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quinta-feira, 3 de junho de 2021

FORA BOLSONARO É TUDO? * Observatório Proletários/BR

 FORA BOLSONARO É TUDO?

"Ser ou não ser, eis a questão

William Shakespeare"


A frase acima, muito mais do que uma simples frase, é uma proposição e nos convida a nos questionarmos se aquilo que fazemos possui alguma perspectiva. Tomo-a como mote para convidar os distintos amigos a pensar politicamente as palavras de ordem levantadas pela conjuntura brasileira de 2016 em diante.

Vamos pensar um pouco: no auge do golpe pt&cia diziam "não vai ter golpe" e assim ninguém foi pra rua denunciar nada, contando inclusive com a conivência do capitão-mor lula e levar uma cusparada do imperialismo pela cara; nesse ínterim, o Pentágono, a CIA e o empresariado articularam livremente até concluírem que para dar o golpe, bastaria inventar um IMPEACHMENT contra dilma, a pretexto de pedalada fiscal. Mais uma vez, pt&cia se mantiveram omissos. Logo a seguir, se deram conta de que a armação vinha do Temer, um peixe miúdo a serviço do capital, e inventaram o FORA TEMER, que resultou em nada, mais a prisão do lula. Aí alguém esperava que saísse alguma disposição de luta, calcada na mobilização pela soltura do "maior líder operário da atualidade", mas para surpresa de todos, nada além de vigília mais vigília na porta da PF em Curitiba, sem nada para mexer no mar de lama. Chegam as eleições 2018, com o pt balangando pra direita e se apresentando como "pt paz e amor" embalado por Haddad. Este todos sabem que é o psdb do pt: além de insosso é inodoro. Serviu de poste para bolsonaro mijar. No entanto, o pt só não se saiu pior da eleição graças ao trabalho de segmentos deslocados do foco fascistizante empreendido pelas elites junto à mídia. 

...e bolsonaro passou a boiada. Uma vez empossado, institucionalizou-se a fanfarra, a "era dos milicianos" no poder, corrupção desenfreada, delinquência acima de tudo bolsonaro acima de todos, hordas de bolsonaristas matando indefesos país a fora e justiça nada... 



Sequer a justiça advinda das lutas sociais, omissão total das camadas opositoras ao bolsonarismo, inclusive da "oposição pt&cia. Essa fica fazendo cena na câmara federal e no senado e recebendo os dividendos das nossas desgraças. Mas busca se salvar às custas de mais palavra de ordem, agora FORA BOLSONARO. Esta acaba de ser resgatada dos escombros da conciliação de classes comandada pela dita esquerda nos atos de dia 29 de maio. Para requentar a programação oferecida a seu gado, criaram a CPI DO CORONA, com shows emocionantes de patifaria. Agora querem que todos engulam o engodo como panaceia para a desgraceira geral. A quantia de mortos pela pandemia não passa de uma cena para elevar as emoções no cotidiano de tanta gente humilde. 

Para se tingir de rosa, convocam panelaços, twitaços, marcam novos atos forabolsonaro como se isso fosse zerar a fome, o desemprego, a dominação imperialista, a submissão ao capital financeiro, o avanço da indigência social, tudo sob o glacê da conciliação de classes, da defesa das reforminhas burguesas, e quem defende isso defende a nossa morte e não a do capitalismo.

Observatório Proletários BR

terça-feira, 18 de maio de 2021

Saludos Jesus Santrichi ! Venceremos!! * Observatório Proletários / BR

 SALUDOS JESÚS SANTRICH ! VENCEREMOS!!


Informamos a Colombia y al mundo con dolor en el corazón, la triste noticia de la muerte del comandante Jesús Santrich, integrante de la Dirección de las FARC-EP, Segunda Marquetalia, en una emboscada ejecutada por comandos del ejército de Colombia el 17 de mayo.

Entrevista com Jesús Santrich
*

Sucedió en la Serranía del Perijá, zona binacional fronteriza, entre El Chalet y la vereda Los Laureles, dentro de territorio venezolano. Hasta ese lugar penetraron los comandos colombianos por orden directa del presidente Iván Duque. La camioneta donde viajaba el comandante fue atacada con fuego de fusilería y explosiones de granadas. Consumado el crimen, los asesinos le cercenaron el dedo meñique de su mano izquierda. Unos minutos después, cerca del lugar, rápidamente, los comandos fueron extraídos en un helicóptero de color amarillo rumbo a Colombia.


A su familia, nuestras más sentidas condolencias. Los acompañamos en su desolación infinita y en la tristeza que embarga su alma. Santrich cayó libre; libre como quería. Libre soñando la Nueva Colombia en paz completa, con justicia social, democracia y vida digna para su gente, para los pobres de la tierra, los excluidos y discriminados, y la población inerme por estos días atacada brutalmente por el ejército y la policía en las calles por orden de la monstruosa tiranía de Duque y Álvaro Uribe. Ha partido Santrich hacia la eternidad con todas sus luces encendidas, con la visión geopolítica de Bolívar y Manuel soñando la victoria de la unidad, la hermandad y la solidaridad de los pueblos del continente.


La noticia de la muerte de Santrich no salvará al arrogante tirano Iván Duque de la ira popular desatada. Al pueblo colombiano movilizado desde hace 20 días en protesta permanente contra el mal gobierno, le pedimos, en homenaje a Santrich, no aflojar en su justa lucha y a lanzarse con todas sus fuerzas a derrotar a este maldito régimen que nos está exprimiendo hasta el alma. Lo llamamos a Seguir peleando en las calles hasta tener un nuevo gobierno del pueblo y para el pueblo, más humano, que piense en la dignidad de la gente y no solo en acrecentar los privilegios de las oligarquías, un gobierno sin corruptos ni ladrones del Estado, como lo quería el comandante caído en la lucha.


Salud por los que han partido, pero que siguen con nosotros, como Jesús Santrich, el hombre que luchó de manera consecuente por una paz para Colombia sin traiciones y sin perfidia.

Pueblo colombiano, por la victoria, A LA CARGA!


FARC-EP


Segunda Marquetalia          


Mayo 18 de 2021

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A América Latina no olho do furacão * Roberto Bergoci / SP

A América Latina no olho do furacão

o agravamento da crise orgânica do capital na raiz da nova onda golpista em nosso continente

(Artigo escrito por Roberto Bergoci  para Conaicop BR em 03.01.2020)

A América Latina no olho do furacão: o agravamento da crise orgânica do capital na raiz da nova onda golpista em nosso continente.

 Toda análise mais profunda, que envolva a totalidade do modo de produção capitalista, tem chegado a conclusões de que, tal regime entrou num longo período de declínio, crises constantes e regresso civilizacional. A crise profunda que hora vivenciamos na América Latina é um momento dessa totalidade, manifesta em uma de suas cadeias mais débeis, que é justamente o capitalismo dependente. Sem uma compreensão desse fenômeno em seu conjunto, fica impossível entendermos o que de fato nos atinge  em Nossa América.
 A crise contemporânea que abala a sociedade burguesa em seu conjunto, possuí um caráter dialético, pluri causal, como nos ensina Marx em seus três livros que compõem  O Capital: neste processo, vemos a combinação e ação recíproca influir uns sobre os outros, os problemas estruturais que envolvem o modo de produção capitalista, como superprodução, queda das taxas de lucro, sobre acumulação, financeirização, etc;  em suma, a manifestação da crise de valorização do capital em sua organicidade. Este processo se torna ainda mais dramático, sobretudo pelo fato de que, uma das características do capitalismo atual é ter entrado numa fase de completo amadurecimento e mundialização, onde deslocou já para quase toda parte do globo terrestre suas contradições, como já teorizado por Rosa Luxemburgo em seu importante livro “Acumulação de Capital”.
 Na verdade, como disse o economista marxista Robert Kurz em um de seus escritos: “Desde meados dos anos 1970 se multiplicam os sinais de uma séria crise da reprodução do sistema mundial produtor de mercadorias. Taxas declinantes ou estagnadas; desemprego em massa e ‘estrutural’ crescentemente desacoplado dos ciclos conjunturais tanto nos países desenvolvidos da OCDE quanto na periferia do mercado mundial [...] Tudo isso, por sua vez, é superposto pela cada vez mais ameaçadora crise do ecossistema em escala planetária: do “buraco na camada de ozônio” à destruição das florestas tropicais da África e da Amazônia, da propagação das zonas desérticas à contaminação das cadeias alimentares, da destruição dos sistemas ecológicos internos como os do Mar do Norte, dos Alpes e do Mar Mediterrâneo até a irreversível contaminação dos solos e da água potável etc.” (Robert Kurz, “A Crise do Valor de Troca”). Dessa forma, em concordância com outros importantes autores marxistas da contemporaneidade, podemos perceber que a atual crise, ao contrário das anteriores correspondentes ao capitalismo em sua fase de ascenso, atinge a totalidade  do regime burguês.
 O pensador revolucionário István Mészáros ensina que: “[...] a crise do capital que experimentamos hoje é fundamentalmente uma crise estrutural. Assim, não há nada especial em associar-se  capital a crise. Pelo contrário, crises de intensidade e duração variadas são o modo natural de existência do capital: são maneiras de progredir para além de suas barreiras imediatas e, desse modo, estender com dinamismo cruel sua esfera de operação e dominação.”(István Mészáros, “Para além do Capital”). E um pouco mais à frente Mészáros explicita a singularidade da atual crise  que, segundo ele, possui um caráter universalizante, atingindo todas as esferas da reprodução social.
 Pedindo já perdão ao leitor pelas longas citações-- que ao nosso juízo são essenciais para uma melhor compreensão do que ocorre na América Latina, tema de nosso texto--  segue Mészáros: “A novidade histórica da crise de hoje torna-se manifesta em quatro aspectos principais:
    (1) Seu caráter é universal, em lugar de restrito a uma esfera particular (por exemplo, financeira ou comercial, ou afetando este ou aquele ramo particular de produção[...];
    (2) Seu alcance  é verdadeiramente global (no sentido mais literal e ameaçador do termo), em lugar de limitado a um conjunto particular de países (como foram todas as principais crises do passado);
    (3) Sua escala de tempo é extensa, continua, se preferir, permanente, em lugar de limitada e cíclica, como foram todas as crises anteriores do capital;
    (4) Em contraste  com as erupções e os colapsos mais espetaculares e dramáticos do passado, seu modo de se desdobrar poderia ser chamado de rastejante, desde que acrescentemos a ressalva  de que nem sequer as convulsões mais veementes ou violentas  poderiam ser excluídas no que se refere ao futuro: a saber, quando a complexa maquinaria agora ativamente empenhada na ‘administração da crise’ e no ‘deslocamento’ mais ou menos temporário das crescentes contradições perder sua energia.”(Idem).
Pensamos que no geral, este seja o caldo de cultura do atual período de instabilidade e golpes de Estado envolvendo praticamente todos os países latinoamericanos. Isso não exclui, pelo contrário, se combina dialeticamente com as características próprias dos países em nosso continente, marcados pela dependência e subdesenvolvimento, tornando dessa forma os efeitos da crise orgânica do capitalismo mundial muito mais perversos em nossa Grande pátria.

Instabilidade, golpes e geopolítica do caos: a América Latina e o imperialismo diante da crise estrutural
 Nesta nova etapa do capitalismo mundial, marcado pela hegemonia  do capital financeiro fictício, o padrão de acumulação que caracteriza os países latinoamericanos é justamente o neoliberalismo.  O padrão de acumulação neoliberal é em si, a expressão da crise da produção de mais-valia, como consequência dos processos de intensificação da automação industrial poupadora de trabalho vivo, humano, o que Marx conceitualizou como o aumento da composição orgânica do capital.
 O regime neoliberal de acumulação trás em seu bojo, o incrível incremento da superexploração dos trabalhadores, desemprego crônico, recrudescimento da transferência de valor e de riquezas dos países dependentes para as metrópoles imperialistas, pauperismo absoluto das massas trabalhadoras e das classes médias, intensificação da marginalização e “lupenização” de vasta parcela das massas populares e etc.
 A América Latina vive entre os fins dos anos 1980 e inicio dos anos 1990, sua primeira onda neoliberal. Na época, o continente estava marcado pela crise da divida, fuga de capitais, desinvestimentos, grande estagnação econômica e etc. O imperialismo estadunidense e toda gangue representante do grande capital financeiro internacional e sua imprensa, aliados das oligarquias latinoamericas, viam sérios riscos quanto às suas condições de lucros e espólio. Nascia assim o famigerado Consenso de Washington, pilar da generalização neoliberal-neocolonial em nossa região.
 Este período se caracteriza entre outras coisas pelo assalto descarado aos ativos estatais por parte das multinacionais, através das privatizações. Boa parte das conquistas sócias foram destruídas pela via das “reformas estruturais”: trabalhistas, previdenciárias, etc. Saindo dos sanguinários regimes militares, o continente foi dominado pela ditadura do “deus” mercado, onde nossos povos eram literalmente imolados nesse altar da barbárie.
 Não tardou para que as revoltas operárias e populares colocassem um duro freio a esse genocídio social. Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador entre outros países, foram sacudidos por  verdadeiros processos de insurreições e\ou explosões sociais, derrotando duramente os governos títeres da Casa Branca.  Na sequencia, o continente  hegemonizado politicamente pelos governos nacionalistas burgueses, colocaram certo freio nas políticas neoliberais. O crescimento da economia mundial no período, sobretudo a ascensão da China como importante ator e  importador de matérias primas, estimulou a valorização dos produtos agrominerais, importante base de exportação de nossas economias dependentes.
 Tal conjuntura “favorável”, permitiu relativa melhora  nas contas externas de nossos países, transformados em importantes concessões aos povos trabalhadores e a pequena burguesia. No entanto, os pilares da dependência e do subdesenvolvimento jamais foram tocados pelos chamados governos “progressistas”. A submissão aos imperativos da divisão mundial do trabalho, a superexploração da força de trabalho, a crônica transferência de valor e riqueza para os países imperialistas não foram revertidos, apenas “aliviados”. Em suma, as relações de exploração e opressão se mantiveram com algum freio, mas em essência continuamos sendo países dependentes.
 A América do Sul em particular, se distanciou relativamente do Consenso de Washington, criando a ALBA, ou fortalecendo outros fóruns de integração regional como o Mercosul. Além disso, houve no período uma importante aproximação de países adversários dos EUA no âmbito geopolítico como Rússia e China, além da constituição dos BRICS e sua relação com a América Latina, que na prática, embora sua moderação, afrontava na região a odiosa hegemonia da Casa Branca.
 De forma muito sumária, podemos afirmar que tais fatores, conjugados  com a explosão em 2007-2008  de mais um momento da crise estrutural do capitalismo mundial, foram determinantes para por fim ao período que se inicia no começo dos anos 2000 em nosso continente, abrindo assim as condições objetivas para a atual quadra de barbárie em nossos países.
O neocolonialismo imperialista e o Ascenso do fascismo
 A América Latina vive atualmente um período de grande turbulência e caos econômico, político e social. A intensificação da crise mundial capitalista é a base do recrudescimento de todas as contradições que envolvem o capitalismo dependente.
 A burguesia imperialista e seus sócios menores na America latina tem levado adiante, como resposta à crise, uma verdadeira reestruturação do capitalismo em nosso continente: as formas políticas e jurídicas sustentáculos dos regimes políticos, estão sendo transformadas, “adaptadas” dialeticamente às novas necessidades de acumulação. Podemos dizer que um “novo” patamar de acumulação, baseado num grau muito mais intenso de superexploração e dominação neocolonial, esta sendo gestado em toda a América Latina.
 Fatores geopolíticos de primeira ordem também influem neste processo. A esse respeito, o imperialismo leva adiante uma verdadeira batalha de vida ou morte para minar a influencia de Rússia e China na região e estabelecer sua “nova” doutrina Monroe, através da dominação do Spectro Total, como dizia Moniz  Bandeira . A luta pela sua hegemonia incontestável, pelo controle ferrenho de fontes de matéria prima e energéticos no continente, além da dominação de importantes reservatórios de água potável, são a base da atual ofensiva imperialista contra a América latina.
 Semelhanças com o que fizeram no Oriente Médio não é mera coincidência: Washington tenciona trazer o caos planejado para a nossa região, através das chamadas “guerras hibridas”, ou seja, a intensificação de conflitos irregulares e indiretos, como tem demonstrado o importante  estrategista  Andrew Korybko. O papel desempenhado por exemplo, das igrejas neopentecostais nos atuais golpes de Estado no continente, em muito se assemelham as atuações fundamentalistas dos wahabitas sunitas  islâmicos no Oriente Médio.
 A militarização da região e o ascenso de agrupamentos fascistas tem sido outro instrumento mobilizado pela Cia e Mossad atualmente. Para levar adiante a espoliação radical de nossos povos, o grande capital imperialista tem de lançar mão de seu reservatório fascista contra as organizações de luta da classe trabalhadora  e quebrar a resistência das massas.
 A política de roubo e pilhagens do capital financeiro atualmente na America latina, somente pode ser conseguido até suas últimas consequências, através do terrorismo de Estado. O narco Estado colombiano é um modelo que os imperialistas planejam generalizar. O crescimento das milícias bolsonaristas no Brasil, suas relações com o narcotráfico, com as Policias Militares e com o alto Comando das Forças Armadas é sintomático disso. As repressões selvagens contra as massas no Chile e na Bolívia pelos golpistas fascistas, também são exemplos do que pode se generalizar no continente, tendo como caldo de cultura a intensificação da crise de dominação burguesa.
A América Latina Resiste!
 Os povos latinoamericanos resistem bravamente  aos bárbaros ataques das burguesias nativas e do imperialismo. Os trabalhadores chilenos são um exemplo a ser seguido por nossos povos. O recrudescimento das mobilizações contra o carniceiro Sebastian Piñera tem colocado a burguesia pinochetista chilena contra a parede e promovido uma verdadeira crise de dominação no país.
 O povo boliviano, como em outros momentos históricos se levanta contra o golpismo em seu país. Os golpistas lupens, verdadeiros peões da Casa Branca, Jenine Áñez, “Macho” Camacho e toda a quadrilha que usurparam o governo boliviano tem de promover um genocídio de fato contra as massas, para garantir o roubo mais vil à nação em favor do capital estrangeiro.
  Equador, Haiti e Argentina, dão mostras das tendências revolucionárias do povo latinoamericano no próximo período.
 No Brasil, a classe trabalhadora deste país precisa entrar em cena e por abaixo a gerencia entreguista do bandido miliciano Jair Bolsonaro. Os trabalhadores brasileiros podem desestabilizar o jogo de forças na região e arrastar a America latina para um grande ascenso antiimperialista revolucionário; para isso precisam romper a camisa de força de suas direções hegemônicas, comprometidas com a estabilidade do regime burguês decadente.
 De qualquer forma, não há no próximo período, qualquer sinal de recuperação consistente da economia capitalista. Pelo contrário, o que se vê no horizonte é o aprofundamento da crise estrutural e das consequentes turbulências políticas, que podem de fato generalizar na America Latina, a crise de dominação das burguesias nativas, fator que põe na ordem do dia a luta anti imperialista e a revolução socialista continental, em direção a Grande Patria Latinoamerica Socialista!

(Publicado no blog da Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT)

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sábado, 15 de maio de 2021

Una carta para Puerto Resistencia * William Ospina/Colombia

 UNA CARTA PARA PUERTO RESISTENCIA

William Ospina/Colombia
-Escritor y poeta-




Estuvimos juntos siempre pero solo ahora estamos juntos. Siempre nos conocimos y apenas empezamos a conocernos. ¿Quiénes son estas muchachas y estos muchachos firmes y conmovidos que nos hablan por primera vez? Son los que fuimos, sueñan lo que soñamos, hacen por fin lo que siempre quisimos hacer. Están aquí desde hace siglos y sin embargo acaban de nacer, y por sus labios hablan estos mares, y por sus manos corren estos ríos, y son de todos los colores: han nacido en los valles, en las montañas, en los litorales, en las ciudades.


Son la voz de un país descubriendo su dignidad, reclamando por fin lo que le deben hace ya varios siglos; la patria que todos merecimos, la felicidad que nos robaron, los muertos que se llevaron los ríos, el pan que aquí no pusieron sino en unas cuantas mesas, la educación que les pintaron como un lujo cuando han debido dársela como el mayor derecho.

¿Qué es lo que quieren estos jóvenes? Pues lo que quiere todo pájaro: poder volar y cantar; lo que quiere todo río, poder seguir su camino; lo que sueña toda vida, celebrar el mundo, merecer un destino, disfrutar de este breve tiempo que nos dieron sin sentir ese regusto amargo de que la tierra es de unos cuantos, de que la vida verdadera es de unos pocos, de que tenemos que dejar morir las ideas en nuestras cabezas, el talento en nuestras manos y el amor en nuestros corazones,  porque el país es de cuatro dueños, porque los que tienen la tierra en vez de ponerla a producir la forran en alambre de púas, porque los que creen tener la cultura quieren guardarla en una caja fuerte.


¡Adelante, los hijos de una edad más orgullosa y más valiente! Ustedes lo merecen todo: no se conformen con migajas. El Estado ha dicho que les va a ofrecer educación superior gratuita. Tal vez sea una buena decisión, pero no es suficiente. Si muchos jóvenes no han podido siquiera terminar su bachillerato, ¿cómo podrían entrar a la universidad aunque no les cobren matrícula? Muchos no tienen qué comer en sus casas, y muchos tienen incluso hijitos qué mantener.

Es ya la educación lo que debe cambiar. Hemos visto muchos graduados de la universidad que ni siquiera así encuentran un lugar en la sociedad, y muchos tienen que irse a buscar en otra parte lo que su país debió darles. Aquí no bastan ya los títulos: necesitamos un país que ofrezca alternativas, que valore el talento, que esté hecho para engrandecernos y no para este desprecio cotidiano.

Pero solo es así como cambian los tiempos: cuando cada quien sabe lo que vale y ya no se resigna simplemente a pedir sino que exige, sino que propone e impone los cambios.


Alguien creerá que es mucha gracia no cobrarles por aprender. Yo digo que la sociedad debería pagarles por aprender. Permitirles ser médicos, ser ingenieros, ser matemáticos, ser químicos, ser arquitectos. Pero tener también, mientras estudian, salud, ingresos, tiempo libre, lo que algunos siempre tuvieron y aquí las mayorías no tuvieron nunca.


Ustedes ya han comprendido qué gran país podríamos llegar a ser si se cultivara nuestro talento. Y si la educación es la mejor inversión de un país ¿por qué habría que pagar tanto por ella? El país debe invertir en sus jóvenes, no solo en algunos, en todos, y no dejarlos abandonados en las fronteras del peligro y de la muerte, y permitirles que cada quien atienda su vocación: ser también empresarios, artistas, agricultores, artesanos, comerciantes, músicos, inventores.


Hay cosas que se aprenden en las aulas, hay otras que se aprenden en las calles, hay otras que se aprenden en las selvas. Que el país abra sus salones de montes y de ríos, de mares y llanuras, allí donde hay que aprender ahora las ciencias más necesarias: cómo curar el agua, cómo salvar el mundo, cómo producir alimentos orgánicos, comida sana, cómo cambiar las fuentes de energía, cómo proteger a las abejas y a los jaguares, cómo limpiar los ríos, cómo crear una economía justa, cómo hacer una industria que no contamine, una arquitectura que dialogue con la naturaleza y con el clima, cómo hacer ciudades bellas, amables con su gente.


No todas las profesiones están inventadas, el mundo nos demuestra que hay mucho qué crear, mucho qué transformar, una nueva manera de habitar en la tierra, y todo eso está brotando, y lo que ustedes hacen hoy, reclamar con valentía, luchar con firmeza, hacerse respetar de los poderes vanidosos y muchas veces corruptos, es parte de ese mundo nuevo que está naciendo.


No: no es solo Colombia lo que está despertando en Puerto Resistencia, y en todos los puertos resistencia que hay en el país: es un mundo nuevo, es el futuro que nos habían robado, es la alegría que nos prohibieron, es la solidaridad que nos negaron, es la esperanza inmensa para un planeta que se estaba cayendo a pedazos, y tal vez frente a ustedes hay unos muchachos con uniforme que saben que necesitan el mismo futuro.

Es la certeza antigua de que la voz del pueblo es la voz de Dios, y que la juventud está más cerca de la naturaleza y es la mejor aliada de la vida. Es la prueba de que el vigor, la belleza y la alegría  son dones que la vida le ha dado a la especie para que sepa renacer a tiempo de sus cenizas, para que invente una vez más el mundo.

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

DUQUE CHAO DUQUE CHAO * Luis Alberto Ramirez/VEN

DUQUE CHAO DUQUE CHAO

Una mañana he despertado, 

Y Duque chao, Duque chao... 


Luís Alberto Ramírez / VEN



I

La Policía Nacional de Colombia, se unio al paro nacional, con la letra de los partisanos "bella ciao, bella ciao". No es "realismo magico" a lo Grabiel Garcia Márquez, es " lucha de clases, un dia se nos revela como "Cuestión de vida o muerte" y de repente es bella.  Así Colombia deja de ser el Macondo lacónico de "Cien años de Soledad", para convertirse en la sociedad más agitada del continente, el volcán hace erupciónes y la lava  empezó a quemar  lo anticuado, lo caduco y detestable. 


II. 

Si ústed desconocía como cambia la historia, de un día para otro, aquí ésta esta la evidencia. : ¡ al rojo vivo!, como efecto  de la lucha de clases, colombia es otra. 


Hasta el dia 07 de mayo la policia nacional de colombia encarno la represión, el dia 08 habia sentido la necesidad  de despojarse de ella.


Reprimir para los oficiales se había convertido en un acto tan irracional que decidieron no seguir representando a logica represiva del gobierno,  lo irracional es ahora ser la representante del gobierno y  lo racional luchar por la colombia herida.  


El espíritu de Colombia nación, ha sido provocado por "la lucha de clases" y ha llegado para enaltecer a la madre que llora a sus hijos. 


La policia nacional de colombia, se ha unido al

"bloque social de la clases oprimidas" , como hace 150 años la guardia Nacional francesa se unio a los obreros de la comuna de paris en en el año 1871. 


III. 

Desde la primavera árabe - 2010-, las multitudes en las calkes se han convertido, en el fantasma contemporáneo  de la burguesía mundial. En las formaciones históricas y sociales, de Américalatina en donde se cruzán  tanto "los males que entraña el desarrollo de la producción capitalista, como su falta de desarrollo"(Marx), ella se ha convertido en un lugar común.


 La "multitud" se constituye como sujeto  revelandosé contra "la soberanía del capital", representada por él gobierno - estado. 


Pero a diferencia de Santiago chile 2020, Perú 2021, Ecuador y bolivia y mexico la lucha de clases en colombia,  ha logrado fracturar el dominio de los oligarcas sobre él campo político del estado y mucho menos parafraseando la canción internacional de los partisanos y de los comunistas contra el Fascismo en la Italia de mussolini, de franco en España y Alemania. Aquí, su originalidad, la comuna de la "Marquetalia" rasga la puerta de la historia. 


IV. 

El 05 de mayo se incorporarón camiones cargado de  paramilitares, sus   operaciones han sido  rapidas para no dejar rastros, los desarmados van corriendo tras sus propias balas y los civiles caén y cuando no la sangre de la multitud se ve, en cada calle, en cada escalera  la gota  de la sangre derramada.


 Es éste hecho el que provoca la fractura en los mandos militares y policías, antes de atarse a las botas de los generales colombianos, es orden de la conciencia moral Repúblicana, ¡ El imperativo moral!. 


V.

Ya para el 04 de mayo las movilizaciónes en la ciudades había cambiado la arquitectura urbana con el levantamiento de  barricadas, cuál mayo en rebelde francés de 1968. El despliegue de la policía nacional sobre los manifestaciones, revelo dispersión en la ofensiva de ataque, ocurre él temor de afectar a conocidos. 

los policías hacen vida  entre las urbanismos y barrios, en ciudades principales. La debilidad de los represores, explica la desición posterior del alto mando civil y militar, de ordenar la de presencia de paramilitares, extraidos de las cárceles y en ese orden la represión se convirtió en una carnicería. Desicion lapidaria, el palacio de Nariño esta siendo abandonado, y el barco se esta hundiendo. 


VI. 

Las operaciones militares al mando de generales, se mezclaban con la actuación policial y de civiles para policíales. Un general en el campo de las operaciones militares admitio el uso de tanques, helicópteros y fuerza de infantería sobre las manifestaciones urbanas. La presencia de barricadas en la ciudad de Cali y Medellín atemorizó a los mandos del estado e intentaron anular, el espiral de desobediencia, con bandas de paramilitares. 


VII. 

En Cali, Medellín y Bogotá el Cristo que ivá por las calles flaco y enclenque sé hizo "multitud". No fué la izquierda, no fué la derecha, és "la multitud", doblada en  movimiento como cúal río crecido. :¡la gente se autoconvoco!. La convocatoria de paro nacional, comenzó el 28 de abril y para el 04 de mayo las movilizaciónes en las calles heránse una alianza entre obrero-estudiantes campesina-indígena y trabajadores, un movimiento popular de las ciudades, en palabras de Antonio Gramsci el "bloque histórico", ésta en la calle. 


VIII. 

Como manadas de corderos, huyendo en los valles, se ven los ciudadanos en algunas  ciudades  colombianas. El helicóptero  sobrevuela  las casas de los barrios,  tan cerca que sus disparos perforan, su propia sombra. Es persecución, en caliente al estilo de la aviación militar Israelí, sobre civiles. 

Los ciudadanos indefensos, se tomaron de la manos, unos tras otro van como jabalíes para que regresen a los corrales, de sú "infierno social". La represión militar intenta evitar la potencia del volcán social, para que no terminen en una intifada con control territorial, en las calles de Medellín, Cali y Bogotá. 


IX. 

En Colombia la protesta social, se produce contra un aumento en los impuestos. El significado orgánico de la medida es, "un aumento de la  subsunción real de la 

sociedad bajo el dominio del capital" (Marx) o lo que es lo mismo los sujetos de las clases oprimidas ya no tienen posibilidades de garantizar las condiciones elementales de vida en la sociedad colombiana, mucho menos aumentando medidas de disciplinamiento fiscal. En este sentido el impuesto derrama los malestares sociales, que ya se venian acumulando por medidas que el poder del estado capitalista, viene aplicando en la organización del trabajo, del mercado, y al mismo estado, a fin de fortalecer el poder de clase del capital en las relaciones de propiedad  y producción y el poder del burgues en las relaciones de estado - sociedad. En ese sentido aunque el impuesto es la chispa, no se puede obviar el pasto seco acumulado en los campos de Calí, montañas de bogota y cerros medellin . La gestión capitalista de la crisis, tiene esa doble orientación. : Primero fortalecer el poder del capital en las relaciones de propiedad y producción, en segundo lugar fortalecer el poder del oligarca en el poder del estado. Y alli esta lo revolucionario del momento político, las fuerzas policiales dejaron de ser gendarmes y los oligarcas tiemblan. 


X. 

De un dia  para otro, se dió una voltereta a  la mesa del ajedrez, en el continente. El gobierno de Nariño ha entrado en una severa crisis y no hay forma de detener su caída. 


El problema para la gobernaza continental e imperialistas es como hacer para detener la agitación de las multitudes en colombia, y que no den un salto al continente. 


El movimiento popular colombiano movilizará "la democracia de la calle", para impedir que el momento de crisis, termine en profundizacion del autoritarismo de Estado, y de igual modo la oligarquía intentará cercar el aluvión revolucionario, a fin de debilitar "el potencial, de la crisis revolucionaria" en desarrollo. Las condiciónes de la economía mundial están provocando la emergencia, de su espectro. 


Siendo, ése él contexto de la crisis, que agita hoy a "Nueva Granada" estamos de entrada a un nuevo centro de la agitación revoluciónaria del continente. 


En ese sentido viene la pregunta de la geopolítica, como un estado con tamaño nivel  "crisis de gobernabilidad",  mantiene un container con la OTAN, el gobierno de Biden-USA en las riberas del apure. Solo en la imaginación de un  escribiente de tribunales, imaginandose  reportero de guerra, cúal novelista vietnamita en las riberas del Apure. 


¡La luchas de clase, cambia la historia y tumba las mesas de Ajedrez!. 


He dicho. 


Luis Alberto Ramírez. 

Puerto Cabello

09 Mayo 2021. 

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SOS COLÔMBIA * Observatório Proletários / BR

 SOS COLÔMBIA 

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