA e o empresariado articularam livremente até concluírem que para dar o golpe, bastaria inventar um IMPEACHMENT contra dilma, a pretexto de pedalada fiscal. Mais uma vez, pt&cia se mantiveram omissos. Logo a seguir, se deram conta de que a armação vinha do Temer, um peixe miúdo a serviço do capital, e inventaram o FORA TEMER, que resultou em nada, mais a prisão do lula. Aí alguém esperava que saísse alguma disposição de luta, calcada na mobilização pela soltura do "maior líder operário da atualidade", mas para surpresa de todos, nada além de vigília mais vigília na porta da PF em Curitiba, sem nada para mexer no mar de lama. Chegam as eleições 2018, com o pt balangando pra direita e se apresentando como "pt paz e amor" embalado por Haddad. Este todos sabem que é o psdb do pt: além de insosso é inodoro. Serviu de poste para bolsonaro mijar. No entanto, o pt só não se saiu pior da eleição graças ao trabalho de segmentos deslocados do foco fascistizante empreendido pelas elites junto à mídia. 

...e bolsonaro passou a boiada. Uma vez empossado, institucionalizou-se a fanfarra, a "era dos milicianos" no poder, corrupção desenfreada, delinquência acima de tudo bolsonaro acima de todos, hordas de bolsonaristas matando indefesos país a fora e justiça nada... 



Sequer a justiça advinda das lutas sociais, omissão total das camadas opositoras ao bolsonarismo, inclusive da "oposição pt&cia. Essa fica fazendo cena na câmara federal e no senado e recebendo os dividendos das nossas desgraças. Mas busca se salvar às custas de mais palavra de ordem, agora FORA BOLSONARO. Esta acaba de ser resgatada dos escombros da conciliação de classes comandada pela dita esquerda nos atos de dia 29 de maio. Para requentar a programação oferecida a seu gado, criaram a CPI DO CORONA, com shows emocionantes de patifaria. Agora querem que todos engulam o engodo como panaceia para a desgraceira geral. A quantia de mortos pela pandemia não passa de uma cena para elevar as emoções no cotidiano de tanta gente humilde. 

Para se tingir de rosa, convocam panelaços, twitaços, marcam novos atos forabolsonaro como se isso fosse zerar a fome, o desemprego, a dominação imperialista, a submissão ao capital financeiro, o avanço da indigência social, tudo sob o glacê da conciliação de classes, da defesa das reforminhas burguesas, e quem defende isso defende a nossa morte e não a do capitalismo.

Observatório Proletários BR

domingo, 28 de junho de 2020

FORA BOLSONARO VIRALIZA * Antonio Cabral Filho / Rj

FORA BOLSONARO VIRALIZA

Demos a partida. Agora, é só manter o ritmo. Precisamos elaborar um calendário de ATOS FORA BOLSONARO, de preferência mundial. Se possível, melhor, mas pelo menos nacional. Para isso nos colocamos ao dispor dos interessados, da militância, das forças políticas, das entidades da sociedade civil e das lideranças. Sejam todos bem vindos!!

&
&
*
Brasília-DF
*
CORONEL FABRICIANO-MG
***

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Cai Fora Bolsonaro * Observatório Proletários - BR

CAI FORA BOLSONARO
e leve o Mourão de quebra
ACESSE A PROGRAMAÇÃO
**************************
*********************************
********************************
OBSERVATÓRIO PROLETÁRIO BR

segunda-feira, 22 de junho de 2020

A Música Derruba Ditadores * Observatório Proletários - BR

Hino Fora Bolsonaro
Fora com Jair
Rogério Silva( cantos e compositor) 
e Namir Martins
Hino Fora Bolsonaro
Namir Martins 
Coletivo Desmascarando o Bozo Já!
A músicas, bem como todas as Artes, sempre derrubaram ditaduras. Não vou remontar a longos tempos, mas gostaria de sugerir a quem nunca cantou CAMINHANDO, de Geraldo Vandré, MARIA MARIA, de Milton Nascimento, CONSTRUÇÃO, de Chico Buarque, que faça esse exercício para aquecer a memória e constatar a força que a música em geral e em especial, a brasileira, tem na construção de novos valores. 
Por incrível que pareça, seja em forma de paródia ou criações próprias, a música brasileira vem nos oferecendo belos momentos. E assim, de canção em canção, vamos despertando as consciências para a necessidade da cidadania, do respeito aos direitos humanos, da liberdade, da solidariedade, dos repeito mútuo e da proteção aos direitos fundamentais dos trabalhadores e dos setores sociais menor favorecidos.
Até uma bem zombeteira CANETA AZUL, do Manoel Gomes, contribui para desmoralizar o imundo chefe da familícia lá no planalto.
***

sexta-feira, 19 de junho de 2020

FORA FASCISTAS * Torcidas Organizadas RJ

ENFRENTAR O FASCISMO/RACISMO

TAMBÉM É ATIVIDADE ESSENCIAL


Nós torcedores dos coletivos abaixo-assinado vimos denunciar e repudiar de forma veemente o desrespeito à vida que significa o retorno do futebol no Rio de Janeiro.


Amamos o futebol, mas amamos primeiramente o respeito à vida.


Diante dos números impressionantes de infectados e mortes que estão ocorrendo e de forma crescente em nossa cidade e estado, não nos calaremos e por isso estamos nas ruas.


O governo Bolsonaro também é cúmplice desta decisão de retornar o futebol em período de crescimento da pandemia. Na verdade Bolsonaro é o impulsionador desta postura de desrespeito às normas preconizadas por cientistas, especialistas e principalmente pela Organização Mundial de Saúde - OMS.


A atividade de hoje nas imediações do Maracanã, quando ocorre a partida entre Flamengo e Bangu, é unitária e congrega torcedores de seis clubes, flamenguistas, vascaínos, tricolores, botafoguenses, banguenses e americanos. E essa unidade é uma evidente demonstração de que o clamor por respeito à vida transcende a questão da paixão clubística individual de cada um.


FORA Bolsonaro!

FORA Witzel!

FORA Crivella!

VIDAS NEGRAS IMPORTAM!!

FORA FASCISTAS!!

CHEGA DE MORTES!


*Vascaínos de Esquerda, Democracia Rubro-Negra, Tricolores de Esquerda, Resistência Rubro-Negra, Botafogo Antifascista, Esquerda Rubro-Negra, Comuna Rubro-Negra, Castores da Guilherme, Vasco Comunista, Bolch Fla e AnarcomunAmérica*.

***

quinta-feira, 18 de junho de 2020

ATO MUNDIAL STOP BOLSONARO / MOURÃO * Observatório Proletários - BR

ATO MUNDIAL STOP BOLSONARO
ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!!
REVOGAÇÃO DAS PRIVATIZAÇÕES
REVOGAÇÃO DAS REFORMAS
 TRABALHISTA  E PREVIDENCIÁRIA
NENHUM DIREITO A MENOS
!!!

terça-feira, 16 de junho de 2020

A União é o Único Caminho * Comitê Mundial Stop Bolsonaro

A união é o único caminho
Comitê Mundial Stop Bolsonaro


A idéia de fazer um ato internacional unificado voltou com toda força em Fevereiro de 2020, sim, porque na verdade queríamos Bolsonaro e Mourão fora desde que eles foram eleitos com as fakenews que plantaram. 

Desde que ganharam as eleições, explodiu o o desmatamento, o assassinato de indígenas, negros, mulheres, gays e líderes populares, o ataque sistemático, a cultura, a educação, o aumento da precarização do trabalho, a estagnação da economia, e volta que voltou a rondar milhões de famílias no Brasil, e aos mesmo tempo, aumentou a truculência dos apoiadores do presidente, que tem ao seu lado, milícias, militares e policiais violentos e gananciosos, saudosos da ditadura e as pessoas mais ignorantes, desumanas e mesquinhas desse país. 

A receita da ideologia bolsonarista agudizou a crise politica brasileira, se não forem contidos a tempo, o país viverá em caos e miséria por décadas e tornará a vida de todos nós um pesadelo, e desde já coloca nossa vida e a de nossos filhos em risco. 

Mas veio o carnaval e o vírus, o ato teve que ser adiado, agora basta! Entendemos que não podemos mais protelar nosso protesto sob pena de se o fizermos, não restar mais Brasil para salvar das garras do monstro do planalto. 

Somos cidadãs e cidadãos brasileir@s e de outras nacionalidades de vários cantos do mundo, contamos com o apoio de grupos de direitos humanos, coletivos pela paz e pela democracia, partidos, sindicatos, líderes populares e religiosos. 

Estamos do lado certo da história e não descansaremos enquanto não derrubarmos a chapa Bolsonaro/Mourão e conseguirmos de volta todos nossos direitos sociais, humanos, ambientais, trabalhistas e econômicos que foram roubados pelos governos Temer e Bolsonaro.


Comitê Mundial Stop Bolsonaro

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Comitê Lula Livre Madrid * Observatório Proletários - BR

COMITÊ LULA LIVRE MADRID
Comitê Lula Livre Madrid
https://www.facebook.com/Comité-Lula-Libre-Madrid-351408998804799/
Grupo Facebook Comitê Lula Livre Madrid
https://www.facebook.com/groups/947589942258675/
Com Luiz Marinho, 
na entrega do Prêmio Nícolas Salmeron, 
dedicado ao Presidente Lula.
Festa do Partido Comunista Espanhol
VÍDEO 1º ANIVERSÁRIO
 
DO COMITÊ LULA LIVRE MADRID

Comitê Lula Livre de Madrid comemora

seu 1º Aniversário durante confinamento


As crianças espanholas, que fizeram aniversário a partir da segunda quinzena de março, não puderam fazer festa para comemorar a data. Nos condomínios com pátio interno os aniversários eram avisados pelos grupos de WhatsApp dos vizinhos, que aproveitavam pra cantar parabéns quando todos saiam às janelas para aplaudir o pessoal da Saúde, às 20:00 horas. Depois os pais mandavam um vídeo da criança agradecendo a vizinhança e todo elogiavam. Foi a maneira que encontraram para dar certa alegria aos aniversariantes e sobretudo um comemoração, afinal “commemorare” vem do latim, “com” em comum, “memorare”  trazer à memória, ou seja, lembrar juntos. 


O Comitê Lula Livre de Madrid

(https://www.facebook.com/Comit%C3%A9-Lula-Libre-Madrid-351408998804799/)


fez seu 1ª Aniversário também em pleno confinamento, o Ato seguido de festa que estavam agendados há tempos, foram cancelados.

A ativista Renecéya de Mello

(https://www.facebook.com/reneceya),


integrante do comitê, conta que aprendeu a editar vídeos por isso, ela não queria que a data passasse em branco, por isso editou um vídeo com os melhores momentos durante este primeiro ano de luta, mas a coisa não parou aí, depois do vídeo editado veio outra idéia, a de editar um vídeo com pessoas parabenizando o Comitê.


 Assim foi como chegaram os parabéns. Primeiro foi de coletivos migrantes na Espanha, depois de lideranças políticas dos principais partidos progressistas da Espanha e, para terminar este tão grande reconhecimento por um ano de aguerrida luta, chega também as felicitações brasileiras.


Os votos de felicidades chegavam com frases de ânimo, sempre acompanhadas de uma palavra de ordem reclamando justiça para o ex-presidente Lula.

Quem quiser ver os vídeos na íntegra, basta olhar o presente de aniversário que o Comitê ganhou, isso mesmo, porque com tantos vídeos de felicitações, nada melhor que um

Canal de YouTube

(https://www.youtube.com/channel/UCNzDH4VCaccjdGXWt5eXGvw?view_as=subscriber),


onde estão todos os vídeos, inclusive o da campanha de prevenção à Covid-19, feito com a participação de integrantes do Comitê. 

Aqui trazemos um “pot-pourri” dos votos de felicidades, com uma felicitação especial do artista revelação do mês, Belinho da Silva, o cearense que ficou conhecido nas RRSS por causa da sua paródia


Faroeste caos Bozo

(https://www.youtube.com/watch?v=mGjDmrs2NxE&t=27s).


(Texto, fotos e videos: Reneceya Mello )

 ***