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segunda-feira, 7 de março de 2022

DIA INTERNACIONAL DA MULHER * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

LILYA BRIK - a mulher que deu rosto à Revolução Russa. Era namorada de Vladimir Maiakovski.

Este poema é para todas as mulheres que sofrem violências.E que lutam para vencer todos seus algozes, avante mulheres, mostrem suas forças! 

Mulheres de Aço


Um grito pela liberdade

Entre as correntes quebradas

Pelo preconceito,

Pela dor,

Pelo Ódio,

Quanto a alma pode ser humana?

Somos verdade! 

De um ócio

Que me prende a vida

Sem lamentações

Ou mentiras ressequidas

Quantas mulheres habitam em mim?

Somos todas uma só

Somos todas de Atenas

Somos todas prostitutas

Somos todas Marias

Quantos anéis tenho que passar?

Pela luta

Pela vitória

Pela resistência...

GENILDO MATEUS / RN

GUERREIRAS MULHERES!


Decididas mulheres

Que não se intimidam

Em romper barreiras

Que as limitam em guerra...


Mulheres cabeça pensante

Mulheres de fibra

Mulheres revolucionárias

Guerreiras mulheres...


Mulheres que rompem barreiras

Pra vocês mulheres de fibra 

Revolucionárias guerreiras

Pra vocês eu tiro o meu chapéu...


Mulheres que vão à luta

Por direitos sociais

Na luta igual aos homens

Não podem ficar pra trás...


As barreiras invisíveis

Que incutindo confundem

De longe elas avistam

Acelerando a luta aprofundam...


E partem para arrebentar

As barreiras imposta a elas

Elas têm forças para detonar

Detonando as impostas barreiras...


Junto aos homens

Na batalha lado a lado

Rompem as barreiras impostas

Sem medo de acelerar...


Mulheres que vão à luta

Por direitos sociais

Na luta igual aos homens

Não podem ficar pra trás!

 

São Luís – MA – 24 de Janeiro de 2022

José Ernesto Dias

terça-feira, 15 de setembro de 2020

COMUNICADO FRT/BR

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES / FRT/BR 

Comunicado

É com imensa honradez e satisfação, que recebemos o convite militante, revolucionário, dos camaradas e irmãos que compõem a Plataforma da Classe Operária Anti-imperialista, entre estes estimados, estão os companheiros do Partido Socialista Único da Venezuela (PSUV) e da Central Bolivariana Socialista de Trabalhadores da Cidade, Campo e Pesca (CBST-CCP). Primeiramente gostaríamos de saudar vivamente a todos!

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores - Brasil, tem pleno acordo com o projeto de criação de uma organização internacional de combate ao imperialismo e seus lacaios em cada país. É patente e inegável que a besta imperialista, historicamente tem contado com verdadeiros serviçais e mercenários em cada país alvo de sua sanha criminosa e de pilhagens.

Com o avanço da chamada “globalização neoliberal”, que na verdade é expressão do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo mundial, o grande capital imperialista e seus representantes em cada nação, tem recrudescido de forma selvagem a ofensiva quase sem precedentes contra os povos.

A superexploração da força de trabalho em nível mundial; a destruição da seguridade social em diversos países; mercantilização de todas as esferas da sociabilidade humana; destruição ambiental e fome; as guerras híbridas e convencionais, e a pilhagem destrutiva contra povos inteiros, dão mostras cabais de que o regime capitalista, hegemonizado pelo imperialismo estadunidense, impõe uma verdadeira realidade de barbárie e ameaça à própria humanidade para manter sua sobrevida senil.

Os golpes de Estado de “novo” tipo, assentados nas chamadas “revoluções coloridas”, que tiveram como laboratório os países do Oriente Médio e Eurásia, conhecidas como “Primavera Árabe”, tem atingido de forma muito grave a América Latina. Haiti, Honduras, Paraguai, Equador, Brasil, Bolívia, Nicarágua e, sobretudo a Venezuela, foram ou estão sendo vítimas do avanço golpista e genocida por parte do imperialismo, que diante de sua grave crise, precisa urgentemente garantir áreas de exploração neocolonial e zonas de influência, aprofundando dessa forma o subdesenvolvimento de nossa gente.

Dessa forma, vemos que o avanço destrutivo por parte do imperialismo contra a classe trabalhadora e os países oprimidos em todo o mundo, ganha corpo e sincronia. O grande capital financeiro transnacional, responsável pelos profundos ataques neoliberais que tem gerado uma legião de miseráveis e famintos pelo mundo, somente pode ser levado adiante porque a burguesia internacional, embora as contradições em seu seio, se encontra “unificada” em torno de tal projeto anti-povo.

Para fazer frente a tal projeto imperialista de escravização global, o proletariado e os povos explorados e oprimidos do mundo precisam se lançar numa verdadeira empreitada de lutas revolucionárias internacionalmente. Na atual etapa histórica do capitalismo, marcado pela completa internacionalização das forças produtivas e sua profunda contradição com o sistema de Estados, somente a luta para além das fronteiras nacionais da classe operária, pode derrotar o imperialismo e as burguesias lacaias.

Ao nosso ver, o bastião da luta anti-imperialista atualmente é a pátria bolivariana da Venezuela. O exemplo revolucionário, combatente e solidário do presidente Hugo Chaves e de todo o povo Venezuelano, é um verdadeiro exemplo para os trabalhadores do mundo.

Não é à toa que a besta imperialista há mais de 20 anos tem sabotado e procurado aniquilar esse bravo povo de Bolívar e Chaves. Não conseguirão!

Organizar um fórum que possibilite articular, coordenar e dar estabilidade às lutas revolucionárias e anti-imperialista internacionalmente é talvez, uma das mais Hercúleas tarefas de nosso tempo.

É neste espírito internacionalista e revolucionário latino-americano, que a Frente Revolucionária dos Trabalhadores do Brasil, saúda com muito entusiasmo a iniciativa da Plataforma da Classe Operária Anti-imperialista. Desde já, nos colocamos à disposição dos companheiros e manifestamos nosso interesse em integrar a Plataforma, contribuindo desde nossas modestas, mas valentes forças. Saudações revolucionárias!

Viva o povo venezuelano! Viva a América Latina Socialista!

Roberto Bergoci. São Paulo, Brasil, setembro de 2020.

 

Frente Revolucionária dos Trabalhadores – FRT/Brasil

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Brasil rumo ao colapso e a necropolitica de Bolsonaro - FNMT.BR

Brasil rumo ao colapso e a necropolitica de Bolsonaro

O termo “necropolitica”, ou “política da morte”, foi popularizado pelo filósofo, historiador e professor universitário camaronês, Achille Mbembe, e designa sobretudo as formas de genocídio social por parte do Estado, contra o exército de reserva de trabalhadores considerados “sobrantes”, na ótica assassina da acumulação capitalista. Ou seja, estamos falando das parcelas mais empobrecidas da classe trabalhadora na contemporaneidade neoliberal, expulsas do mercado de trabalho pelos efeitos das revoluções industriais e tecnológicas e sem condições de serem inseridas produtivamente na lógica do capital em declínio, portanto, população “excedente”, de acordo com os critérios do “deus” mercado.
O avanço do vírus covd-19 no Brasil, que segundo o ministério da saúde já contagiou 30.425 e matou 1.924 pessoas, tem deixado escancarado até para os mais ingênuos, o real caráter genocida do capitalismo brasileiro, agravado pelo governo do proto-fascista Jair Bolsonaro. Na prática, a classe dominante brasileira, de passado escravocrata e abertamente criminoso, mantém intocado seu espírito tacanho, assassino e servil aos interesses do capital imperialista estrangeiro.
O governo Bolsonaro é a expressão mais acabada da burguesia semicolonial brasileira, que sacudida pelo terremoto da crise mundial do capitalismo e pelo avanço sem controles do vírus letal, planeja exterminar uma porção enorme dos seus escravos modernos, que podem ser substituídos nos armazéns do exército de reserva operário. O número de desempregados no Brasil atinge mais de 12 milhões de pessoas e os subempregados (desempregados disfarçados) somam mais de 38 milhões de seres humanos (G1, 31-03-2020).
A sabotagem contra o isolamento social devido ao coronavirus, levado adiante por Bolsonaro, significa que os capitalistas “brasileiros” preocupados com seus lucros, planejam um verdadeiro extermínio em massa da população. A troca promovida por Bolsonaro no ministério da saúde, substituindo seu ex-amigo Luiz Henrique Mandetta, pelo mercador de doenças Nelson Teich, sinaliza que nos próximos dias a quarentena pode ser afrouxada, o que se concretizada, resultará num colapso sanitário e social no país inteiro.
Nelson Teich, empresário do setor de saúde suplementar, possui grandes afinidades ideológicas com o capitão miliciano. Num vídeo no site Oncoguia de 2019, Teich deixa patente seu viés malthusiano, completamente alinhado com o que representa o governo Bolsonaro, quando discute sobre quem tem “direito a viver ou morrer” num sistema de saúde, de acordo com a lógica do dinheiro. Para Teich, diante de uma suposta situação envolvendo os cuidados entre um jovem e uma pessoa idosa, a última deveria ser deixada para morrer, pois segundo ele não é mais “produtiva” e rentável quanto a jovem. O comentário do agora ministro da saúde bolsonarista não deixa de acender um alerta sobre o que planeja Bolsonaro e os capitalistas para o povo brasileiro nos próximos dias:
Pra ela [pessoa idosa] melhorar eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar pra investir num adolescente que tá com um problema. […] Só que esta pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente e a outra é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida”.
Tal fala é simplesmente estarrecedora e pela lógica macabra do agora ministro, toda a população idosa do Brasil—mais de 30 milhões de pessoas—corre sérios riscos de serem deixados à própria sorte.
Bolsonaro aliás, bem recentemente, declarou ao vivo no programa de seu amigo direitista José Luiz Datena, que “cada um deve cuidar de seus idosos” e que o “Estado não tem obrigação nenhuma” com essa parcela da população brasileira; uma lógica criminosa e genocida, que diga-se de passagem, é defendida por toda a burguesia mundial.
As classes dominantes brasileiras agem na prática como bons urubus, sobretudo os criminosos do sistema financeiro, aproveitando-se dos efeitos que o choque psicológico do coronavirus trouxe à população,  sistematizando todo um conjunto de ataques e pilhagens, como o aprofundamento da reforma trabalhista, recrudescimento do assalto aos fundos públicos, benesses aos empresários, etc., enquanto empobrece ainda mais os trabalhadores e os colocam diante do risco de morte pelo contágio da pandemia viral.
Uma verdadeira “política da morte” (necropolitica), estamos presenciando no Brasil de Bolsonaro, marcado pelo acirramento sem precedentes da crise capitalista, que ameaça levar o país à barbárie.
Diante da traição vergonhosa por parte dos sindicalistas vendidos, é preciso articular diretamente nos locais de trabalho, nas universidades, escolas, nas favelas e bairros periféricos, comitês de emergência visando garantir o abastecimento de alimentos e outros insumos necessários à população; e organizar a luta direta contra os ataques dos capitalistas numa grande campanha de mobilização, que comece nos bairros e cidades, espalhando pelo país.
Os trabalhadores brasileiros não podem aceitar serem buchas de canhão para a burguesia. Diante da iminente quebra ou afrouxamento do isolamento (isolamento que deve ser estendido a todos os setores não essenciais, além de que, condições de segurança devem ser garantidas a todos os trabalhadores em operação no país), que sem dúvida levaria o povo pobre à mortandade extremada, defendemos a organização de uma greve geral radical no país.
Somente os trabalhadores organizados podem barrar o verdadeiro colapso e caos social que se anuncia no horizonte e ameaça a própria sobrevivência das parcelas mais empobrecidas de nossa classe.
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