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sábado, 24 de dezembro de 2022

O poder das greves clássicas * Kim Kelly / NUSO

O poder das greves clássicas
Kim Kelly

Greves não são algo do passado, e isso vale particularmente para o setor de transporte (trens, ônibus e aviões). Nessas áreas, os trabalhadores ainda têm a capacidade de influenciar o poder constituído em defesa de seus próprios direitos – afetados pela precarização – e, em muitos países, até mesmo apoiar trabalhadores de outros setores por meio de greves de solidariedade.

A Ação de Graças é provavelmente o pior feriado dos Estados Unidos. Mesmo deixando de lado a terrível história genocida que ele encobre, os dias em torno de nosso antigo consumo ritualizado de grandes aves secas e acompanhamentos pesados – geralmente na presença de nossos entes menos queridos – são um dos períodos de viagem mais frenéticos do ano, e 2019 não foi uma exceção. A Associação Automobilística Americana (aaa) estimou que 49 milhões de estadunidenses viajariam pelo menos 80 quilômetros de carro para o feriado de Ação de Graças, e a associação Airlines for America1 previó que 31 milhões voariam entre 22 de novembro e 3 de dezembro. O impacto ambiental será brutal, e o estresse de lidar com todos esses passageiros enfurecidos é uma pesada carga para os trabalhadores aeroportuários. Espera-se um certo nível de caos, mas, graças ao trabalho dos sempre sobrecarregados e frequentemente mal remunerados trabalhadores de transporte, a maioria dos viajantes chegará a seu destino antes que o peru seja servido.

Neste ano [2019], no entanto, essa viagem deve ser um pouco mais complicada. Ontem, trabalhadores de catering de companhias áreas em 17 importantes aeroportos do país – entre eles, o jfk de Nova York, o O’Hare de Chicago, o lax de Los Angeles e o dca de Washington – encenaram o que seu sindicato unite here chamou de a maior demonstração de trabalhadores aeroportuários dos eua em muitos anos. Os protestos fizeram parte de uma crescente campanha que busca chamar a atenção para a condição dos trabalhadores de catering, muitos dos quais «vivem na pobreza», enquanto a American Airlines, que adquire seus serviços por meio de firmas subcontratadas como lsg Sky Chefs e Gate Gourmet, relatou um lucro líquido de 1,4 bilhão de dólares em 2018. Como observa o unite here, uma pesquisa recente realizada com centenas de funcionários da lsg Sky Chefs mostrou que «30% dos trabalhadores não possuíam seguro, e 35% dependiam de assistência à saúde subsidiada pelo governo para seu tratamento ou o de seus filhos».

O período de negociação dos contratos dos trabalhadores de catering se iniciou em 31 de dezembro de 2018; a Gate Gourmet começou a mediação em 26 de setembro do mesmo ano, e a Sky Chefs, em 21 de maio de 2019. Salário, plano de saúde e condições de trabalho inseguras são os principais temas levados à mesa de negociação por ambos os grupos de trabalhadores. «Eu trabalho no dfw, o principal aeroporto da American Airlines. Ele se localiza na cidade em que a companhia aérea foi fundada e onde construiu uma nova e luxuosa sede», observa Stephanie Kopnang, integrante do unite here. «Ainda assim, estamos entre os serviços de catering com pior remuneração do país. Se eu não fizer horas extras, não posso pagar o aluguel e as contas do mês», acrescenta.

Os membros do unite here questionam há meses as condições de exploração insustentáveis a que estão submetidos em ações que envolveram desde a simulação de morte na Filadélfia, em outubro de 2019, até protestos realizados em diversos aeroportos durante o verão boreal. Em julho, trabalhadores de catering de 33 aeroportos votaram majoritariamente pela greve quando o Conselho Nacional de Mediação os liberou da negociação. O tempo está se esgotando para que as companhias aéreas comecem a levar esses trabalhadores a sério e atendam às suas reivindicações, pois – como já deixaram bastante claro – estão dispostos a fazer todo o possível para obter o contrato que eles e suas famílias merecem. «Estou nesta luta por minha filha Ariana de 12 anos. Eu pago 400 dólares por mês de plano de saúde só para poder levar minha filha ao médico e tratar de sua asma crônica», explica Shandolyn Lewis, trabalhadora de catering de Detroit. «Trabalhamos para uma empresa subcontratada, a lsg Sky Chefs, mas nosso trabalho gera lucro para as companhias aéreas. Sem nós, elas não teriam comida nem água para oferecer aos passageiros. Não podemos esperar mais pelo que merecemos».

Além dos trabalhadores de catering, os comissários de bordo, que já estão se preparando para um grande fluxo de passageiros ansiosos e antipáticos durante o feriado de Ação de Graças (haja controle emocional!), têm travado suas próprias batalhas. Os comissários da Hawaiian Airlines votaram a favor da convocação de uma greve – a primeira decisão nesse sentido nos 90 anos da companhia aérea – após o fracasso das negociações contratuais iniciadas em janeiro de 2017. Esses trabalhadores recebem menos que colegas de profissão de outros estados, apesar do alto custo de vida das cidades onde moram. Há seis meses organizam piquetes informativos no aeroporto internacional de Honolulu com o apoio de seu sindicato, a Associação de Comissários de Bordo (afa-cwa), e de Sara Nelson, presidenta da mesma associação que passou a participar dos protestos em junho. Assim como os trabalhadores do unite here, os comissários da Hawaiian Airlines não podem entrar legalmente em greve até que o Conselho Nacional de Mediação os libere das negociações e transcorra um «período de esfriamento» de 30 dias. Depois disso, contudo, o céu é o limite.

Os funcionários de companhias aéreas não são os únicos do setor de transporte nessa luta. Os motoristas de ônibus da Autoridade de Trânsito da Área Metropolitana de Washington (wmata, na sigla em inglês) que trabalham na estação Cinder Bed Road, na Virgínia, já estão em greve há meses. Eles integram o sindicato Amalgamated Transit Union (atu), filial 689, e a estação Cinder Bed Road é operada pela multinacional francesa Transdev. Trata-se da primeira estação da wmata administrada por uma empresa privada em quatro décadas. Os trabalhadores iniciaram a greve em 24 de outubro de 2019 por preocupações relacionadas a segurança, práticas de trabalho injustas e problemas de serviço, além da evidente disparidade salarial: de acordo com o sindicato, os condutores da Transdev desempenham exatamente o mesmo trabalho daqueles empregados diretamente pela wmata, mas ganham 12 dólares a menos por hora. Também precisam pagar 6.000 dólares para o plano de saúde, enquanto seus pares da wmata não pagam nada. Esse duplo sistema de salários e benefícios, no qual os trabalhadores são classificados e pagos de modo diferente para desempenharem a mesma atividade, assemelha-se às condições que levaram à greve geral na General Motors, no início de 2019, e quase fizeram o mesmo com a ups em 2018. As patronais adoram salários diferenciados porque podem economizar em indenizações e, em alguns casos, até mesmo gerar discórdia entre os membros do sindicato. Mas a injustiça inerente ao sistema irrita os trabalhadores, e os esforços da gestão para dividi-los estão começando a se voltar contra ela. Graças ao espírito de grupo da filial 689 do sindicato atu, eles conseguiram chegar a esse ponto, e não vão desistir agora; como cantaram em um videoclipe recente realizado pelo grevista Otis Price: «Não brinquem com o meu dinheiro, não brinquem com a minha família».

A greve da Cinder Bed Road contou com o apoio de outros membros do sindicato, inclusive dos que trabalham no Fairfax Connector, o maior sistema de ônibus da Virgínia e o terceiro maior da área da capital estadunidense. Os trabalhadores sindicalizados do Fairfax Connector, cujo contrato já expirou, autorizaram uma greve em 9 de novembro de 2019, e sua rede será operada – adivinhe só – pela Transdev2. E essa não é a primeira vez que a empresa francesa protagoniza um conflito trabalhista com o Departamento de Veículos Automotores (dmv, na sigla em inglês); em 2018, a Transdev chegou a um acordo para evitar um processo aberto por cinco motoristas do Paratransit3 de Baltimore que afirmavam receber «4 ou 5 dólares por hora», de acordo com um dos demandantes. No início daquele mesmo ano, a cidade de Baltimore processou a Transdev por um suposto superfaturamento de 20 milhões de dólares para operar o serviço de ônibus Charm City Circulator.

É difícil imaginar a Transdev tentando realizar esse tipo de conduta abusiva em sua sede de Paris. Os trabalhadores franceses são conhecidos por sua eterna predisposição à greve. Os profissionais do transporte já realizaram diversas grandes paralisações neste ano e planejam outras para o mês que vem. No Canadá, cerca de 3.000 trabalhadores da Canadian National Railway fizeram sua primeira greve em uma década em 19 de novembro de 2019. No entanto, foi anunciado em 26 de novembro de 2019 que a empresa e o sindicato Teamsters Canada chegaram a um acordo preliminar. A greve representou grandes problemas para o frágil governo do primeiro-ministro, Justin Trudeau, porque paralisava o transporte de petróleo e produtos agrícolas em todo o país.

Enquanto isso, a Lufthansa enfrenta uma possível greve no período de Natal. Em 25 de novembro do ano passado, os controladores de tráfego aéreo italianos interromperam bruscamente suas operações e impediram a decolagem de mais de 100 voos da Alitalia; e trabalhadores da South African Airlines acabam de encerrar uma greve complicada. Além disso, a Finnair, companhia aérea nacional da Finlândia, precisou cancelar quase 300 voos no 24 e 25 de novembro devido à greve de solidariedade iniciada por seus trabalhadores em resposta a um conflito trabalhista que afeta mais de 9.000 trabalhadores do serviço postal do país. A greve também envolveu os condutores de ônibus de Helsinque, e o Sindicato dos Marinheiros da Finlândia interrompeu a navegação de todas as embarcações de cargas e passageiros com bandeira finlandesa até novo aviso, provocando um duro golpe para o turismo e a economia do país.

Em sua maioria, essas greves de solidariedade são ilegais nos eua por conta da odiada Lei Taft-Hartley de 1947, que impôs restrições a boicotes secundários, greves jurisdicionais e as chamadas greves «selvagens» (ou seja, que violam cláusulas de proibição ou ocorrem sem a aprovação dos líderes sindicais). Os professores da Virgínia Ocidental, que lançaram a corrente #RedforEd [Vermelhos pela Educação], declararam uma greve selvagem, e o mesmo ocorreu em Kentucky e Oklahoma. Os caminhoneiros do Teamsters, que se recusaram a entregar veículos da General Motors às concessionárias durante a recente greve da empresa, também se envolveram possivelmente no tipo de boicote secundário proibido pela Lei Taft-Hartley. Algumas regras foram feitas para serem quebradas. Ainda assim, a existência da lei torna mais difícil para os trabalhadores estadunidenses organizar o tipo de paralisação em grande escala que os de outros países podem praticar com impressionante regularidade. O Chile e a Colômbia presenciaram greves nacionais em novembro de 2019; as ruas de Roma foram tomadas por grevistas em outubro; Sudão, Índia e Catalunha passaram por convocações de greve geral em 2019; manifestantes em Hong Kong declararam uma em agosto; e, no início do ano passado, centenas de milhares de mulheres na Espanha realizaram uma greve coordenada que durou todo o Dia Internacional da Mulher.

Embora as restrições da Lei Taft-Hartley dificultem nos eua revoltas em grande escala da classe trabalhadora semelhantes às realizadas em outros países, sua própria existência revela a importância de ações contínuas dos trabalhadores do transporte: nossa infraestrutura de transporte é vulnerável, e os trabalhadores sindicalizados têm a capacidade de provocar um verdadeiro caos.

Isso é algo que sindicatos como o Teamsters e o Sindicado Internacional de Estivadores e Trabalhadores Portuários (ilwu, na sigla em inglês) sempre compreenderam. Motoristas de entrega e trabalhadores do transporte se encontram em uma posição perfeita para mover (com vigor) as alavancas do poder. Alguns meses atrás, mais de 300 membros da filial 455 do Teamsters de Denver, Colorado, entraram em greve na unidade de distribuição de alimentos da Sysco por problemas de segurança. O destacado histórico de militância do ilwu não pode ser subestimado: o sindicato está atualmente ameaçado com uma decisão judicial que o condena a pagar 93,6 milhões de dólares por lentidão de trabalho e paralisações em Portland que, segundo seus advogados, foram realizadas em resposta a práticas trabalhistas injustas.

Como esses e outros trabalhadores do transporte mencionados deixam bem claro, uma forma infalível de atrair a atenção para um problema é interferir nos planos de viagem das pessoas, no envio de seus produtos, na entrega de suas encomendas ou em seu deslocamento. Durante o Workers Revival Fest, evento artístico e de mobilização realizado em Kansas City em 2018 e planejado pelo grupo Missouri Jobs With Justice [Empregos com Justiça no Missouri], conversei com um senhor grisalho que trabalhou durante décadas no transporte ferroviário. Segundo ele, as pessoas não percebem o grande poder que sua categoria ainda possui e como a infraestrutura de transporte é essencial para manter o país em funcionamento. «Nós podemos parar este país em três dias», afirmou.

Depois que aeroportos foram palco de protestos em 2017 como resposta ao repugnante veto de Donald Trump à entrada de cidadãos de países muçulmanos (que continua vigente e pode se intensificar), a Justiça suspendeu e depois suavizou a restrição. Quando mineiros da Blackjewel bloquearam um trem de carvão no Kentucky até receberem seus salários, eles atraíram a atenção de todo o país e receberam o que lhes deviam. Menos de uma semana após Sara Nelson, presidenta do afa-cwa, pedir aos líderes de seu sindicato que considerassem a ideia de uma greve geral para derrubar a paralisação governamental (shutdown) cruel e mesquinha imposta por Trump, voos dos principais aeroportos deixaram de ser realizados por motivos de segurança, já que vários controladores aéreos da costa leste se declararam doentes para não trabalhar. Como consequência, o governo voltou atrás no dia seguinte. Há um motivo para que a simples ideia de uma greve dos trabalhadores do metrô seja suficiente para provocar pânico em todo nova-iorquino ou para que a mera possibilidade de cancelamentos de voos em cascata faça um tirano retroceder de sua decisão. Os trabalhadores do transporte têm a chave da economia e de nossa sociedade como um todo. Sem eles, nada ou ninguém pode chegar aonde precisa, por mais importante que acredite ser.

sábado, 4 de abril de 2020

*A los Pueblos del Mundo y Amigxs de la Revolución Bolivariana* #(Antonio Cabral Filho - RJ/Brasil)

A los Pueblos del Mundo y Amigxs de la Revolución Bolivariana

*EEUU activa nueva fase de violencia y golpe de Estado contra Venezuela*

*2da entrega. 02 de Abril de 2020*

El gobierno de los EEUU ha activado una reciente escalada de agresiones contra la República Bolivariana de Venezuela. Su objetivo ha sido acabar con el proceso de diálogo nacional que se venía construyendo para afrontar la pandemia, y para ello ha anunciado la movilización de una flota naval al Caribe, a fin de presionar al derrocamiento del gobierno venezolano. Dos razones centrales mueven a Donald Trump: tratar de desviar la atención interna de su caótico manejo de la pandemia mientras intenta mantener su actual posibilidad de reelección. Y, por supuesto, la razón estructural es proteger su hegemonía imperial, tomando control de Venezuela como territorio estratégico energético y geopolítico.

*1. La escalada de agresiones*
Desde 2015, EEUU ha impuesto un bloqueo formal a Venezuela y de la mano con ello muchas acciones encubiertas de desestabilización. En los últimos días se desató una escalada: 

👉🏽 Lunes 30 de marzo, el Departamento de Estado de EEUU, ofrece recompensas por la cabeza del Presidente Maduro y los principales líderes políticos y de gobierno bajo la miserable y falsa acusación de narcotráfico. 

👉🏽El martes 31, el gobierno de los EEUU ofrece públicamente un plan de transición inconstitucional con una junta de gobierno y condiciones para levantar el bloqueo. 

👉🏽 El miércoles 01 de abril, anuncia el despliegue de una flota naval en el mar Caribe con la excusa de combatir el narcotráfico.

*2. El proceso de diálogo nacional*
Durante todo el mes de marzo, ante la inminencia del COVID 19 y sus respectivas consecuencias, los distintos sectores de la oposición democrática y del gobierno han venido planteando la posibilidad de un acuerdo nacional para solicitar el levantamiento del bloqueo, recuperar pasivos y reservas y solicitar ayuda internacional. Paralelamente, la ONU y la OMS ofrecieron ayudas, y varios países (incluyendo la UE) plantearon la necesidad de flexibilizar o levantar el bloqueo por razones humanitarias.

*3. Ejércitos paramilitares*

👉🏽 En 2017, los EEUU financiaron la formación de grupos que promovieron violencia de calle durante varios meses. 

👉🏽 El pasado 2019, el gobierno de los EEUU intentó promover la entrada forzada de supuesta ayuda humanitaria a través de grupos de choque en la frontera; ese mismo año financiaron un intento de magnicidio. Hace una semana se descubrió en Colombia un cargamento de armas destinado a un grupo de paramilitares que tenían como plan una intervención armada en Venezuela. 

👉🏽El 31 de marzo, un crucero portugués entró en aguas venezolanas y cuando fue interceptado por un guardacostas venezolano se dio a la fuga hundiendo la nave guardacostas. Se sospecha que a bordo viajaban un contingente de 160 paramilitares para una operación de asesinato y desestabilizacion.

*4. La amenaza de bloqueo naval*
La flota se despliega con la excusa de controlar el narcotráfico, cuando incluso informes de la ONU reconocen que más del 90% de la droga que va de Colombia a EEUU pasa por el Océano Pacífico, al otro lado del continente. Por eso denunciamos que a la actual situación de bloqueo, los EEUU pretenden agregar un bloqueo naval sobre Venezuela para seguir forzando un derrocamiento del gobierno democrático del país.

*5. La junta de gobierno montada por EEUU*
La propuesta de formar una junta de gobierno es nuevamente una solicitud de renuncia y rendición del gobierno venezolano, planteando la creación de una junta de gobierno que no existe en la Constitución venezolana. Se trata de la reedición de las dictaduras militares del siglo XX, poniendo las reglas de juego para los partidos políticos y las estructuras de Estado, todo esto sin levantar el bloqueo. Se trata, sin duda, de un relanzamiento de la colonial doctrina Monroe.

*6. El COVID en EEUU*
EEUU es el país con más contagios en todo el mundo, más del 20% y en aumento, más de 5 mil muertes. Pero, además, se ha resistido a aplicar medidas de contención, incluso a sabiendas de que no tiene un sistema de salud que pueda atender todos los casos necesarios.

 Además, hasta ahora ha priorizado la inyección de capital a los circuitos concentrados de capital. En resumen, no hay una salida positiva para Trump, y por ello necesita desviar la atención, a fin de tratar de garantizar su reelección en noviembre.

*7. La defensa del imperialismo norteamericano*
El gobierno de EEUU no está intentando salvar y atender la mayor cantidad de su población, como lo está haciendo Venezuela entre otros países, y tampoco está ayudando a otros pueblos, como si lo hacen Cuba, China y Rusia. En oposición,  EEUU está planeando como llevar intervención militar y dictadura a Venezuela. En el momento más difícil de la humanidad, la prioridad del imperio es fortalecer su hegemonía aprovechando el shock global, para imponer por la fuerza los cambios que necesita para conservar su hegemonía mundial. Mientras el mundo lucha por la vida, Donald Trump planea aprovechar la muerte para preservar el capital.

*8. Los pueblos debemos estar alerta.*
Es fundamental que corramos la voz sobre la escalada que los EEUU está impulsando contra Venezuela. Hay que hacer campaña mundial por un diálogo nacional, donde los venezolanos y venezolanas decidan la salida del conflicto. Para ello, los EEUU deben levantar el bloqueo tal como lo plantean la ONU, la OMS, la UE y muchos países; es vital condenar cualquier salida militar en Venezuela; grupos paramilitares, mercenarios o cualquier otra vía armada debe estar fuera de la mesa y los responsables deben ser castigados. Por último, debemos empezar a denunciar el despliegue de flota naval en el Caribe. Todos los pueblos debemos estar alertas frente a un posible bloqueo naval; el destino de Venezuela depende de su pueblo y no de ninguna potencia extranjera. El gobierno de EEUU debe dedicarse a ateneder la trágica situación de su pueblo y todos los países debemos ponernos en la tarea de ayudarnos para superar esta crisis humanitaria global.

*Nosotros Venceremos!*
*#LasSancionesSonUnCrimen*
*#MaduroValentiaYDignidad*

*Plataforma Popular Venezolana Contra el Bloqueo* 
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domingo, 5 de janeiro de 2020

**Guerra en América Latina (I)* *¿Se perfila el nuevo mapa del Pentágono?* #

**Guerra en América Latina (I)* 
 *¿Se perfila el nuevo mapa del Pentágono?* 
Claudio Fabián Guevara
Rebelión




Desde el Sur del Continente hasta la cuenca del Caribe, circula el fantasma de una guerra inducida en toda la región. Los contornos geográficos de la conflagración fueron anticipados hace 15 años en un mapa de la agenda globalista para reconfigurar el mundo. 

“Estamos en el borde del nuevo ciclo de descolonización que va a correr por toda América del sur. Parece que estamos entrando en la guerra civil continental”. Alexander Dugin 14/11/2019

 *¿Se encenderá la guerra en América Latina?* 

Bajo la impronta del Totalitarismo 2.0 que gobierna en casi todo el continente, un clima de guerra civil p sicológica comienza a afectar a la población y las instituciones en América Latina. Un estado de excepción se va configurando de la mano de decretos y leyes especiales, mientras el lenguaje cotidiano de los medios glorifica la guerra y la represión. Se instala una lógica de “amigos-enemigos” / “ criminales-gente decente” que legitima la resolución de diferencias políticas por vías violen tas en lugar del diálogo y el derecho.

El ambiente se va enrareciendo, y los conflictos tienden a resolverse por actos bélicos. El lanzamiento de la operación multidimensional de guerra híbrida que derribó violentamente al gobierno del boliviano Evo Morales, y la explosión de un coche bomba en Colombia son dos de los hitos más recientes. El intento de magnicidio frustrado contra el presidente venezolano Nicolás Maduro, y el ensayo de guerra híbrida en Nicaragua el año pasado se inscriben dentro de la misma agenda.

VIDEO: El presunto autor del ataque con drones contra Maduro confiesa la implicación de Colombia y EE.UU.
https://youtu.be/e4gXNYLh2JY

Hay muchos otros síntomas: la violencia paramilitar rampante en distintos países, la “diplomacia beligerante” de la OEA, la cacería de opositores mediante el “lawfare” y el blindaje mediático que oculta la matriz criminal de esta violencia sistémica contra los pueblos .
Cada uno de estos hechos aparece en la narrativa noticiosa como estrictamente local y desconectados entre sí. Sin embargo, la similitud de esta escalada de violencia con otro conjunto de eventos internacionales permite ver los patrones de un “modus operandi” que se ha ensayado en otros escenarios.

 América Latina se aproxima a un periodo de violencia en base a odios externamente implantados. Para entender por qué, hace falta remontarse a la metástasis que representa la industria de la guerra en la principal economía del mundo.
 *Del Imperialismo al Pentagonismo* 
Hace casi 5 0 años, el dominicano Juan Bosch explicó las raíces del militarismo que tiene su apogeo en nuestros días en su libro “El Pentagonismo, sustituto d el Imperialismo”. Allí postuló que la noción clásica de “imperialismo” había sido sustituida por otro fenómeno: la expansión permanente del poder de las corporaciones militares asociadas al Pentágono. Bosch denominó “Pentagonismo” a este nuevo polo de poder, que nace de la súper productividad del capitalism o norteamericano, del cual es el principal beneficiario .

Desde los años 60, c uando Kennedy pasó a ocupar la presidencia de Estados Unidos, ya el poder militar era más fuerte que el civil en términos de fondos para gastar. Desde entonces, no para de crecer. En 2019 alcanzó los 733.000 millones como presupuesto básico. Si se agregan otros rubros relacionados con las guerras, su fogoneo encubierto y sus consecuencias (Asuntos de Veteranos, Presupuesto de Seguridad Nacional, Asuntos Internacionales, Presupuesto de Inteligencia e intereses de la deuda), llega a 1,2542 billones de dólares. En todos los casos, siempre se ubica por encima del 60% de los gastos generales del país y por tanto por encima del presupuesto del poder civil. Es además la mitad del presupuesto militar de todo el globo.                                            *“Fue alrededor de esa disponibilidad de dinero cómo se integró el actual poder pentagonista”, afirmó Bosch en su libro.* Estados Unidos acabaría siendo una nación con dos gobiernos: el gobierno civil para el interior y el gobierno militar para el exterior.

El Pentagonismo se movió libremente en el campo internacional. Su actuación en el extranjero produciría miles de millones de dólares de ingreso para Estados Unidos a través de sus corporaciones armamentistas, lo cual a su vez reforzó el predominio del Pentagonismo dentro del sistema político y económico de Estados Unidos.

En esa "exportación forzosa" de equipos militares los industriales pentagonistas hallarían un a fuente fabulosa de beneficios. De ahí se deriva que Pentagonismo tiene un proyecto propio : mantenerse constantemente en guerra en algún lugar del mundo. En suma, crear un mercado militar global a través de la guerra permanente.

 *La metrópolis que coloniza a su propio pueblo* 
Este nuevo tipo de capitalismo súper productivo super ó el viejo esquema del imperialismo basado en el intercambio desigual (territorios dependientes produciendo materias primas baratas y consum iendo artículos manufacturados caros). El capitalismo sobre-desarrollado ha hallado en sí mismo la capacidad para elevar al cubo las tasas de ganancia que se ponían en juego en la etapa imperialista. Sus formidables instalaciones industriales, bajo condiciones creadas por la acumulación científica, pueden producir materias primas a partir de materias primas básicas y a costos bajísimos. El resultado final es una productividad altísima, nunca antes prevista en la historia del capitalismo.

El Pentagonismo desarrolló una estructura más lucrativa que el viejo imperialismo. A la par que retiene la características más destructivas de la explotación de los territorios coloniales, explota también a su propio pueblo vía la confiscación del 60 % del presupuesto público de esta metrópolis súper-productiva con el pretexto de “gastos de defensa”. Esto tiene un impacto decisivo en las relaciones metrópolis-colonias, ya que el gasto de la guerra en sí mismo es más lucrativo que el comercio internacional de mercancías. Bosch argumenta que la industria de la guerra cambia de finalidad:

“La guerra se hace para conquistar posiciones de poder en el país pentagonista, no en un territorio lejano. Lo que se busca no es un lugar donde invertir capitales sobrantes con ventajas; lo que se busca es tener acceso a los cuantiosos recursos económicos que se movilizan para la producción industrial de guerra; lo que se busca son beneficios donde se fabrican las armas, no donde se emplean, y esos beneficios se obtienen en la metrópoli pentagonista, no en el país atacado por él. Rinde varias veces más, y en tiempo mucho más breve, un contrato de aviones que la conquista del más rico territorio minero, y el contrato se obtiene y se cobra en el lugar donde está el centro del poder pentagonista”.

 *Objetivo estratégico* : dividir el mundo en dos
El desarrollo natural de este súper poderío militar generó su propia ideología y programa de acción. Desde la década de los 80, los teóricos del Pentágono comenzaron a soñar con un mundo sumido en una guerra sin fin, con Estados Unidos como garante de la seguridad y el aprovisionamiento de recursos naturales de sus países asociados.

Este se resume en el nuevo mapa del Pentágono, atribuido a Adam Siegel y publicado por Thomas Barnett en un libro de su autoría: “The Pentagon's New Map: War and Peace in the Twenty-First Century. Este mapa divide al mundo en dos grandes áreas: el “núcleo” y la “zona no integrada”.

El “núcleo” goza de los beneficios del sistema: comercio, comunicaciones, transporte y transacciones monetarias fluidas. Esta zona la comprenden Norteamérica, Europa, Japón, Rusia, Sudáfrica, China, India, Australia y Nueva Zelanda, Brasil, Uruguay y parte de Argentina y Chile.                                          La zona “no integrada” está desacoplada del sistema, y vive sumida en un caos donde la población es incapaz de organizar su desarrollo colectivo y sólo piensa en sobrevivir. Esta zona está compuesta por Medio Oriente (a excepción de Israel), casi toda Africa, algunos estados asiáticos, y los países del norte de Sudamérica y la cuenca del Caribe.




 El nuevo mapa del Pentágono. Fuente: “The Pentagon's New Map: War and Peace in the Twenty-First Century"
Desde la perspectiva de esta teoría, la zona “no integrada” es vista como un “tanque de recursos”, en la cual el ejército de los EE. UU. es la única fuerza capaz de proporcionar apoyo militar para “facilitar su integración”.

Para dotar de cierta organización social a estos territorios (y extraer recursos para las naciones del núcleo) hace falta una Fuerza de Administración de Sistemas dependiente del ejército estadounidense, dice Thomas Barnett.

VER VIDEO: Thomas Barnett explica la nueva estrategia militar del Pentágono

https://www.ted.com/talks/thomas_barnett_draws_a_new_map_for_peace?language=es

Este enfoque del Pentágono asume que grandes áreas del mundo serán convertidas en campo arrasado, completamente dependientes de fuerzas militares para resolver necesidades básicas, y cuya vida cotidiana se caotizará por años, o para siempre. Y que -en ausencia de un Estado organizado- los estados del “núcleo” dependerán necesariamente del ejército de EE.UU. para explotar recursos naturales en esos territorios.

Como en una profecía autocumplida, este panorama ya es realidad en el presente. En estos momento hay guerra, con movimientos de blindados y tropas regulares e irregulares, en Túnez, Libia, Egipto, Palestina, Líbano, Siria, Irak, Arabia Saudita, Bahréin, Yemen, Turquía y Afganistán. C omo en un proceso de destrucción controlada cuidadosamente planificado, agentes de inteligencia y escuadrones especiales de las potencias juegan un rol crucial, organizando atentados de falsa bandera, entrenando y financiando tropas irregulares y jugando cartas diplomáticas funcionales a la prolongación de los conflictos. Una combinación de "revoluciones de colores", guerra híbrida e incursiones de ejércitos convencionales están sembrando la devastición en estas amplias zonas del mundo.

Todos los países envueltos en la guerra en curso están, en el nuevo mapa del Pentágono, dentro de las zonas no integradas.

Dentro del mapa, en América Latina figuran Cuba, Nicaragua y Venezuela, enemigos políticos de Washington. También Bolivia, un enemigo político de Washington, que ahora cayó dentro de su órbita merced a un golpe multidimensional que combinó estrategias de guerra híbrida con cooptamiento del ejército local.

Pero al mismo tiempo, se incluyen Colombia, Ecuador, Perú, Paraguay y Centroamérica, zona bajo control de gobiernos pro-estadounidenses.

 *¿Por qué el Pentágono promovería la guerra y la destrucción en áreas bajo su control geopolítico?* 

El Pentagonismo, etapa superior del Imperialismo
En la distopía trazada por Barnett y otros ideólogos del Pentágono, el derrocamiento de un gobierno no es seguido por un periodo de “paz y reconstrucción”, sino que se trata de crear amplios corredores de inestabilidad permanente. En su trabajo “Interpretaciones divergentes en el campo antiimperialista” , Thierry Meyssan sostiene que las intervenciones militares desde el 2001 en adelante han aplicado esta doctrina.

Tradicionalmente, el campo antiimperialista estimaba que Estados Unidos agredía a otros países que se resistían a su imperialismo para controlar los recursos energéticos. “Los hechos han echado abajo ese razonamiento”, dice Meyssan. “El objetivo de Estados Unidos es destruir los Estados, hacer retroceder sus pueblos a los tiempos de la prehistoria”.

Enfatiza Meyssan: “El imperialismo contemporáneo ya no tiene como prioridad apoderarse de los recursos naturales. Hoy domina el mundo y lo saquea sin escrúpulos. Ahora apunta a aplastar a los pueblos y destruir las sociedades...”                               VIDEO: Thierry Meyssan: “El Pentágono planificó guerras para dividir el mundo en dos zonas”
https://www.youtube.com/watch?v=Unk4HU7TQqE

 De hecho, los derrocamientos de Saddam Hussein y Gadhafi no dieron paso al restablecimiento de la paz; las guerras    continúan a pesar de la instalación de gobiernos de ocupación; y los conflictos se extienden sin fin a lo largo de toda la “zona no integrada”. El mismo destino le espera a Bolivia, la última pieza caída en este ajedrez geopolítico del caos inducido.

 *¿Por qué la destrucción de los estados es funcional al Pentagonismo?* 

Las 4 pilares lógicos de la política de destrucción
Asumiendo que la industria de la guerra en sí mism a más lucrativ a   que el comercio de mercancías, la inducción del caos y la violencia en amplias zonas del mundo rinde mayores beneficios a las élites del “núcleo” que la consolidación de “gobiernos-cliente” en las zonas no integradas :

1.Permite la creación de un mercado permanente para la industria bélica, y es convergente con el establecimiento de un estado policial a nivel mundial. Los países del “núcleo” deben recurrir obligatoriamente a los  servicios militares de EE.UU. para extraer los recursos del “tanque”. La explotación de recursos en la zona “no integrada” se organiza en torno a pequeñas ciudadelas fortificadas, aisladas del caos circundante, como en Irak y Libia.
2.La destrucción de los  estados de la zona “no integrada” impide a largo plazo cualquier intento de surgimiento de nuevos procesos de emancipación política, industrialización soberanista o  “insubordinación fundante” -como lo definió Marcelo Gullo-. Es decir que el fomento de la inestabilidad dentro de la zona no integrada es funcional al mantenimiento del predominio de los estados del núcleo sobre el mundo.
3.El deterioro permanente de las condiciones de vida en la zona “no integrada” facilita una drástica reducción del consumo y un recorte de facto de derechos. En suma, se economiza el mantenimiento de esas poblaciones marginales “no deseadas” y se facilita el despoblamiento del planeta (o al menos, el control demográfico), un objetivo “necesario” ante la crisis del modelo del crecimiento ilimitado.
4.La creación de grandes áreas de caos, con sus poblaciones desesperadas huyendo hacia los países “estables”, facilita la domesticación de las poblaciones en el “núcleo”, o en términos de Juan Bosch, la “colonización de la metrópolis”, es decir, la explotación de su propio pueblo por la metrópolis colonial. El progresivo endurecimiento de las barreras migratorias en los países del “núcleo” es una política preventiva frente a esta crisis siempre creciente.
 *Guerra en América Latina: una conflagración inducida* 
La estrategia del Pentagonismo, al tiempo que sublima la opción militar en todos los terrenos y le asigna a EE.UU un especial papel redentor, le imputa discretamente a los pueblos de las zonas no integradas la responsabilidad por su ruina.

Por eso la principal batalla de las fuerzas que inducen al caos en las regiones elegidas del mundo, se libra en las mentes de sus ciudadanos. Se trata de cultivar una percepción del mundo que fomenta el odio contra el prójimo, de responsabilizar al propio gobierno por los padecimientos de la vida cotidiana, y de volverse violentamente contra las instituciones y autoridades locales.

Es clave en esta estrategia la demolición del Estado de Derecho, y la deslegitimización de toda autoridad, la erosión de todo liderazgo genuino de los pueblos. Al mismo tiempo, la construcción artificiosa de líderes huecos, manipulables (Guaidó, Añez) que se irán desechando en forma periódica. No se plantea la consolidación de ciertos gobiernos-títere, ni tampoco el descabezamiento de un sector de la sociedad para que gobierne otro. Más bien, se trata de sentar las bases para un desgobierno de tiempo indefinido.                                                       Dice en analista Miguel Angel Barrios: “En las operaciones estadounidenses no solo se encuentra un objetivo de cambio de régimen, similar a los muchos que realizaron durante todo el siglo XX en Nuestra América, sino también el objetivo es la creación de un caos regional, similar a los escenarios de Oriente Medio que provocaron la destrucción de Siria e Irak, así como Afganistán”.

Las señales de este proceso están a la vista. ¿Seremos capaces de superar colectivamente la ceguera?

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