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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Em Defesa do Evangelho Contra os Cristofascistas * Marcelo Bancalero/RJ

Em Defesa do Evangelho Contra os Cristofascistas



Isso é  o que tenho tentado mostrar aos meus irmãos de fé evangélicos...

A cegueira deles em apoio a  este governo fascista, a obediência sem críticas a falsos profetas como Silas Malafaia e Marcos Feliciano entre outros que não me atrevo mais a dar título de pastor, os comentários destituídos do verdadeiro amor cristão ...

Esperamos as coisa tem sido motivos de escândalo e só fazem afastar as pessoas do evangelho real que está longe de ser o que se tem apresentado por estas atitudes.

E pior... Tem levado a que uma ala da esquerda mais radical acabe por confundir homens corruptos que infelizmente lideram igrejas com a  própria Igreja.

Eu, bem como milhares de outros evangélicos somos de esquerda por entender que o socialismo está muito mais próxima do evangelho de Jesus do que outras concepções. ..

Porém, esta cada vez mais difícil fazer uma mediação entre esquerda e evangélicos.

Como já alertei a ambos os lados em outros artigos...

INTOLERÂNCIA X INTOLERÂNCIA

RESULTADO  = +INTOLERÂNCIA

E nessa queda de braço ignorante perdem todos!

Inclusive a maior parte do povo que nem enxerga essa tola disputa.

Perde a democracia

Perde a cidadania

Perde os direitos humanos

Perde o Brasil

 

Oro a Deus para que os olhos destes, culpados sejam abertos a tempo.

A disputa direita x esquerda  é salutar

A defesa da  todo ponto de vista ou concepção idem...

Mas é  preciso um pouco mais de assertividade  de ambas as partes

Ou não sobrará nada a ganhar para aqueles que ao final deste pesadelo pensarem ter vencido alguma coisa.

 CONFIRA

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3037436256305718&id=100001181203529

 #FicaaDica

Marcelo Bancalero/RJ

quinta-feira, 14 de maio de 2020

FÉ E POLÍTICA * Elias de França - CE

FÉ E POLÍTICA

Texto do amigo professor Antonio Macário de Moura, tratando da sua realidade pedagógica, na grande São Paulo, tomada do neopentecostalismo.Ele encerra falando de regra e exceção. 
Muito se discute hoje o tema que ele toma como título da matéria: religião x política. Vejo gente da esquerda dizer que o problema são os fundamentalistas religiosos utilizarem a religião para fazer política, compor bancadas, eleger gestores. Vejo gente da direita criticando o padre da minha cidade pelo fato do mesmo fazer comentários políticos nas missas. A despeito do antagonismo ideológico, ambas as posturas convergem: querem o afastamento política x religião.
Mas cá com meus botões, eu indago: 
1- E Belo Monte e o Conselheiro? Não era política e religião?
2- E o Caldeirão de Pe. Cícero e Beato Lourenço?
3- E a Igreja Popular de Dom Fragoso?
4- E a Teologia da Libertação de Dom Helder?
5- Voltando no tempo, e a Páscoa dos hebreus, sob a lideranças de Moisés, libertando-se da escravidão no Egito e ocupando/invadindo a "terra prometida"?
E a revolução Cristã, em pleno domínio dos césares?
Será que o problema é mesmo misturar política e religião?
Ou é aparelhar os instrumentos formadores e reprodutores de poder e de ideologias para a alienação?
Seja regra ou exceção, a questão é o que fazemos com nossa fé e com nossa condição de seres políticos interventores na realidade, construtores da História... mas que história?
(Elias de França)

A religião como prática política
(Antonio Macário)
Antes da generalização dos cursos  remotos, por uma década ministrei aulas de Sociologia e Filosofia nos cursos de administração de empresa e pedagogia em faculdades privadas - uniesquinas ou genéricas como eram chamadas por um ou outro professor de esquerda que por descuido da direção e coordenação era contratado - no decorrer dos governos petistas,os anos dourados para os mercadores da "educação" no Brasil. Não demorou-me perceber que o quadro de funcionários, incluindo professores, e a esmagadora maioria dos estuantes eram católicos, especificamente carismáticos e neopentescostais. Até aí tudo bem, vinha de anos de atividade na educação pública onde é a mesma coisa! A novidade e o contraditório que me surpreendeu residia em verificar que quase a totalidade do quadro de funcionários e dos alunos eram ferozes anti-Partido dos Trabalhadores, mesmo que a manutenção da faculdade - como é óbvio - dependesse das mensalidades dos alunos estes, em sua maioria, bolsista (PROUNI) do governo petista. No curso de pedagogia não raro presenciava discussões e atividades e até simpatia de estudantes acerca dos ensinamentos didático-pedagógicos de Paulo freire. Quando das eleições para prefeito da Cidade de São Paulo (2008), para minha surpresa, os mesmos estudantes entusiasticamente se engajaram na campanha de Gilberto Kassab (PSD) - inimigo de Paulo Freire - contra Marta Suplicy, candidata do PT e defensora dos ensinamentos do mundialmente reconhecido educador pernambucano. Kassab venceu o pleito. Na sanha por mais lucros, os mercadores de diplomas do "ensino superior", investiram pesado em tecnologia da informação no decorrer das administrações petistas e implementaram a Educação a Distância (EaD), Como não poderia deixar de ser, lançaram no olho da rua milhares de professores. Para ganhar a sobrevivência, lá vou eu de volta para o ensino público, desta feita concursado. Nos primeiros dias de atividade pude constatar, com profunda tristeza e preocupação, quão após uma década desde que eu tinha me afastado por conta do trabalho na faculdade privada, a situação da educação pública do Estado de São Paulo, havia piorado em todos os aspectos, Um em particular, chegou e chega mesmo a me assustar:: trata-se do manifesto posicionamento da esmagadora maioria dos estudantes, do curso médio, Ensino de Jovens  e Adultos (EJA) noturno, com relação ao viés humanista contido no Liberalismo Clássico que nas disciplina de Sociologia e Filosofia, que ministro aulas, tem de ser tratado ainda que an passant. Refutam-os violentamente sob o argumento de não haver nada mais injusto do que conceber e defender a igualdade entre os seres humano,, bradam não raro com iracúndia, filhos e trabalhadores pobres, no ensino médio, matutino e noturno. Não são poucos os que defendem, com convicção, a camada rica e dominante. Me faz lembrar a Guerra Cristera (1926-1929) no México, que inspirou o magnífico romance  O Poder e a Glória, de Graham Greene. Antes mesmo desta quarentena, ao ler em classe uma matéria jornalística que trata da pobreza e da fome nos Estados Unidos da América, o texto foi peremptoriamente rechaçado por vários trabalhadores estudantes, muitos precarizados e desempregados. Segundo eles o segredo da imensa riqueza do gigante econômico e político do Norte se deve ao fato de ser uma nação evangélica, e que se pobres e famintos existem realmente, deve-se ao fato de serem eles um bando de vagabundos, como no Brasil. Em tempo. Essa mentalidade e prática política é regra. Que fosse exceção não deixa de ser preocupante e assustador. 


        (Elias de França - CE)

terça-feira, 17 de março de 2020

*Camilo* *Torres* *y* *el* *problema* *de* *la* *revolución* Coletivo Comuna y Comunidad - Col

*Camilo* *Torres* *y* *el* *problema* *de* *la* *revolución* 
-teologiadalibertacao.wordpresss.com-

Por: Miguel Eduardo Cárdenas – Colectivo Comuna y Comunidad

Una reflexión a cincuenta y cuatro años de su sacrificio

Camilo Torres consagró sus preocupaciones esenciales a promover el debate en torno a la estrategia de la revolución colombiana. Su esfuerzo teórico y práctico ha tenido profunda influencia. Distintos sectores comprometidos han dedicado grandes esfuerzos a continuar este crucial propósito para mantener la vigencia del pensamiento de Camilo Torres.

Lo cierto es que aún no se ha logrado decantar una propuesta sobre cómo producir el cambio inaplazable del régimen político y dar el salto hacia la paz con justicia social como expresión de la ética en la política, y la concreción de la idea moral del “amor al prójimo” a través del bien común, esto es, reiterar la idea moral del comunismo (cristianismo o comunalismo en Camilo Torres Restrepo) como respuesta a la crisis de la modernidad capitalista en Colombia y en el ámbito mundial para dar un ‘soplo de vida’ al principio de humanidad.

Sin lugar a dudas, Camilo miró la realidad desde la perspectiva religiosa, previa al Concilio Vaticano II, aunque este se anunció en 1959 (Camilo hizo parte de las Comisiones previas al desarrollo del Concilio y en la Exposición Universal de la Iglesia como delegado del CELAM estando en Lovaina). El Concilio se desarrolla entre 1962 y 1965, y Camilo ya andaba debatiéndose entre las primeras discusiones con el Cardenal Concha (1962) y su reducción al estado laical e inicio del Frente Unido (1965). Cuando las conclusiones comenzaron a circular, Camilo ya había ofrendado su vida. Ese es, quizás, su valor en el mundo cristiano militante, que sirvió de antecesor a la que se vino a acuñar como ”Teología de la Liberación” en 1968, y cuyo primer libro se edita en 1970 en Lima. La mezcla de Obispos Tercermundistas (como Helder Camara en Brasil o Gerardo Valencia Cano en Colombia), con las nuevas visiones del Concilio Vaticano II encuentra un poderoso refuerzo en el testimonio de Camilo Torres.

La idea de comunismo de Camilo es la que viene del cristianismo como se leyó en el Concilio Vaticano II que luego madura y sistematiza en la práctica de Muniproc y que da sentido al libro La revolución imperativo cristiano que marcó la generación de religiosos de Golconda, de la formulación de la “Teología de la Liberación” y la reunión de Celam en Medellín en 1968.

Al referirnos a Camilo Torres Restrepo es preciso alcanzar un enfoque con rigor histórico –lejos de panegíricos y denuestos–; además, ubicar las tendencias y el sentido la época en que vivió Camilo, conocer el carácter de su destacada personalidad y enaltecer su condición de subvertor moral –como lo calificó Orlando Fals Borda–.

En el fondo de su ser Camilo vive una indignación ética y una necesidad cristiana, que como sociólogo ve cauce en el socialismo. Un socialismo en las formas económicas y en las relaciones sociales guiado bajo los valores del cristianismo. Un humanismo integrador del marxismo con el cristianismo, así lo dice en uno de sus escritos: “hoy en día, cuando se está acabando el sistema capitalista, alguna gente cree que se está acabando la Iglesia. Y consideran, que el cristianismo no tiene suficiente virtualidad para cristianizar a un modo socialista hacia el cual parece que vamos”.

Conmemorar la muerte de Camilo Torres Restrepo implica rescatar a Camilo como un teólogo comunista quien en su pluralidad, dimensión ética, política, organizativa y espiritual, constituye un ejemplo de vida con plena vigencia que ilumina los derroteros de la revolución social en la encrucijada actual.

Bogota, 15 de febrero de 2020

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