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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Militarismo Utilitário e Escolas de Preparação Doutrinárias PARTE 3 * Reinaldo Conceição da Silva / SP

Militarismo Utilitário e Escolas de Preparação Doutrinárias 

PARTE 3 

Nos meus dois últimos textos referentes ao tema e nesse caso para encerrarmos com chave de ouro vamos primeiro aludir algumas questões abordadas ao tema na primeira e segunda parte. Nesse caso no primeiro e segundo texto. Serão necessários esse tipo de feedback para retomarmos em compreenção os elementos fundamentais que tornam o militarismo e sua defesa como algo meramente utilitário, portanto sem base de defesa plausível para a seguridade e sustentabilidade social frente as configurações de gerenciamento material humano em praticamente todas as ramificações de atuação em diversos países da periferia do capitalismo, e como o militarismo pela forma organizaçional sócio-cognitivamente instituida serve como um impecilio a estabilidade material de vida das classes que nada tem a oferecer a não ser sua força de trabalho condicionada como mercadoria.

 Até porque o Estado possui o monopólio legal da violência, e este é um produto necessário a forma burguesa de organização da vida material de modo com que o capital, estabeleça atrativos burocráticos a sua acumulação exponencial. Esse é o estado burguês, impulsionado pela corrente iluminista liberal que veio a substituir o modelo feudalista.

 Que fez surgir dos burgos a nova classe dominante a institucionalizar seus meios midiáticos de comunicação, ralações materiais universalizantes e a livre comercialização e exploração do homem pelo homem sem os condicionamentos restritivos do trabalho vigentes ao regime feudal.

(Karl Marx - O Capital volume l...... A assim chamada  acumulação primitiva)

E dos descendentes de servos vassalos e camponeses em trabalhadores assalariados, mas isso é tema para outro texto que farei.

 Ocorre que essa corrente processual desenvolveu novos métodos de conflitos, novos meios de promoção da guerra, e o impulso a esses novos métodos fomentados pelo capital em seu início fumegante promoveu uma série de invasões brutais e submissão pela força, foi nesse meio processual que os métodos positivistas Napoleônicos foram institucionalizados e promovidos pelos ideais iluministas da Revolução Francesa.

No primeiro texto demonstrei como as doutrinas são instituidas pelas possibilidades de gerenciamento material sobre processamentos históricos precisos de acordo com a soberania de uma lógica instituida a totalidade das relações materiais de uma sociedade. Comentei sobre as bases fixas de promoção das doutrinas positivistas Napoleônicos instituidas sobre os meios militares, e o modo conservador tal como a doutrina de Segurança Nacional, implementada sobre o acirramento emblemático que a luta de classes promoveu durante a guerra fria. Demonstrei também como tais doutrinas baseadas na submissão humilhante promove uma descompreenção condicional da realidade e mesmo com uma pedagogia de complemento base, ela própria é anulada pela imposição doutrinária. Um dos motivos que desestímulo qualquer ideia de militarização de nossas escolas.

No segundo texto, me foquei na aberração sócio-cognitiva resultante desse processo. Na despolitização Doutrinária promovida por bases da academia militar, na qual a humilhação é lei e o senso crítico é a exessão uma vez que a doutrina exige o estabelecimento da hierarquia e a hierarquia visa estabelecer a doutrina. É um ciclo vicioso.

 Só para se ter uma ideia, a pedagogia básica educacional em academias militares não segue as normativas de análise dos órgãos internacionais que avaliam nivelamento universal educativo, relativas a universidades públicas conhecidas internacionalmente. A doutrina obrigatória vem em primeiro e em último também.

Nesse último texto para complementar irei ilustrar uma compreenção estatística básica. Não é apenas a doutrina militar que faz a escola perder sentido de atuação. Escolas devem trabalhar com a promoção das disciplinas do saber e com a crítica política, no intuito da promoção do saber, e não com a imposição absoluta de uma doutrina de submissão. Mas também que a Escola Civil-militar se torna um centro de abatimento de crianças e adolescentes.

 Não disse errado, Escolas Civil-Militares são um risco de vida para os alunos, até porque polícias e militares são alvos de bandidos foragidos por diversos crimes possíveis. E nesse processo os alunos se tornam alvos aleatórios, fora que ao invés do aluno se afastar de problemas de saúde pública como as drogas por exemplo, os militares se tornam fontes atrativas a esse tipo de ocorrência ou por modo indireto através da proximidade de atuação de elementos na busca de execuções condicionais, e/ou por meios de recrutamento ao crime organizado sobre diversas formas de atuação, ou pelo modo direto através das milícias que compram os produtos dos traficantes e até mesmos empréstimos de agiotas e repassam tais conteúdos aos alunos.

 Claro que aqui estamos colocando em nota os riscos diretos a vida que as crianças e adolescentes adquirem ao prestar cursos em escolas Civil-Militares. Não apenas pelo desvio do fundamento elementar das escolas como já mencionei através da imposição doutrinária ineficaz mas como a ineficiência apresentada através dessas projeções a seguridade de vida aos alunos.

* O Destino necessário do Militares se faz Urgente !!!

Um camarada na qual tive um breve diálogo cujo o nome dele é Antônio uma vez me disse que os militares são mercenários e sempre estarão com o fuzil apontado contra os trabalhadores em momentos específicos de atuação.

 É verdade, mas os militares pela sócio-cognição instituida pelas doutrinas elementares são essencialmente idiotizados através desse processo.

 Poucos indivíduos se salvam, mas o modo como eles são instruidos pela histoicidade implementada torna-os um risco para os civis, principalmente os mais carentes através de preconceitos pré-estabelecidos sócio-cognitivamente (termo que tratarei também em um próximo texto. Sugiro que acompanhem), veja um exemplo, o General Heleno acusado de fuzilar haitianos aleatoriamente em uma operação no Haiti em 2010, um criminoso de guerra.

 Tivemos também a tentativa do ex Ministro da Justiça Sérgio Moro, de imputar uma lei anti-crime que desresponsabiliza o policial por prerrogativas emotivas, termos que não podem ser adjetivados a policiais porque eles jamais serão cidadões comuns que agem emotivamente.

Mas a questão é... Que as doutrinas implementadas institutivamente nas academias militares e sua histoicidade, torna esse setor corporativo um risco a sociedade, militares já possui um histórico de repressão contra sua própria população inerente ao condicionamento histórico de gerenciamento material das sociedades em localidades específicas.

 Recentemente na França uma lei imputada pelo parlamento proíbe a gravação de vídeos sobre acusações de Violência a corporação policial, tal ação resultou em protestos violentos.

 Já aqui no Brasil considero mais do que necessário a extinção das forças armadas, o fim das escolas militares e o encerramento de atividades das academias, a desmilitarização das polícias sobre julgamento de tribunais comuns, a publicação de brigadas populares com uma reformulação completa dos futuros integrantes, com diretórios exclusivos e novas doutrinas de atuação, asseguradas pela civilidade, de bases populares com seguridades estabelecidas. 

 O Brasil nunca precisou de militares uma vez que a divisão internacional do trabalho nos condicionou a ser um país dependente, exportador de commodits semi colonial, com investimentos, tropas e treinamentos ineficientes comparados com a histoicidade material das relações capitalistas em outros países.

Minha proposta das brigadas populares exige uma configuração reformulativa completa para os novos integrantes, com diretórios populares e novas doutrinas de aquisição ligadas a seguridade social civil. Treinamento combativo intensivo, com severa resiliência física, psquico-emocional e intelectual, minando preconceitos, em com aparato de gerenciamento tecnológicos expansivo, por assim agradeço a meus caros leitores, considero encerrado esse tema !!!

Reinaldo Conceição da Silva/SP

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Militarismo Utilitário e Escolas de Preparação Doutrinárias PARTE 2 * Reinaldo Conceição da Silva / SP

Militarismo Utilitário e Escolas de Preparação Doutrinárias
 PARTE 2
Na parte 1 desse texto me empenhei em esboçar as conjunturas históricas e as configurações sócio-estruturais específicas nesse alinhamento histórico que projetaram base para a formulação da doutrina militar de contigenciamento e a Doutrina de segurança nacional, lembramos que a doutrina militar de atuação tem origens liberais positivistas Francesas nas guerras napoleônicas, amplamente difundida no ocidente pela sua gene Liberal.
 Em análise sistêmica trabalhamos no primeiro texto dessa obra com um necessário procedimento de compreensão sobre essas doutrinas e suas bases de implementação, ou seja... Nas Academias e escolas Civil-Militares, compreendemos que o alimento a aplicação sistêmica dessas doutrinas é claramente observável pelos métodos operacionais base da burguesia nacional frente as configurações que o capital projeta dentro das institucionalidades do Estado burguês. Ainda na parte 1 desta obra já demonstramos que as escolas Cívicos-militares jamais garantirão uma melhor performance pedagógica frente as escolas públicas. Agora nesse texto trabalharemos com a hegemonização social, as consequências sociologicas desse processameto em conversão da Doutrina militar em senso comum.  Até porque diferente das objetivações de esquerda, a Direita sempre vive do senso comum.
  1. Hegemonização sócio-cognitiva do militarismo, o Crepúsculo da civilidade.
O Capital sempre projeta no Estado sua base de articulações onde toda a burguesia se reúne como classe, independente se elas competem entre si em suas ramificações de atividades em atuação econômica de modo a atentar seus objetivos contra a classe trabalhadora de acordo com as condições específicas do cenário dessa luta de classes e das disputas de poder sobre o gerenciamento de respectivas articulações materiais, também relativas as configurações estruturais especificas sobre processamento temporal.
 Claro que diferentemente da classe trabalhadora a Burguesia possui mecanismos de dissuação, de modo a desvirtuar os trabalhadores de sua condição social nessa luta, veículos midiáticos, religiões, programas de entretenimento, jornalismo factual porém ideológico, toda uma gama na qual o pensamento burguês se hegemoniza ao ponto de se converter em senso comum. As possibilidades de hegemonização de um pensamento com base popular existem, porém são relativas as necessidades de um acirramento da própria luta de classes em suas porpoções e exigem um longo processo de compreensão intelectual para formalizar conciência de classes. E isso exige o domínio progressivo da compreensão sobre as articulações sociais complexas que nos condicionam as configurações estruturais e factuais que estamos inseridos e os riscos inerentes. O Pensamento burguês evita essas complexibilidades e contando com os mecanismos que a classe capitalista dispõe, o pensamento burguês se dinamiza ao ponto de se tornar o senso comum da vez.  Como a Direita e a Extrema Direita se aproveitaram de condições estruturais específicas que a luta de classes lhes porpocionou acoplados ao fato da ineficácia dos partidos e movimentos de Esquerda sobre uma tentativa continua de conciliação, o consenso de Anti-corrupção (ideologia de classe média) se propagou a tal modo a trazer de volta uma necessidade de uma prerrogativa de segurança cívica. Base para a efetivação e consolidação de poder daqueles que tem essa prerrogativa como base Política e econômica de atuação.
 E claro... Aqueles que dependem dessa prerrogativa uma vez inseridos no poder precisam fazer de tudo para que essa prerrogativa se sustente de modo a manter seguridades de bases operacionais do próprio capital em suas projeções.
 Por isso em nosso caso como exemplo a importância das escolas Cívicos-militares. Não para trazer uma pedagogia sofisticada mas sim para efetivar uma Doutrina obsoleta !!! 
 Eles mesmos que acusavam a Esquerda de promover Doutrinação ideológica....

       2.  Consequências factuais. A sócio-cognição da Besta !!!

 O militarismo Utilitário brasileiro tem e possui um forte aparato dogmático em suas doutrinas, e estabelecem hierarquias para que essas doutrinas sejam mantidas a qualquer custo, desde humilhações vexatórias até treinamentos cujo o fundamento está na humilhação humana. E isso de longe está para um treinamento tático de combate.
 Até porque as doutrinas militares instituídas existem para fortificar hierarquias e as hierarquias existem para manter tais doutrinas. É um ciclo vicioso !!!  Isto repassado sistematicamente as escolas de atendimento civil mas administradas por militares de modo sistemático, desqualificam qualquer fundamento sociologicamente instituido a um centro educacional.  A Doutrina toma para si o fundamento da instituição o desviando de sua objetivação fundamental. Porque o importante não é o conteúdo desenvolvido, mas sim a obediência a doutrina.  Resultado disso ??? Desqualificação do processo pedagógico, porém rigidez de comandos específicos. Desnecessários porque claramente a maioria dos alunos jamais terá função militar. 
 O Brasil não tem estrutura para suportar uma guerra e suas condições dadas pela divisão organizatória do trabalho em escala internacional condicionadas pelo capital não abrem margem desse tipo ao Brasil.  Como o Prof. Paulo Ghiraldelli diz... As escolas e academias militares formam um monte de gente burra vestidas de azeitona.

    3. Burrice Generalizada o Gozo dos Sacanas.

Com a constante desindustrialização, predominante no Neo-liberialismo, insulflando programas pedagógicos mais básicos para uma mão de obra cada vez mais precoce e precarizada notamos uma capacitação pedagógica e intelectual cada vez mais escassa.  Com a aquisição de escolas Cívicos-militares o quadro se agrava, até porque o programa pedagógico perde relevância, uma vez que o mercado de trabalho não exige mais mão de obra técnica especializada. Empurrados para a Direita política devido a doutrina implementada nas academias e escolas Cívicos-militares baseadas no modo conservador de programação doutrinária de base os militares acabam adquirindo um consenso antiquado da sociedade, mesmo seu índice educacional ser relativamente alto.
 Portanto índice educacional relativamente alto não quer dizer conteúdo crítico avançado !!!
 Até porque como dito devido a fatores mencionados na parte 1 e nesse texto, o programa pedagógico não precisa de um conteúdo sofisticado.
 Porém com um processo crítico escasso sobre a condução histórica da sociedade e seus modos específicos de organização tal compreensão sociologica baixa serve como base de atuação de maus intencionados e descarados que da situação se aproveitam para lambuzar o capital de forma grosseira e ilegal.  Assim como as milícias em grupos que vem de regimentos militares (não generalizando os militares aqui) que da situação econômica estrutural e histórica lançam mão em novas áreas de empreendimento ilegais e as Igrejas Evangélicas, principalmente as Neo-pentecostais que exploram as fragilidades psíquico-emocionais e a falta de senso crítico profundo de seus fiéis com teologias elaboradas de modo a desenvolver novas áreas de processões automatizadas, articulatórias do capital de modo imoral, desprezível e ilegal.

Reinaldo Conceição da Silva/SP

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Militarismo utilitário e as Escolas de preparação Doutrinárias PARTE 1 * Reinaldo Conceição da Silva / SP

Militarismo utilitário e as Escolas de preparação Doutrinárias
 PARTE 1
De uns tempos para cá tive vislumbre a uma ampla rede sistematizada de propagação do conceito militar de essenciabilidade moral, sobre as doutrinas implementadas com base em uma especificidade de segurança nacional através da segurança necessária dos valores que "nos unem" como sociedade.
  A ampla gama que reveste as doutrinas das forças armadas de diversos países tem origens napoleônicas que nos remetem a Revolução Francesa, portanto como expus aqui em meu texto anterior (A Questão do fim dos Impostos. Abolição do peso monetário sobre consumo) a Revolução Francesa é uma Revolução de acordo com as caraterísticas estruturais e com as dinâmicas sociológicas que se desenvolveram na época, uma revolução vinda dos burgos e das comunidades financeiras que com a expansão intelectual e característica do iluminismo, nesse processo desenvolvendo abertura ao fim definitivo do modo de organização da sociedade feudal com o mercantilismo base de fomentação do capital.
  O Estado Burguês é essencialmente um centro de reuniões diplomáticas de negociações da própria classe capitalista como meio de garantias de seguridades a suas respectivas operações. Então como eu havia dito o imposto é uma característica desse processo. Assim a classe capitalista em suas reificações  liberais desenvolveram estruturalmente novas configurações que possibilitasse estruturalmente a aquisição de forças armadas com uma metódica especifica em aquisição doutrinária... As novas concessões constitucionais napoleônicas que nos digam !!!

 Para resumir de modo bem simplório, as forças armadas só existem para proteger e manter seguras as operações da classe capitalista e o movimento operacional do capital.
As Religiões são um mecanismo de domínio sobre a classse trabalhadora em processamento psiqco-emocional portanto também se tornam meios utilitários da classe dominante dentro do modo de organização social capitalista. Mas como esse texto tem como foco de analise a aquisição das doutrinas militares por hora deixarei a questão religiosa de lado.

  1. Militarismo Utilitário, Populismo e Doutrina de Segurança Nacional na periferia do sistema Capitalista.
Aqui esboço conteúdo a partir de fontes coletadas em amplo processamento de pesquisas (embora em um curto espaço de tempo), então colocarei o Brasil como nosso objeto temporário de analise.

O período que se  estendeu de 1930-1964 foi caracterizado no Brasil pelo fenômeno do populismo, que teve como característica do bloco de poder do Estado a conciliação entre as oligarquias agroexportadora, setor até então hegemônico econômica e politicamente, e a nascente burguesia industrial. Além destes, as classes medias e o setor bancário também incorporam esta trama de conciliações efêmeras (Dreifuss 1987, p 22) e interesses conflitantes.

Texto de Bruno  Bruziguessi Bueno (Universidade Federal de Juiz de Fora-MG)

O Populismo é caracterizado por ações, medidas, retóricas e afins... tudo politicamente direcionado  para uma visibilidade conjunta durante um dado período de tempo específico. São medidas para unicamente garantir visão publicitaria e garantir seguridades de interesses, o Lulismo foi mestre nisso.
 Portanto o populismo desenvolvimentista na época da guerra fria foi um método utilitário dos algozes do capital e seus agendamentos de poder para não acirrar a luta de classes em países subdesenvolvidos latino-americanos de modo que de acordo com o que estava em jogo naquela época não fizesse que o capital incorporado pelo chamado imperialismo Norte-Americano não perdesse espaço para a retórica Soviética. As necessidades dos setores burgueses em escala consistia em manter segura as operações do capital em um amplo processo fabril expansionista incorporados ao padrão de vida material estadunidense com base em especulações monetárias embasadas no padrão ouro.
 Os setores militares de toda a América Latina passaram por um processamento inspensionário de treinamento de combate intensivo com uma programação doutrinária especifica para deter de forma agressiva motins e rebeliões populares independente se essas rebeliões tinham ou não orientação marxista. A DSN ou Doutrina de Segurança Nacional foi elaborada e desenvolvida para esse processo desde meados dos anos 40. Para combater a chamada ameaça comunista e os chamados elementos infiltrados para a defesa dos valores consagrados nacionais... (qualquer semelhança estrutural com o Nazi-Fascismo não é mera conhecidencia  - tirando os elementos raciais em questão).
 No âmbito militar as doutrinas de aquisição de combate são absolvidas e reprogramadas sistematicamente nas academias e escolas militares dependendo do grau de influencia de tal doutrina no âmbito militar de cada país. Isso é perfeito para o capital portanto tal doutrina não permite nenhum aporte de aparato social, a doutrina militar não presa por esse aspecto e aqui ela se torna nociva as classes operárias civis como um todo,e as reivindicações de diversos âmbitos.
 essa critica deve ser mais expansiva no próximo quesito que tratarei aqui.

       2.   Escolas militares, Doutrinação e a falsa promessa de um conteúdo abrangente 

Agora lançarei pontos reflexivos sobre o método de atuação das escolas cívico-militares que tem por base tais doutrinas apresentadas, na qual não abrem espaço para nenhuma compreensão sociológica profunda, não pelo conteúdo pedagógico que pode ser trabalhado ali, mas sim pela doutrina de atuação sistêmica ali aplicada que portanto não abrem espaço para uma aptidão sociológica profunda.
Doutrinas essas fomentadas com o intuito de garantias de estabilidade de domínio do capital.
 Dizem que o método de adequação pedagógica nas escolas militares é bem mais sofisticada que as escolas publicas do ensino médio como exemplo, isso incorre em erro por duas vertentes que colocarei em questão aqui:  A primeira esta na própria aptidão pedagógica frente as configurações da organização divisória do trabalho em escala que configurou o Brasil a ser um fornecedor de serviços, exportador de commodites e simples operações comerciais de base. Situação essa que se agravou depois dos anos 1990 com o neo-liberialismo e com a desindustrialização massiva de setores inteiros, e sua financeirização progressiva e continua levou a novos métodos de programação pedagógica que se especializasse as novas configurações do mercado de trabalho. Ou seja ..serviços que já não exigem mão de obra especializada. 
 Lógico que sistematicamente com isso, o conteúdo dos programas pedagógicos se precarizou, método para acelerar a vinda de novas gerações de proletários ao mercado precário de trabalho.

Ahhh O grande Capital avido por explorar e sugar o mais rápido possível até a alma, toda a força de trabalho existente no planeta !!!

A Segunda questão a ser relatada nesse texto que ainda esta em sua primeira parte é relacionada a própria hierarquização pautada na doutrina militar que não possui nenhum nexo com uma compreensão expansiva das reais necessidades sociológicas e humanas a um todo analizadas, tanto é que os militares em sua aquisição doutrinária não possui nenhum compromisso social.
 (Também não esperaria por menos, as forças armadas de boa parte dos países subdesenvolvidos atuaram sempre contra seu próprio povo).
 O Objetivo fundamental de um centro educacional, é unicamente preparar cognitivamente as novas gerações as exigências sociologicamente estabelecidas, independente das vontades e desejos individuais. Isso é feito e desenvolvido continuamente como nosso eterno patrono da educação Paulo Freire diz... A Aprendizagem é conduzida de forma coletiva sendo os alunos o centro de atenção a esse evento, tal como ela só pode ser conduzida estando todos nós juntos e ombreados.
 E não de forma a deduzir uma hierarquia doutrinária na qual toda a metodologia de ensino e subjugada a tal na qual hierarquias são desenvolvidas para essa finalidade como um centro religioso.
 Só para ter uma ideia para finalizarmos aqui esse primeiro texto, formandos civis em avaliações finais realizam seus testes em alas distintas separadas daqueles que exercem seus cursos em escolas cívicos-militares, sendo o programa pedagógico similar.

Reinaldo Conceição da Silva/SP