Mostrando postagens com marcador FNMT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FNMT. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de abril de 2020

Nota de pesar pelo falecimento do camarada Glauco Vinicios Birocchi - FNMT . BR

Nota de pesar pelo falecimento do camarada Glauco Vinicios Birocchi.



E com imensa tristeza, que a Frente Nacional de Mobilização dos Trabalhadores comunica o falecimento do camarada Glauco. Ainda não temos ciência das causas que levaram à perca do companheiro.

Glauco se internou na última sexta-feira, na capital paulista, com alguns sintomas relacionados à problemas respiratórios, tendo seu quadro agravado ontem. Tivemos notícias de que seu coração solidário parou de bater às 09:00 horas da manhã de hoje.

Glauco foi um verdadeiro herói do proletariado brasileiro. Nascido na capital paulista, desde sua juventude se tornou um combatente sob a bandeira do marxismo revolucionário.

Nos anos de 1980 estabelece contatos com a corrente trotskysta Convergência Socialista, do qual se tornou importante militante, dirigindo, em início dos anos 1990, como condutor e delegado de garagem, eleito pela categoria, as greves com ocupação de garagem na antiga CMTC (companhia municipal de ônibus do municipio de São Paulo), contra sua privatização por parte de Paulo Maluff.

Posteriormente, após ter rompido com a Convergência, Glauco militou em outros agrupamentos marxistas e movimentos populares, tendo se aproximado também do Partido da Causa Operária. Apesar do período contra revolucionário que se abre após o fim da União Soviética nos anos 90, o camarada Glauco sempre se manteve inabalado como revolucionário marxista leninista e na crença cada vez mais madura e consciente no futuro comunista da humanidade.

Nos últimos meses, apesar da gravidade dos ataques da burguesia contra os trabalhadores, Glauco trabalhava duro, com muito entusiasmo e energia pela criação de um comitê por uma frente nacional de lutas dos trabalhadores contra Bolsonaro.

Seu espirito enérgico e criativo, sua solidariedade e combatividade intransigente coloca Glauco como um verdadeiro campeão dos trabalhadores brasileiros e latinoamericanos.
A perda do camarada é enorme, inumensurável, mas sabemos que o companheiro Glauco combateu o bom combate e nos deixa seu exemplo e legado, que servirá como inspiração para nós seus camaradas, e também às futuras gerações de revolucionários.
Camarada Glauco, agradecemos seus prestigiosos serviços para a causa dos trabalhadores. Seu exemplo viverá!
Em cada luta Glauco estará presente. Querido companheiro Glauco presente!
Até a vitória sempre!

FRENTE NACIONAL DE MOBILIZAÇÕES DOS TRABALHADORES
******

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Brasil rumo ao colapso e a necropolitica de Bolsonaro - FNMT.BR

Brasil rumo ao colapso e a necropolitica de Bolsonaro

O termo “necropolitica”, ou “política da morte”, foi popularizado pelo filósofo, historiador e professor universitário camaronês, Achille Mbembe, e designa sobretudo as formas de genocídio social por parte do Estado, contra o exército de reserva de trabalhadores considerados “sobrantes”, na ótica assassina da acumulação capitalista. Ou seja, estamos falando das parcelas mais empobrecidas da classe trabalhadora na contemporaneidade neoliberal, expulsas do mercado de trabalho pelos efeitos das revoluções industriais e tecnológicas e sem condições de serem inseridas produtivamente na lógica do capital em declínio, portanto, população “excedente”, de acordo com os critérios do “deus” mercado.
O avanço do vírus covd-19 no Brasil, que segundo o ministério da saúde já contagiou 30.425 e matou 1.924 pessoas, tem deixado escancarado até para os mais ingênuos, o real caráter genocida do capitalismo brasileiro, agravado pelo governo do proto-fascista Jair Bolsonaro. Na prática, a classe dominante brasileira, de passado escravocrata e abertamente criminoso, mantém intocado seu espírito tacanho, assassino e servil aos interesses do capital imperialista estrangeiro.
O governo Bolsonaro é a expressão mais acabada da burguesia semicolonial brasileira, que sacudida pelo terremoto da crise mundial do capitalismo e pelo avanço sem controles do vírus letal, planeja exterminar uma porção enorme dos seus escravos modernos, que podem ser substituídos nos armazéns do exército de reserva operário. O número de desempregados no Brasil atinge mais de 12 milhões de pessoas e os subempregados (desempregados disfarçados) somam mais de 38 milhões de seres humanos (G1, 31-03-2020).
A sabotagem contra o isolamento social devido ao coronavirus, levado adiante por Bolsonaro, significa que os capitalistas “brasileiros” preocupados com seus lucros, planejam um verdadeiro extermínio em massa da população. A troca promovida por Bolsonaro no ministério da saúde, substituindo seu ex-amigo Luiz Henrique Mandetta, pelo mercador de doenças Nelson Teich, sinaliza que nos próximos dias a quarentena pode ser afrouxada, o que se concretizada, resultará num colapso sanitário e social no país inteiro.
Nelson Teich, empresário do setor de saúde suplementar, possui grandes afinidades ideológicas com o capitão miliciano. Num vídeo no site Oncoguia de 2019, Teich deixa patente seu viés malthusiano, completamente alinhado com o que representa o governo Bolsonaro, quando discute sobre quem tem “direito a viver ou morrer” num sistema de saúde, de acordo com a lógica do dinheiro. Para Teich, diante de uma suposta situação envolvendo os cuidados entre um jovem e uma pessoa idosa, a última deveria ser deixada para morrer, pois segundo ele não é mais “produtiva” e rentável quanto a jovem. O comentário do agora ministro da saúde bolsonarista não deixa de acender um alerta sobre o que planeja Bolsonaro e os capitalistas para o povo brasileiro nos próximos dias:
“Pra ela [pessoa idosa] melhorar eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar pra investir num adolescente que tá com um problema. […] Só que esta pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente e a outra é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida”.
Tal fala é simplesmente estarrecedora e pela lógica macabra do agora ministro, toda a população idosa do Brasil—mais de 30 milhões de pessoas—corre sérios riscos de serem deixados à própria sorte.
Bolsonaro aliás, bem recentemente, declarou ao vivo no programa de seu amigo direitista José Luiz Datena, que “cada um deve cuidar de seus idosos” e que o “Estado não tem obrigação nenhuma” com essa parcela da população brasileira; uma lógica criminosa e genocida, que diga-se de passagem, é defendida por toda a burguesia mundial.
As classes dominantes brasileiras agem na prática como bons urubus, sobretudo os criminosos do sistema financeiro, aproveitando-se dos efeitos que o choque psicológico do coronavirus trouxe à população,  sistematizando todo um conjunto de ataques e pilhagens, como o aprofundamento da reforma trabalhista, recrudescimento do assalto aos fundos públicos, benesses aos empresários, etc., enquanto empobrece ainda mais os trabalhadores e os colocam diante do risco de morte pelo contágio da pandemia viral.
Uma verdadeira “política da morte” (necropolitica), estamos presenciando no Brasil de Bolsonaro, marcado pelo acirramento sem precedentes da crise capitalista, que ameaça levar o país à barbárie.
Diante da traição vergonhosa por parte dos sindicalistas vendidos, é preciso articular diretamente nos locais de trabalho, nas universidades, escolas, nas favelas e bairros periféricos, comitês de emergência visando garantir o abastecimento de alimentos e outros insumos necessários à população; e organizar a luta direta contra os ataques dos capitalistas numa grande campanha de mobilização, que comece nos bairros e cidades, espalhando pelo país.
Os trabalhadores brasileiros não podem aceitar serem buchas de canhão para a burguesia. Diante da iminente quebra ou afrouxamento do isolamento (isolamento que deve ser estendido a todos os setores não essenciais, além de que, condições de segurança devem ser garantidas a todos os trabalhadores em operação no país), que sem dúvida levaria o povo pobre à mortandade extremada, defendemos a organização de uma greve geral radical no país.
Somente os trabalhadores organizados podem barrar o verdadeiro colapso e caos social que se anuncia no horizonte e ameaça a própria sobrevivência das parcelas mais empobrecidas de nossa classe.
***

domingo, 12 de abril de 2020

Das carreatas da morte, assassinato de militante do PSOL à agressão ao morador de rua: o ascenso do fascismo no Brasil e como combate-los? * FNMT.BR

Das carreatas da morte, assassinato de militante do PSOL à agressão ao morador de rua: o ascenso do fascismo no Brasil e como combate-los?

VIDEO

 A extrema direita no Brasil tem se tornado cada vez mais ousada em suas ações praticas e nos seus discursos radicalizados. A cena revoltante da agressão praticada por um empresário bolsonarista, desferindo um tapa covarde no rosto de um morador de rua no Mato Grosso neste sábado-11-04-e a carreata da morte da extrema direita na capital paulista na mesma data, pedindo o fim do isolamento e defendendo pautas abertamente genocidas contra o povo trabalhador, são sinais claros de que uma direita tipo fascista está em pleno ascenso no país. Mais grave ainda foi o assassinato claramente político de Netinho, pré-canditado a prefeito do PSOL no Rio Grande Norte, também neste sábado, sem falar do assassinato ano passado de Josimar da Silva Conde, presidente do PSOL em Xapuri (AC).  Desde pelo menos 2013, vemos pipocar em grande parte do país o crescimento de grupos abertamente neofascistas, sendo mais conhecido o chamado Movimento Brasil Livre-MBL. O grande capital imperialista, sobretudo estadunidense, tem financiado grupos com base na média e pequena burguesia, que se articulam politicamente amparados num programa neoliberal radical e numa espécie de darwinismo social agressivo, com vasto apoio da grande imprensa capitalista.
 Esta relação orgânica de forças imperialistas com os agrupamentos da extrema direita brasileira, é reconhecido até mesmo por parte da grande imprensa internacional. Segundo o jorna britânico The Guradian:
“O Movimento do Brasil Livre começou a partir de uma ‘ansiedade para criar uma linguagem simples e espalhar e transformar o liberalismo econômico e político em uma força política relevante no Brasil’, disse Kim Kataguiri, 21, outro dos seus jovens líderes, que planeja se tornar deputado federal nas eleições do próximo ano.
Ele disse que alguns coordenadores do Movimento do Brasil Livre receberam treinamento da Student for Liberty, uma rede em defesa do mercado livre, que faz parte da Atlas Network, uma organização americana sem fins lucrativos que difunde ideais de mercado livre. Students for Liberty e Atlas Network receberam financiamento de Charles Koch , que com seu irmão David, controlam as indústrias Koch, que opera no campo de combustíveis fósseis, derivados de petróleo e petroquímicos.
Fabio Ostermann, cientista político independente, residente em Porto Alegre, no sul do Brasil, ajudou a fundar o Movimento do Brasil Livre e também foi membro do ramo brasileiro de Estudantes para a Liberdade. Ele foi bolsistas de verão no Institute for Humane Studies, na Virgínia, por três meses”( The Gurdian, 26-07-2017).

 Esse crescimento dos agrupamentos da extrema direita--fundamentais para o golpe contra Dilma Rousseff em 2016-- defensora de um programa econômico ultraliberal agressivo e de regimes políticos fascistizantes, tem se tornado fenômeno mundial e foi muito bem analisado pelo pensador marxista brasileiro Moniz Bandeira (para o leitor interessado, propomos a leitura dos dois últimos livros de Moniz, “A Segunda Guerra Fria” e “A Desordem Mundial”,  obras fundamentais para se compreender a complexa geopolítica atual, onde o autor trata de forma precisa, as formas de financiamento por parte do imperialismo e seus agentes, aos agrupamentos da extrema direita de tipo fascista em diversos países, visando promover mudanças de regimes).
 No Brasil atual, podemos ver o bolsonarismo como parte deste fenômeno. A vasta campanha midiática anti-petista, tendo como caldo de cultura a Lava Jato, foram fatores de grande importância nessa involução política brasileira, mas não só: a evolução da crise capitalista, somado ao crescimento em todo o país das igrejas neopentecostais, a profunda doutrinação massificante por parte da indústria cultural no país, ligado à enorme deseducação política das massas promovida pelo lulo-petismo, formam o coquetel perfeito para o irracionalismo extremista que ora presenciamos. 
 O capitalismo atual, golpeado por profunda crise geral de acumulação e superprodução, não pode mais tolerar regimes democráticos estáveis; a resposta dada pela burguesia para salvaguardar seus lucros e seu regime de acumulação, só pode ser um sistemático conjunto de ataques às condições básicas de vida da classe trabalhadora e das classes médias. Os planos de austeridade neoliberal são a única alternativa dos capitalistas para a profunda crise sistêmica; isso equivale a um maior empobrecimento das massas populares e uma concentração criminosa de renda em favor das altas elites do capital financeiro.
 O resultado disso será inevitavelmente as explosões sociais e convulsões de todo tipo por parte das massas no próximo período. As classes médias apavoradas com o fenômeno da decadência social e da falência, são a base dos peões “verde e amarelo” que celebram as falas genocidas do “mito”, quando este defende de unhas e dentes os assassinos do povo. 
 Este setor social já manifesta o que está por vir na próxima etapa da luta de classe no país. Vitimas da política econômica do grande capital  financeiro sem se darem conta, a pequena burguesia, como classe intermediária e sem possibilidade de ter um programa próprio para defender seus interesses, auto projeta os valores e perspectivas da classe burguesa—seus carrascos—contra os trabalhadores, buscando saídas que de fato são benéficas somente ao capital monopolista. A atual apatia da classe trabalhadora e de suas direções burocráticas, podem abrir possibilidade para a completa fascistização da sociedade, e mesmo um golpe militar bonapartista ou de tipo fascista não podemos descartar.
 O agravamento da crise econômica, que tem contagiado toda a política nacional e desestabilizado por completo o regime burguês, logo cobrará uma saída por parte das classes dirigentes, que precisam manter as condições de acumulação. Diante disso, como agiria a burguesia para manter o equilíbrio entre suas diferentes facções e caos social, senão por uma aventura bonapartista que possibilite quebrar a resistência operária e popular? A base bolsonarista, um hibrido entre grupos fascistas financiados pelo capital estrangeiro e nacional, e setores da pequena burguesia apavorada, não poderiam ser o instrumento para tal empreitada burguesa?
 Isso é da maior importância às organizações da classe trabalhadora, pois um novo golpe dentro do golpe, poderia certamente levar a um completo fechamento do regime político possibilitando um esmagamento dos sindicatos operários, dos movimentos populares e da esquerda nacional. As polícias militares no Brasil inteiro, acostumadas rotineiramente a assassinar jovens negros nas periferias, reprimir trabalhadores grevistas e ocupações de sem teto, estão completamente adestradas para a guerra civil contra o proletariado e preparados psicologicamente para tal empreitada genocida; além do mais, são os principais setores da base fascista do bolsonarismo.
 Portanto, a atual paralisia do movimento de massa no país, produto das capitulações seguidas das centrais sindicais, jogam sem dúvida água no moinho do fascismo dependente brasileiro, ao passo que sabota toda iniciativa de luta dos explorados. Em tal terreno, marcado por uma profunda crise econômica, política e social, que desestabiliza por completo o regime burguês, aliado à uma paralisia sem precedentes do proletariado, germina aceleradamente a fascistização da sociedade, o que é um risco enorme aos trabalhadores.
 Diante de tal conjuntura, os trabalhadores precisam intervir na arena da luta de classes com seu programa e sua organização. Os sindicatos precisam sair da hibernação e os partidos operários, juntos dos movimentos populares devem romper com as “inocentes” ilusões constitucionais eleitoreiras e convocar imediatamente um Congresso Nacional da Classe Trabalhadora, para deliberar um plano nacional de lutas e mobilizações. Em todos os bairros populares, nas favelas e periferias, é preciso organizar os Comitês Populares de emergência e auto defesa das massas. Os trabalhadores desempregados devem estar organizados junto dos operários empregados, defendendo desde já, a redução da jornada de trabalho e uma renda paga pelo Estado.
 Se o capitalismo não consegue mais garantir condições dignas de existência aos trabalhadores, verdadeiros produtores da riqueza social, então que morra!
  Defendemos desde já, uma Frente Nacional de Mobilizações dos trabalhadores, com um programa de poder operário e popular contra a “racionalidade” burguesa!
 ***